94-BREAKFAST IN AMERICA

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Breakfast in America – Supertramp

Banda: Supertramp

Integrantes: Rick Davies (teclado, vocais e harmônica), John Helliwell (saxofone, vocais e instrumentos de sopro), Roger Hodgson (guitarra, teclado e vocais), Bob Siebenberg (bateria) e Dougie Thomson (baixo)

Gravação: 1978 no estúdio B da Village Recorder em Los Angeles

Lançamento: 29 de março de 1979

Duração: 46:06

Produção: Peter Henderson, Supertramp

Sobre o disco:

Em 1979 chegava às lojas o sexto e melhor álbum da banda inglesa, mas radicada nos EUA, Supertramp. Na capa uma simpática garçonete empunhando um copo de suco de laranja substitui a Estátua da Liberdade, tendo ao fundo uma Nova York de caixas de cereais, xícaras, pratos e talheres, evocando o título do álbum: Breakfast in America. Deixando o Rock Progressivo dos primeiros álbuns de lado e abraçando uma sonoridade mais pop, o álbum fez sucesso imediato, alcançando o topo da Billboard e vendendo 9 milhões de cópias apenas nos EUA.

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Kate Murtagh, atriz que encarna a simpática garçonete da capa de Breakfast in America

Formado inicialmente por Rick Davies, em parceria com Roger Hodgson e contando com o apoio (leia-se o dinheiro) de um milionário holandês, o grupo fracassou em seus dois primeiros lançamentos. Com isso o homem do dinheiro pulou fora e a banda se dissolveu, sendo retomado pela dupla Davies/Hdgson em 1973, quando foram integrados John A. Helliwell nos sopros, Dougie Thompson no baixo e Bob Sienbenberg na bateria.

Em 1975 lançam Crime Of The Century conseguindo um relativo sucesso no Reino Unido, especialmente com o single “Dreamer”. Por essa época todo o grupo se muda para os EUA, visando o milionário mercado fonográfico americano. Embora tenham lançado dois álbuns regulares que renderam um certo sucesso, o estouro só ocorreu mesmo com o lançamento de Breakfast in America.

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Dougie Thomson, Bob Sienbenberg, John Helliwell, Roger Hodgson and Rick Davies

Conciliando com qualidade a sofisticação instrumental característica do grupo às melodias contagiantes, o disco foge um pouco do estilo progressivo, tornando-se mais pop, mas sem se render as soluções fáceis. Isso, aliado às letras inteligente e levemente irônicas das canções (que combinam perfeitamente com os vocais mais graves de Davies e os agudos de Hogdson), ajudam a explicar o grande sucesso que o disco atingiu naquele ano de 1979, emplacando logo de cara 4 hits entre os mais tocados nas rádios: “Goodbye Stranger”, “Breakfast in America”, “Take The Long Way Home” e “The Logical Song”.

Apesar de todo o sucesso alcançado, a gravação do álbum não foi livre de problemas. Apesar de serem, por assim dizer, os membros fundadores, vocalistas e responsáveis pelas letras, Rick Davies e Roger Hodgson não eram muito de se entender. Foram várias as discussões entre os dois durante as gravações e pós-produção. Avesso às grandes produções e adepto de um estilo de vida mais simples, Hogdson procurava imprimir essas características nas suas canções, o exato oposto de Davies que preferia arranjos mais trabalhados e complexos. Afirma-se que as canções “Child of Vision” e “Casual Conversations” foram escritas por Hogdson e Davies, respectivamente, onde ambos expõem essas diferenças, o que faz algum sentido quando analisamos a letras de perto.

Depois de entendimentos e novos desentendimentos, Roger Hogdson finalmente deixaria a banda em 1983, após o lançamento de mais um disco e de uma mega turnê internacional. O Supertramp continuou assim mesmo. Lançaram mais cinco álbuns, nenhum alcançando nem sombra do sucesso de Breakfast in America. Nos shows evitavam cantar os sucessos de autoria de Hogdson, numa tentativa de afirmação da identidade da banda a parte do ex-integrante.

Breakfast in America é um excelente disco com uma mistura excelente entre o pop e o progressivo. É um dos discos que mais gosto de ouvir dessa lista, não só pelos melodiosos arranjos, mas principalmente pela sutil ironia em suas letras. Sua posição na lista é mais do que adequada.

Para finalizar uma curiosidade: os integrantes do Supertramp sempre foram, de modo geral, pouco interessados na fama, evitando dar entrevistas ou colocar seus rostos nas capas dos discos. Nos vários shows da banda, era muito comum passearem pelo público sem serem reconhecidos ou notados. Certa vez, enquanto passeavam perto do palco uma hora antes do início do show, um rapaz perguntou se aqueles caras eram tão bons ao vivo como eram no estúdio. Reconhecidamente o mais brincalhão do grupo, John Helliwell respondeu: “Sei lá! Na verdade nem gosto muito deles!”

Abaixo vocês podem conferir um clip aparentemente caseiro de um dos grandes sucessos da banda: “The Logical Song”.

Para conferir os outros textos é só clicar no link a seguir: 100 Melhores Álbuns de Rock. E se você curtiu o post e tá gostando do Habeas Mentem, comente, curta, compartilhe! E não deixe de curtir também nossa fanpage! Até mais!

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