Se você leu esse texto, já deve saber que o ano de 2019 não foi particularmente fácil para mim. Pensando bem, acho que ele não foi fácil pra ninguém. E como tudo que é ruim, pode piorar, o ano de 2020 já chegou naquela voadora com os dois pés na caixa dos peitos com uma pandemia de corona vírus que praticamente paralisou o planeta, causando inúmeras perdas de vidas e colapsos de sistemas de saúde em vários países do mundo, inclusive aqui no Brasil.

Justamente por conta dessa pandemia, as aulas estão suspensas no Brasil o que está me dando tempo de sobra para acelerar minhas leituras, opção que não tive no ano que passou, quando a quantidade de leituras ficou muito abaixo do que eu esperava. Voltando a lecionar depois de quase dez anos afastado das salas de aulas, tive uma certa dificuldade em conciliar a leitura com o trabalho. E, por isso, foi necessário um certo esforço e empenho redobrado para poder cumprir com minhas obrigações, procurando sempre dar o melhor de mim durante as aulas e, obviamente, sacrificando um pouco as atividades de lazer, já que também tenho uma família que requer, e muito, minha atenção.

Então, bora conferir o resultado?

Para começar, abaixo coloco quatro excelentes indicações:

2019

  1. Um livro e um quadrinho que te surpreenderam em 2019?
A Vida Imortal de Henrietta Lacks
“A Vida Imortal de Henrietta Lacks” de Rebecca Skloots

Assim que comecei a leitura anotei: “Sentindo aquela mesma pegada de pesquisa historiográfica profunda do livro ‘Estrelas Além do Tempo’ mas numa leitura menos hermética. Ou seja, tem tudo para ser A leitura do ano. Adorando desde já!” Não poderia estar mais certo. A escrita de Rebecca Skloots consegue unir sensibilidade, respeito e extensa pesquisa sobre a breve vida de Henrietta Lacks e todo o tipo de desrespeito e insensibilidade sofridos não só por ela após sua morte, mas também por sua família, em especial em Deborah, filha de Henrietta, quando cientistas descobrem que as células retiradas de um tumor para biópsia (tumor esse que acabou por matar Henrietta), não param de crescer e se tornam a base de inúmeros estudos, pesquisas e experimentos nos anos seguintes, sem que a família Lacks praticamente nada tenho recebido em troca. Esse é um livro de leitura imprescindível, especialmente pelos questionamentos éticos que levanta sobre a propriedade de tecidos e células após sua retirada do corpo, sem deixar de levantar questionamentos raciais e sociais que, ainda são, infelizmente, muito pertinentes. Afinal, se a família Lacks fosse branca e um pouco mais abastada, teriam sofrido todo aquele descaso?

Azul é a Cor Mais Quente
“Azul é a Cor Mais Quente” de Julie Maroh

Quando tomei conhecimento dessa obra foi através do trailer do filme lançado em 2013. Apesar de ter ficado curioso por causa desse trailer, tendo descoberto logo após ser baseado numa graphic novel, ao saber das acusações de abuso por parte do diretor contra as atrizes principais do filme, me deu um certo ranço de ler a hq e, especialmente, assistir o filme. Mas, lendo e relendo as críticas super positivas da obra de Julie Maroh, além de entender que uma coisa é o filme e outra é a obra na qual ela se baseia, resolvi dar uma chance à graphic novel. E isso é o que posso dizer: é lamentável, para não dizer revoltante, termos uma obra de uma escrita tão delicada e tão suave estigmatizada por um caso sórdido de abuso. A história em “Azul é a Cor Mais Quente” é a história do descobrimento da sexualidade e maturidade das personagens, contada de modo calmo, sem pressa, nos dando todo tempo do mundo para sentir a confusão de Clémentine e as dúvidas de Emma. Longe de ser apenas uma história de lésbicas para satisfação de uma machaiada, temos aqui um belo e profundo estudo das personagens, revelando todos seus temores, anseios e angústias. Um lindo trabalho que merecia melhor tratamento em sua adaptação cinematográfica.

  1. Um livro e um quadrinho que te decepcionaram em 2019?
Guerra Sem Fim
“Guerra Sem Fim” de Joe Haldeman

Esse é um livro vendido por William Gibson como sendo: “A história de guerra mais precisa e dolorosamente genuína que eu já li.” Nesse quesito até dá para concordar com o autor de “Neuromancer”, pois, se por um lado, temos uma forte crítica às guerras humanas – especialmente a Guerra do Vietnã, da qual o autor, Joe Haldeman é veterano –, do outro lado temos um autor que acabou sendo bem machista e homofóbico em várias passagens do meio para o final do livro. E isso acabou sendo uma tremenda decepção, deixando um gosto muito amargo, numa obra que tinha o imenso hype gerado por alguém do quilate de William Gibson. Uma pena, porque, tirando essa mancha a obra consegue sim seu intento de ser uma crítica severa à indústria da guerra, sem esquecer dos traumas e problemas psicossociais sofridos pelos veteranos, além de ter uma escrita que prende a gente. De uma tacada só lia 100 páginas quando queria apenas dar uma lida rápida. Uma pena, realmente.

Star Trek Ano 4
Star Trek Ano 4”

Essa revista tem a pretensão de ser a continuação da série de TV, que, para quem lembra da clássica frase de abertura, era para ser uma missão de cinco anos. Mas, por conta da baixa audiência acabou na terceira temporada. Daí o “Ano 4” do título da HQ. Infelizmente o que temos aqui são seis premissas de histórias muito curiosas e interessantes. Porém não passa disso, pois o desenvolvimento de cada uma é corrido e apressado demais. Antes mesmo de nos entreter e cativar a história já se resolve, praticamente sozinha, sem a participação ou sequer esforço dos personagens (esses se tornam verdadeiros figurantes disfarçados de protagonistas). Se aqui tivéssemos uma revista com uma ou no máximo duas histórias por edição de 152 páginas, teríamos mais espaço para desenvolvê-las melhor. E tenho certeza do resultado positivo, pois, além das boas premissas, os roteiristas conseguiram captar a personalidade dos personagens, que, aliás, foram muito bem desenhados pelos diversos artistas que assinam os diferentes enredos. Em resumo: outra obra que tinha imenso potencial, mas acaba sendo bem decepcionante.

  1. A melhor adaptação que você viu em 2019?
Dois Papas
“Dois Papas”

Foi durante as férias de fim de ano, zapeando na Netflix, quando topei com esse filme dirigido pelo brasileiro Fernando Meirelles (o mesmo de “Cidade de Deus” e “Ensaio Sobre a Cegueira”) e livremente baseado na obra de Anthony McCarten. Logo de cara fiquei curioso com a história que se debruçava sobre um dos momentos mais intrigantes da história moderna da Igreja Católica Apostólica Romana: a renúncia de Joseph Ratzinger, o Papa Bento XVI e consequente eleição de Jorge Bergoglio, que veio a ser o Papa Francisco. O que me levou ao filme foi pura curiosidade de saber exatamente do que se tratava, pois quase nada pude inferir a partir da sinopse oficial. Para minha felicidade o que encontrei foi uma tocante história que humaniza através de seus encontros, diálogos e memórias, duas figuras encaradas como verdadeiros representantes do Todo-Poderoso na Terra por uma parte significativa da população mundial. Com um roteiro afiado e uma direção certeira, o filme cativa justamente por humanização representada, muito bem resumida na curiosa, engraçada e extremamente simpática cena final.

Capitã Marvel
“Capitã Marvel”

Apesar de todo ódio machista destilado contra esse filme, o fato inegável é que, sim, essa é uma bem-feita adaptação dos quadrinhos e um excelente filme. E com uma qualidade a mais: é um filme mais pé no chão e não tão megalomaníaco quanto seu concorrente natural “Vingadores Ultimato”. Não que ser uma obra grandiosa, cheia de efeitos especiais seja algo ruim, tanto que por muito pouco, a história dos heróis mais poderosos da Terra contra o genocida Thanos não foi a minha escolha nesse quesito. E só não permaneceu porque, a bem da verdade, estou meio saturado dessas histórias grandiosas demais onde tudo é super, ultra, mega. E, assim como em 2018 minha adaptação de HQ preferida foi “Mulher Maravilha” por, dentre outras coisas, ter um ritmo de contar a história mais calmo, tratando de conta-la sem muita pressa e sem atropelos, ao contrário da regra atual onde praticamente tudo é atropelado e corrido, esse aspecto menos grandiloquente, aliado a boa história, que consegue ser criativa mesmo sendo uma história de origem, foi o ponto que decidiu a favor de “Capitã Marvel”.

  1. Um livro e um quadrinho que não conseguiu terminar em 2019?
Um Pé Calçado, Outro no Chão – Liberdade e escravidão em Sergipe-Cotinguiba, 1860-1900
“Um Pé Calçado, Outro no Chão – Liberdade e escravidão em Sergipe-Cotinguiba, 1860-1900” de Sharyse Piroupo do Amaral

Não é segredo nenhum o meu apreço por tudo o que envolve minha terra natal, o Estado de Sergipe. Portanto, a leitura dessa “acurada pesquisa em arquivos, com atenção para a diversificação das fontes, juntando e cruzando documentos manuscritos, depoimentos orais, gravuras, literatura, diários de viagens e memórias”, conforme a descrição em sua sinopse, era nada mais que inevitável. Inevitável, como a impossibilidade de não me surpreender com a incrível capacidade da autora, a historiadora Sharyse do Amaral, em amarrar com zelo e atenção a enorme quantidade de fatos e informações colhidas em sua vasta pesquisa. E não apenas isso, mas também dando uma fluidez e dinamicidade, tornando sua leitura fácil, mesmo para um público um pouco mais leigo, uma vez que essa é uma obra voltada para o público acadêmico. Outro ponto positivo da obra encontra-se no fato de seu objeto de estudo ser as relações existentes entre os negros escravizados e libertos no interior da sociedade escravagista sergipana um pouco antes e depois da abolição oficial da escravidão em nosso país. Assunto ainda pouco pesquisado tanto em âmbito nacional e muito mais em âmbito local, apesar da existência de duas outras obras essenciais no assunto: “Saindo das Senzalas, Mas Não da História: Libertos em Sergipe no pós-abolição (1888-1900)”, que também li no ano passado, além de ter usado a obra de Sharyse como fonte e “Vovó Nagô e Papai Branco ­– Usos e Abusos da África no Brasil” que espero ler ainda esse ano e, por sua vez, foi uma das várias fontes de pesquisa de Sharyse. Por tudo isso que, o único motivo de não ter conseguido terminar sua leitura em 2019, foi justamente por deixá-la para o último mês do ano. O ano acabou e o livro ficou pela metade.

Lizzie Bordello e as Piratas do Espaço
“Lizzie Bordello e as Piratas do Espaço” de Germana Viana

Estou seco para ler essa HQ já há muito tempo, muito por causa de sua descrição, conforme narrei no ano passado: “Elas são piratas. Elas navegam pelo espaço. Precisa explicar mais?” O que esperar de uma obra dessas? Histórias bem humoradas, cheias de referências à cultura pop, em especial às séries de ficção científica, tanto da tv como as do cinema e mesmo da literatura. E, como se tudo isso não fosse o suficiente ainda teve essa resenha maravilhosa do Blog Sem Serifa que me deixou ainda mais ansioso pela leitura. Agora é só comprar a revista e curtir.

  1. Quantos livros e quadrinhos você conseguiu ler em 2019?

Pois é! Mesmo não conseguindo um bom resultado nas leituras em 2018, inventei de manter essa meta para 2019: 60 livros e 20 HQs, num total de 80 obras. O resultado? Quebrei a cara! Se em 2018 eu consegui ler 40 livros, com um total de 14.997 páginas (o que já não é nenhum resultado espetacular), em 2019 li apenas 22 livros. Por outro lado, consegui ampliar a quantidade de HQs de 6 para 8. Ainda assim o resultado ficou muito aquém do almejado, pois no total eu li apenas 30 obras, num total de 7.406 páginas. Foram dez obras a menos e praticamente a metade páginas lidos, fazendo desse o segundo ano consecutivo em que leio menos que no ano anterior.

Na imagem acima temos algumas das boas leituras do ano que passou e as quais também recomendo bastante.

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2020

  1. Um livro e um quadrinho que está ansioso pela leitura em 2020?
História da Bruxaria
“História da Bruxaria” de Jeffrey B. Russell e Brooks Alexander

No ano que passou minha amiga Sybylla do Momentum Saga me presenteou com alguns belíssimos livros, que enriqueceram minha pequena e humilde biblioteca. Apesar de ter algumas obras bem especiais, a que mais estou curioso para ler é essa belíssima nova edição de “História da Bruxaria”, onde os autores nos levam a enxergar a bruxaria além dos filmes e do senso comum, conforme nos conta a própria Sybylla na resenha do livro.  A temática nunca foi do meu interesse particular, mas de uns tempos para cá tenho mudado minha opinião sobre o assunto, muito por causa da nova ótica que venho adquirindo sobre a história das mulheres de um modo geral. E sendo essa uma obra de pesquisa em uma vasta lista de fontes, além das resenhas super positivas, é um ótimo caminho a ser trilhado.

Cumbe
“Cumbe” de Marcelo D’Salete

Ano passado esse posto foi ocupado por outra obra de Marcelo D’Salete, no caso, “Angola Janga”, a qual infelizmente ainda não consegui ler, já que seu valor ainda é um pouco salgado. Mas quanto mais leio e pesquiso sobre o trabalho desse paulistano professor, ilustrador e autor de HQs, mais na vontade de ler seus trabalhos eu fico. Por isso que, para minha lista de leituras desse ano junto a “Angola Janga” outra de suas obras, “Cumbe”, onde são narradas histórias de resistência do povo negro contra a opressão escravagista. Quem sabe eu não aproveito meu aniversário logo ali, e me dou de presente uma ou mesmo duas dessas obras que, desde de já, são consideradas icônicas.

  1. Um (ou mais) desafio que se dispôs a participar em 2019?

O ano de 2019 foi realmente um fiasco em vários aspectos. A leitura foi só mais um. Portanto, para 2020 vou baixar um pouco a bola. Ao invés dos meus já clássicos 60 livros, optei por uma meta um pouco menor, com 52 livros para serem lidos durante o ano. Uma vez que o ano possui exatamente 52 semanas, o desafio é justamente ler um livro por semana. Quanto aos quadrinhos, cansei de esperar aumentar o número de obras lidas e resolvi que era hora de partir para o ataque. Aproveitando que consegui sair da linha de seis histórias de vinte lidas durante o ano, para oito leituras, estabeleci como meta a leitura de 24 HQs. Precisamente duas a cada mês. E para complementar o desafio, continuo procurando ler mais obras escritas por mulheres ou negros, ou que tenham mulheres e negros nos enredos ou como temas.

  1. A adaptação mais aguardada por você em 2020?
Marighela
“Marighella”

Baseado no calhamaço de 732 páginas “Marighella – O Guerrilheiro Que Incendiou o Mundo” de Mário Magalhães, o qual li em 2018, esse filme dirigido por Wagner Moura tendo Seu Jorge no papel título, foi cínica e estupidamente censurado pela Agência Nacional do Cinema, agora alinhada com o pensamento fascista e falsamente moralista do atual (des)governo. Bem, eu dei cinco estrelas para o livro, gosto muito dos trabalhos de Wagner Moura e Seu Jorge e sou contra todo tipo de censura, especialmente as de cunho político e falsamente moralista. Assim, não tinha como ser outra a minha adaptação mais esperada, uma vez que, ao que tudo indica, o filme poderá estrear em maio desse ano de 2020.

Mulher Maravilha 1984
“Mulher Maravilha 1984”

“Viúva Negra”, “Aves de Rapina: Arlequina e sua Emancipação Fantabulosa”, “Novos Mutantes”.  Todos esses eram candidatos fortíssimos a Adaptação de HQ mais esperada do ano. Até estrear esse trailer lindo com uma versão fantástica de Blue Monday do New Order:

Aí, não teve como competir. Mesmo com o filme tendo seu lançamento adiado por conta da pandemia do novo corona vírus, ainda é o meu filme mais esperado para esse ano. Meu único medo é que, da última vez que fiquei ansioso por um filme da DC por conta de um trailer espetacular com uma de minhas músicas preferidas, foi justamente esse o trailer:

E o resultado todos nós conhecemos, não é?

  1. Uma leitura que pretende retomar em 2020?
Brasil Uma Biografia
“Brasil: Uma Biografia” de Lília M. Schwarcz e Heloisa M. Starling

Essa é uma leitura que julgo  essencial em virtude do presente momento histórico de nosso país. Entender como chegamos a esse ponto é crucial para podermos vislumbrar possíveis maneiras de se escapar dele. E, para tanto, acredito que ler essa obra da Antropóloga, historiadora, professora, curadora adjunta do Masp, fundadora da Companhia das Letras Lília Moritz Schwarcz, em coautoria com a historiadora, cientista política e professora titular da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) Heloisa Murgel Starling uma das mais interessantes pedidas, não somente pelo currículo impecável de suas autoras, mas também – e especialmente – pela singular competência, ao conseguirem aliar clareza e consistência, densidade e fluidez, rigor histórico e prazer do texto, para usar as palavras de Lira Neto, autor de “Getúlio”. E se não me dediquei a leitura dessa obra em 2019, foi porque julguei que minha saúde mental não iria aguentar.

As Rainhas de Sangue Cleópatra
“As Rainhas de Sangue: Cleópatra-Volume 1” de Marie & Thierry Gloris e Joël Mouclier

Apesar do volume dois de “Isabel – A Loba da França” ter me decepcionado em 2018, a premissa da coleção As Rainhas de Sangue é muito interessante. Por isso optei por dar uma nova chance à coleção com a leitura daquela que considero como sendo uma das figuras históricas mais interessantes (e incompreendidas) do Mundo Antigo.

  1. Três livros e três quadrinhos da sua meta para 2020?

1-Tudo o Que Você Precisou Desaprender Para Virar um Idiota do Meteoro Brasil. Comandado pelo Cara Mais Simples (ou Álvaro Borba) e pela Mulher Mais Sábia (ou Ana Lesnovski), o Meteoro Brasil é um dos melhores canais do youtube. Quando lançaram a ideia de escrever um livro que rebatesse ponto a ponto aquela coisa que um certo astrólogo teima em chamar de livro, simplesmente não teve como não ficar ansioso por sua leitura.

2-Vozes de Tchernóbil – A história oral do desastre nuclear de Svetlana Aleksiévitch. A leitura de “A Guerra Não Tem Rosto De Mulher” foi uma das experiências mais sofridas e fortes pela qual passei com um livro. Desde então anseio por mais leituras dessa autora que continua a suspender a pesada cortina de ferro, mesmo depois de 30 anos de sua derrocada.

3-Variedades da Experiência Científica – Uma visão pessoal da busca por deus de Carl Sagan. Finalmente no ano que passou eu li meu primeiro livro de Carl Sagan, no caso, “O Mundo Assombrado pelos Demônios”. E assim como ocorreu com Svetlana Aleksiévitch, quero ler mais e muito mais de suas obras.

1-“Kafka de Crumb” Robert Crumb é dos grande quadrinistas ainda vivos, dono de uma estética inconfundível e marcante. Kakfa é um dos grandes autores da história da literatura. Não tem como essa HQ ser ruim.

2-“Succubus-Livro 3: Eanna” de Mosdi e Acciarino. Essa obra faz parte de uma coleção que conta a história de uma organização secreta chamada de As Filhas de Lilith. Me surpreendeu positivamente pois, ao contrário do que esperava, a história não abusa da sexualidade para contar a história. Embora abuse da sensualidade, esse não é o foco da história, tornando-se um dos muitos artifícios (e não o único) das integrantes da sociedade. Apesar do volume dois fugir um pouco dessa premissa, eu realmente achei bastante interessante o primeiro e por isso estou curioso para ler esse último.

3-“Enquanto o Rei da Prússia estava travando uma guerra, quem você acha que estava remendando suas meias?” de Zidrou e Roger. De fato a primeira coisa que me chamou a atenção logo de cara nesse quadrinho foi seu quilométrico título. Depois foi sua extremamente simpática e intrigante capa. Daí li a sinopse: “A Sra. Hubeau cuida de seu filho deficiente de 40 anos, Michael. Apesar de muitos momentos felizes, sua vida diária está longe de ser fácil, mas ela enfrenta isso com coragem e generosidade inigualáveis. Esta é uma bela homenagem a todas as pessoas admiráveis que lutam nas sombras.” Pronto! Não tinha mais como não por essa fofa história na lista.

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