TAG: COPA DO MUNDO

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Imagem copiada na cara dura do Momentum Saga

Tem tempo que não respondo uma TAG por aqui. Por isso, assim que vi essa no Momentum Saga, corri para responde-la. Especialmente agora, nessa fase de mata – quando o espírito de Mick Jagger baixou em mim e fez com que todo time que ganhava minha torcida acabava por ganhar de brinde uma passagem de despedida da Copa (precisei torcer pra Inglaterra pra ver se dava Croácia) –, nada como responder uma TAG sobre livros para relaxar.

Se você se animou (ou também está sem sorte nas torcidas), fique a vontade para participar. É só copiar as perguntas e mencionar o Blog Sem Serifa, criador da TAG.

Pênalti: um livro que te encheu de esperança

A Menina Quebrada

A Menina Quebrada” de Eliane Brum

Descobri Eliane Brum vagando pela biblioteca da universidade onde trabalho, onde encontrei esse livro, uma coletânea com 64 crônicas e artigos publicados pela autora no site da revista Época. Botei na lista de minhas leituras para esse ano sem muito interesse nele. E logo nas primeiras páginas a autora me surpreendeu com seu olhar, se não único, com certeza especial sobre as pessoas, relações, sentimentos, sociedade. Enfim, sobre a vida. Me encheu de esperança saber que ainda existem pessoas, não apenas capazes desse olhar especial, mas, principalmente, de serem capazes de escrever sobre elas.

 Prorrogação: um livro que merece continuação

O Boi Aruá

O Boi Aruá” de Luís Jardim

Apesar do título, esse livro conta três histórias diferentes, todas narradas por Sá Dondom, uma velha contadora de histórias, narrados aos meninos Pedro, Joãozinho e Juca. Somente o primeiro trata do boi do título, sendo os outros “História das Maracanãs” e “História do Bacurau”. Esse livro é uma delícia de ser ler especialmente para nós nordestinos, onde encontramos os mais variados aspectos do rico acervo mitológico do sertanejo condensadas nas histórias contadas por Sá Dondom. Uma pequena obra-prima do pernambucano Luís Jardim, que muito merece uma continuação. Uma pena o autor, falecido em 1987, não estar mais entre nós para poder nos agraciar com esse presente.

Impedimento: um livro que alguém precisou explicar para você

Porque Não Há Discos Voadores

Por Que Não Há Discos Voadores – A Lógica” de Max Sussol

Tudo nesse livro parecia indicar uma pesquisa fortemente embasada, cujo intuito seria apresentar evidências lógicas e cientificas mostrando os inúmeros avistamentos de objetos voadores não identificados serem, através de explicações bem menos extraordinárias que naves extraterrestres. Nada disso! O livro é uma imensa colagem (420 páginas!) de notícias e fatos históricos recentes – isso até o ano de 1986 – sem muita correlação entre si. O autor não manifestou nenhuma preocupação em explicar como essas informações comprovam a certeza manifesta no título. Somente nas últimas 20 páginas o “autor” finalmente aparece para afirmar que, conforme tudo o que foi exposto (!), é óbvio constatar que Discos Voadores não existem (!!). E aí de modo bem preguiçoso expõe algumas possibilidades. Sinceramente, para mim, esse livro é como aqueles trabalhos de alunos preguiçosos: um recorte de inúmeros textos diversos e no final o aluno quer nos convencer que pesquisou e fez o trabalho. Até hoje não entendo qual foi a tal lógica usada por seu “autor”. E, não sei o que é pior: se o fato de ainda não ter encontrado quem me explicasse a obra ou descobrir que esse é apenas a primeira parte de uma trilogia que ainda conta com os títulos: “Os Falsos Discos Voadores – Secreto” e “Não Existem Discos Voadores – Comprovado”!

Goleiro: um autor ou livro que segurou a barra, mesmo com várias críticas

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Preconceito Linguístico” de Marcos Bagno

Dos livros que já li, esse é sem dúvida o mais criticado. Eu o comprei e li por indicação da Samantha em uma resenha sua no Meteorópole. Por ter gostado tanto do livro fiquei profundamente impressionado com o número de críticas negativas do livro, tanto no Skoob (quem quiser me seguir é só clicar nesse link) como na internet como um todo. Nem tão surpreendente foi perceber o quanto essas críticas só ajudavam a confirmar todo o preconceito linguístico existente em nosso país. Aliás mais um tipo de preconceito no qual nos destacamos, infelizmente.

7×1: um livro que te deixou derrotada(o)

A Guerra Não Tem Rosto de Mulher

A Guerra Não Tem Rosto de Mulher” de Svetlana Aleksiévitch

Já li e já assisti muita coisa sobre as guerras mundiais. Mas nada do que eu já tinha visto antes poderia me preparar para esse livro. Ler os relatos das mulheres russas que lutaram na Grande Guerra Patriótica (como a Segunda Guerra Mundial é conhecida na Rússia) foi uma experiência destruidora acima de qualquer outra coisa. Esse é daqueles livros que, apesar da crueza e violência (ou mesmo por causa disso tudo) a leitura é essencial para entendermos melhor a participação feminina no pior conflito armado pelo qual a humanidade já passou até hoje.

Canarinho pistola: um livro que você leu usando a força do ódio

Diário da Corte

Diário da Corte” de Paulo Francis

Misógino, racista, esnobe. Diário da Corte é um livro que, através dos textos publicados pelo autor na Folha de São Paulo, nos mostra todas essas facetas do, assim considerado, “monstro sagrado” do jornalismo brasileiro Paulo Francis. Como lembrou um resenhista da obra no Skoob, ele “em um artigo sobre a sociedade Nova Iorquina dos anos 70, chama Bianca Jagger de prostituta, imagine o que não escreveria sobre Luciana Gimenez…” Para piorar o livro ainda apresenta passadas de pano inacreditáveis sobre esses preconceitos em sua orelha, prefácio e posfácio. Um livro que nem mesmo a alta erudição do Sr. Francis impediu de me dar engulhos a cada página lida.

Hexa: um livro que você não perde a esperança de que vai ler

Vovó Nagô e Papai Branco

Vovó Nagô e Papai Branco – usos e abusos da África no Brasil” de Beatriz Góis Dantas

Esse é considerado um “livro desmistificador, polêmico e iconoclasta, [onde] a autora mostra que a configuração das religiões afro-brasileiras se dá no confronto das posições ideológicas dos vários atores sociais: senhores, escravos, políticos, policiais, poderosos homens de negócio, padres, pais e mães-de-santo, psiquiatras etc.” Só por essa sinopse há muito tempo tenho vontade de ler esse livro, que é tido como um dos grandes trabalhos da antropóloga sergipana Beatriz Góis Dantas (sobre quem eu falei um pouquinho nesse post: Oito Mulheres Sergipanas Para Se Conhecer Nesse 8 de Março). Uma obra que, a despeito de seu status de polêmico, tenho certeza será muito enriquecedor.

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Um comentário sobre “TAG: COPA DO MUNDO

  1. Pingback: FICÇÃO CIENTÍFICA, MISTÉRIOS E DISCOS VOADORES | habeas mentem

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