MAIS 10 DOS MEUS CLIPES MUSICAIS PREFERIDOS

Video clipe

Quando criei a primeira lista com meus clipes musicais preferidos, eu já estava a mais de um mês sem postar nada no blog. Preso na imensa papelada de documentos que o final de ano me traz de presente, estava também sem nenhuma perspectiva de conseguir finalizar algum texto a tempo de publicar até a virada do ano. Para não ficar tanto tempo sem postar nada, saquei uma ideia antiga da mente e listei dez dos meus clipes musicais preferidos.

Pensando em dar continuidade à lista – até porque me lembrei de vários outros clipes igualmente legais – fui anotando meus preferidos para essa continuação. Novamente destaco que essa lista não tem a pretensão de listar os melhores videoclipes da música. Apenas vou citando aqueles que mais me agradam por uma série de razões, entre elas, a capacidade de dialogar em algum grau comigo ou por questões puramente técnicas e estéticas.

No primeiro texto, aliás, boa parte dos clipes listados me encanta principalmente por seu apelo visual ou esmero técnico. O belo uso do plano fechado nos vídeos de “Survivor” de Clarice Falcão e, especialmente, em “Nothing Compares 2U” de Sinéad O’Connor, a edição simples, porém eficiente de “Single Ladies” de Beyoncé ou ainda a beleza estilizada de “Busca Vida” do Paralamas do Sucesso são exemplos perfeitos disso. Ainda assim sobrou espaço para o encantador (e totalmente datado) “Lost in Love” do Air Supply, e todo seu visual de gosto meio duvidoso (ou por causa dele mesmo). Na atual lista, apesar de termos belíssimos exemplos do uso das técnicas de edição, filmagem, fotografia etc., acabei citando muito mais exemplos de clipes de puro encantamento visual. Apesar de também serem tecnicamente impecáveis, foi pensando mais no impacto emocional causado por eles que procurei pautar as escolhas.

O resultado você confere abaixo:

Perfeição – Legião Urbana

A Legião Urbana gravou poucos clipes e, para falar a verdade, a maioria deles são bem ruinzinhos. Foi somente no último que a banda conseguiu acertar, entregando um vídeo muito bonito e com uma produção caprichada. Sendo esse o clipe da segunda melhor música do disco só contou a favor.

Losing My Religion – R.E.M.

Eu estava na seção das televisões de uma loja qualquer de eletrodomésticos, quando, começou a passar esse clipe quando o assisti pela primeira. Apesar de não poder ouvir a música fiquei encantado com a bela fotografia do vídeo e com a sua forte simbologia (e isso numa época em que eu sequer sabia o que era simbologia). Somente anos depois, quando já escutava o R.E.M. fui descobrir que uma das minhas canções preferidas do grupo tinha esse vídeo como clipe musical.

Don’t Go Away ­– Oasis

Foi justamente com “Don’t Go Away” que conheci o Oasis, isso quando eles já se achavam a última coca-cola gelada do deserto ao meio dia. O irmão beatlemaníaco de um amigo me emprestou uma fita VHS com o filme “Yellow Submarine” e uma miríade de videoclipes diversos, dentre eles o dessa canção, que, ao lado de “Stand by Me” é a única coisa que presta do disco Be Here Now. No entanto, as belas imagens evocando as obras de Rene Magritte (pintor que eu já começava a conhecer) me pegaram de jeito na madrugada chuvosa em que o assisti pela primeira vez. O clipe de “Wonderwall” com suas imagens em preto e branco é até mais bonito, mas “Don’t Go Away” ainda hoje é o meu preferido filmado pelos malas sem alça dos irmãos Gallagher.

Bad – Michael Jackson

No post anterior comentei sobre aquela época em que ficávamos aguardando o mais novo clip da rainha ou do rei do pop no fim do Fantástico. Falei do meu clipe preferido da Madonna, mas esqueci de falar daquele que deve ser o dono dos clipes mais legais da história da música: Michael Jackson. Apesar de “Thriller” ser o mais famoso, meu preferido sempre foi “Bad”, pois foi o primeiro que assisti, justamente no final do jornalístico dominical da Globo. Lembro até hoje da reação espontânea (e espantada) de minha mãe ao assistir o vídeo: “Oxi! Michael Jackson é branco agora?!”

Minha Alma (A Paz Que Não Quero) – O Rappa

Um grupo de crianças reunindo-se na periferia de alguma grande cidade marcam uma saída para se divertir. Logo em seguida ouve-se os primeiros versos: “A minha alma está armada/ e apontada para a cara do sossego.” Pronto! Bastou isso para me impressionar com esse que é um dos mais belos e contundentes clipes já filmados no Brasil. E isso logo na sua estreia na MTV. Poucas vezes crítica e reflexão social foram tão bem casadas entre texto e imagem.

Bitter Sweet Symphony – The Verve

A canção por si só já é meio hipnótica com aquela melodia se repetindo do começo ao fim. Junte a isso um vídeo onde o vocalista da banda se põe a cantar enquanto caminha por uma rua qualquer de Londres sem se preocupar em desviar das pessoas, chegando a derrubar algumas inclusive, tudo isso gravado em apenas dois planos contínuos e quase sem cortes. O resultado: um dos clipes mais hipnóticos e clássicos da música. Agora, se as pessoas com quem o cantor esbarra na rua são atores de fato ou não, isso eu já não faço a menor ideia.

One of Us – Joan Osborne

A primeira vez que escutei essa baladinha nada romântica foi na coletânea Rock Ballads lá no já distante ano de 1998. Logo de cara a melodia e a voz de Joan Osborne me encantaram. Aí fui traduzir a letra e encontrei uma série de reflexões sobre Deus e a humanidade que me deram muito sobre o que pensar. Somente muito depois fui conhecer o clipe que, com seu desfile de figuras tão exoticamente normais – além dos planos fechados no rosto de Joan, falando pelo lado técnico que mais me atrai nos clipes –, serviu para selar em definitivo meu encanto pela canção.

Hey Brother – Avicii

Para não dizer que só gosto de clipes antigos, me encantei com esse belo vídeo sobre os laços de amizade e fraternidade que surgem no contexto da vida de veteranos de guerra. No vídeo vemos a relação de companheirismo de dois amigos que, à medida que o vídeo se desenrola percebemos serem filhos de dois combatentes. A história não deixa muito claro, mas aparentemente esses soldados foram mortos em batalha (ou ao menos um deles) e as famílias se aproximaram em virtude dessa tragédia. Apesar de ser uma estratégia manjada apelar para o sentimento patriótico em relação aos veteranos e suas famílias (isso nos EUA), o resultado final ficou realmente muito bonito.

A Estrada – Cidade Negra

Apesar de gostar muito desse clipe, na minha opinião ele teria ficado muito melhor se tivesse apenas as cenas em animação do astronauta (ou alien?) na Lua intercaladas com as cenas das crianças brincando. Ter colocado as imagens dos integrantes da banda ficou meio desnecessário para não dizer que, as cenas deles jogando bola num cenário que se propõem a imitar a baixa gravidade lunar, ficaram bem bobas. Mesmo assim gosto bastante desse clipe pela combinação bem sacada entre a solidão do ambiente lunar com a temática da solidão ao se percorrer uma estrada particularmente longa e difícil.

Stop In the Name of Love – The Hollies

Assisti esse clipe pela primeira vez lá naquela mesma fita VHS de “Don’t Go Away”. Infelizmente o vídeo não trazia as informações técnicas da canção (naquele padrão que ficou famoso com a MTV). Assim, fiquei anos sem saber quem cantava ou mesmo o nome daquela canção que, ajudado pelas imagens do clip, parecia ser repúdio a intolerância belicista de uma iminente hecatombe nuclear. Já perdia minhas esperanças de descobrir mais informações sobre o vídeo, quando, para minha surpresa, escuto a mesma canção, porém numa versão diferente, no filme X-Men Dias de um Futuro Esquecido! O resto foi moleza: uma googleada na trilha sonora do filme bastou para descobrir o nome da canção. Outra googleada e descobri que a versão do filme era a original gravada pela banda The Supremes em 1965, enquanto a do clipe que me intrigou era uma regravação feita em 1983 pela banda The Hollies que, como já comentado pesou a mão na mensagem pacifista do vídeo, isso numa canção cuja letra era só mais a falar de amor e abandono. Embora o vídeo de 83 seja exagerado, piegas e até meio cafona e bobo, fica aqui sua menção por ter permanecido um mistério para mim por quase vinte anos.

*  *  *

E vocês? Também curtem um bom vídeo clipe? Fiquem a vontade para comentar! Pode ser clipes carregado de simbolismo, filosóficos, políticos ou mesmo um mistério piegas e cafona de mais de 20 anos.

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