No dia 8 de julho de 2020 completam-se 200 anos da Emancipação Política de Sergipe. Foi graças a um decreto de Dom João VI, na época monarca do Reino Unido de Portugal, do Brasil e Algarves, que Sergipe conseguia separar-se politicamente da Capitania da Bahia, em agradecimento pelo apoio recebido pela elite sergipana durante a Revolução Pernambucana em 1817.

Infelizmente há vários anos que o caráter comemorativo desta data veio se perdendo, conforme relatei nesse texto. Para resumir o caso: uma confusão de datas, o pouco caso do poder público na valoração dos aspectos históricos e culturais e um forte desapego do sergipano para com sua própria sergipanidade, foram alguns dos fatores que esvaziaram de sentido as comemorações pela emancipação. Para piorar, justo no ano do seu bicentenário, a pandemia do Covid-19 tornou ainda mais difícil a comemoração da data, em especial, pela impossibilidade de realização de qualquer evento, devido ao perigo evidente das aglomerações nesse período tão delicado da História.

Difícil, porém não impossível. Assim como em 2015, mantendo o esforço de divulgar, reconhecer e valorizar os elementos que constroem a Sergipanidade, iniciei um gratificante, ainda que muitas vezes bem complicado, trabalho de pesquisa sobre esses elementos. E, como prova da riqueza cultural, histórica, política e outras de Sergipe, encontrei um imenso material que jamais caberia num único texto, ainda que resumido. Assim, decidi escrever oito textos a serem postados um a cada dia, de hoje até o dia 8 para, ainda que virtualmente, a data maior da história sergipana seja lembrada em momento tão marcante.

Bem, ao menos esse é o plano. Infelizmente apesar de ter conseguido organizar todo material pesquisado transformá-lo em textos prontos para publicação no blog revelou-se um trabalho muito maior do que eu originalmente imaginei. Principalmente por ter que conciliar essa atividade com minhas obrigações como professor, pois, apesar da pandemia, continuamos a trabalhar remotamente criando, preparando e moldando materiais e conteúdos para nossos alunos. Espero poder dar um gás nessa semana e conseguir realizar todas as postagens como o planejado. Justamente por isso não deixarei aqui um cronograma com os textos a serem publicados a cada dia, mas garantindo que todos os oito programados serão publicados ainda dentro da primeira quinzena do mês de julho, no caso de algo não correr como o planejado.

Hoje, repetindo a ideia de 2015, apresento mais oito excelentes motivos para todos os sergipanos se orgulharem de sua Sergipanidade. E se você não é sergipano, tem problema não! Chegue mais e deixe Sergipe surpreender você!

1 – Poetisa: Núbia Marques

Primeira mulher a assumir uma cadeira na Academia Sergipana de Letras, Núbia do Nascimento Marques foi poetisa de espírito rebelde e irrequieto. Considerava sua própria poesia fraca e sem brilho, mudando apenas após a perda do primeiro filho quando ficou “tão amargurada que as dores que sentia passei para a poesia e ela ganhou um impulso muito grande… não sou aquele que diz que o poeta finge, eu não finjo nada, a dor em mim é uma coisa explícita e quando ela vem, vem com a palavra”. A mais velha dos cinco filhos de Atílio Marques e Bernardina Rosa do Nascimento Marques nasceu no dia 21 de dezembro de 1927 em Aracaju e desde jovem já tinha na poesia um vício, como a bebida ou o jogo para outros. É também da juventude sua notória rebeldia, cujo melhor exemplo se deu aos 17 anos quando, após ler “Memórias do Cárcere” de Graciliano Ramos, enfrentou o pai, um getulista convicto, que a expulsou da mesa por não gostar da conversa da filha. Embora tenha obedecido, ali ela percebeu que jamais conseguiria ser como a mãe, mulher submissa que, passivamente, a tudo aceitava. Em seu ativismo político lutou em prol da dignidade feminina em vários segmentos sociais. Como prova de seu espírito irrequieto, além de poetisa estudou contabilidade na Escola de Comércio Conselheiro Orlando logo após o término do ginásio, cursou Belas Artes no Rio de Janeiro, sendo também graduada e mestranda em Serviço Social, tendo lecionado na Faculdade de Serviço Social da Universidade Federal de Sergipe onde foi docente da Cadeira de Serviço Social e Comunidade, além de ter sido aprovada em concurso público lecionando as disciplinas Português e Literatura no Instituto Normal Ruy Barbosa. Lembrando ainda que foi também contista, romancista, cronista, ensaísta, folclorista, mas sempre lembrada pela força e beleza, sem nunca se entregar à pieguice, de seus versos. Sempre ativa, Núbia Marques faleceu subitamente em 26 de agosto de 1999, poucas semanas antes de lançar seu 21º livro “Do Campo à Metrópole.” Pretendia escrever um livro fazendo um balanço “dessa sociedade caótica que fala na internet e odeia o vizinho, tenho que fazer isso, uma crítica muito séria a esse homem que está virando robô. Acho que nada substitui um aperto de mão, uma conversa, um amor, o contato físico”. Isso tudo mesmo não tendo vivido para ver a era das redes sociais e da intolerância virtual característica do século XXI.

2 – Conhecimento Artístico: Renda Irlandesa

A Renda Irlandesa é uma variação da renda de agulha introduzida no município de Divina Pastora no início do século XX. Singular tanto na maneira de fazer, ao combinar desenhos e relevos de modo especial através de pontos adaptados ou criados pelas artesãs, como no material usado, um tipo cordão sedoso achatado, conhecido como lacê, que serve de suporte para a multiplicidade de pontos executados com fios de linha, a Renda Irlandesa tornou-se uma referência do município e, por consequência de Sergipe. Símbolo da alta aristocracia da sociedade sergipana do início do século passado quando era um item cobiçado nos enxovais das noivas da época, ajudando inúmeras mulheres, que, abandonando o trabalho pesado nas roças para se dedicarem ao meticuloso processo de confecção da renda, ascenderam socialmente com os ganhos adquiridos na nova atividade. Atualmente o costume de se preparar um enxoval mudou, deixando de ser um longo processo de escolha de inúmeras peças exclusivas produzidas por encomenda para a prática aquisição de itens produzidos em escala industrial, fazendo com que parte do glamour e ostentação em torno Renda Irlandesa tenha deixado de existir. Ainda assim sua confecção ainda persiste com as rendeiras adaptando as peças de colchas e toalhas para peças menores destinadas ao lar e igrejas, enquanto novas demandas apontam novos mercados, como o de aviamentos para peças de vestuários. Hoje as rendeiras estão organizadas na forma da Associação para o Desenvolvimento da Renda Irlandesa de Divina Pastora (Asderen), com a missão de manter viva sua arte enfrentando as diversas dificuldades, como o fato de possuírem apenas uma única riscadeira dos desenhos, o perigo da descontinuidade da produção do lacê dentre outros. Com muito esforço e perseverança as rendeiras mantém seu ofício, que também é sua arte, incluída no Livro de Registro dos Saberes e reconhecido como Patrimônio Cultural do Brasil pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).”

3 – Intelectual: Etelvina Amália Siqueira

Professora, poetisa, contista, jornalista, oradora, declamadora. Ou, simplesmente, Mãe da Intelectualidade Feminina de Sergipe. Assim é aclamada Etelvina Amália Siqueira, sergipana nascida na cidade de Itabaiana em 05 de novembro de 1862, filha de do escrivão José Jorge de Siqueira e de Dona Rosa Maria de Siqueira, que, desde a infância demonstrou sua paixão pelo aprendizado. Ao terminar o primário transferiu-se com a família para Aracaju, onde cursou a Escola Normal do Asilo Nossa Senhora da Pureza onde se destacou pela inteligência e dedicação, vindo a se formar em 1884. Fundou uma escola de ensino primário e secundário atuando ainda como professora da Escola Normal, além de contribuir com artigos em jornais sergipanos do período. Republicana, um dos principais temas de seus artigos era a luta pela abolição da escravatura, causa pela qual lutou ativamente, não apenas escrevendo e discursando sobre o tema (destacando-se os pronunciamentos calorosos na Sociedade Libertadora Cabana do Pai Tomás), mas também ensinando gratuitamente os filhos dos escravizados, libertos ou não, numa clara demonstração da importância que dava a educação e ao saber. Numa época em que a posição feminina, ainda mais numa pequena e pobre província do Nordeste do Brasil Imperial, era a da mais pura e total submissão aos homens, Etelvina, mulher letrada, intelectual e solteira ousou romper com o histórico de mandonismo tradicional da sociedade machista na época, parafraseando parte de texto de Maria Thétis Nunes na obra “História da Educação em Sergipe”. O pioneirismo de Etelvina serviu de exemplo a muitas outras mulheres sergipanas, não apenas do seu tempo, mas muitas outras que seguiram seu exemplo, fazendo com que, merecidamente, seja conhecida como Mãe da Intelectualidade Sergipana e umas das maiores intelectuais já nascidas no Estado. Infelizmente, a intelectual incansável veio a falecer em Aracaju em 10 de março de 1935, segundo alguns relatos, na pobreza.

4 – Cantora: Amorosa Sergipana

É também de Itabaiana um dos maiores, se não o maior, exemplos de paixão e luta pela cultura (em especial a música) sergipana: Antônia Amorosa de Menezes ou, como prefere ser chamada de uns tempos para cá em mais uma demonstração de amor por sua terra: Amorosa Sergipana. Nascida em 27 de fevereiro de 1969 possui um vasto currículo artístico iniciado aos 14 anos como radialista na Rádio Princesa da Serra, ainda em Itabaiana. Foi também atriz, escritora de peças de teatro, novelas para rádio, crônicas, além de participar como colunista social do jornal “O Serrano”, venceu também o I Concurso de Poesia Falada de Itabaiana, idealizou o “Encontro Cultural em Itabaiana”, realizando também um simpósio com o tema: “preservação da Reserva Florestal da Serra de Itabaiana”. Apesar de todo esse currículo foi como cantora que Amorosa mais se destacou, tendo ganho inúmeros prêmios, com destaque para a vitória no Canta Nordeste em 1993 com a música Coco da Capsulana de João Alberto e Ismar Barreto e o prêmio de melhor intérprete do Brasil na festa da Música Brasileira em 2001 no Rio de Janeiro, interpretando a música “Salada Tupiniquim” também de Ismar Barreto. Após um breve hiato na carreira, insatisfeita com o descaso cultural que percebia no meio, Amorosa voltou a carga fazendo uso das redes sociais para reivindicar a merecida atenção devida aos artistas locais, paulatinamente esquecidos para ceder espaço aos medalhões nacionais, muitas das vezes em detrimento da preservação da cultura de um lugar.

Abaixo podemos conferir uma de suas apresentações interpretando a música campeã do Canta Nordeste de 1993

5 – Grupo Musical: Lacertae

Nascida no povoado Campo do Crioulo, munícipio de Lagarto, localizado no Centro Sul Sergipano, a Lacertae (lagarto em latim) formada pelos primos Deon Costa (guitarra e vocal), Tacer Berindrums (bateria e berimbau “ao mesmo tempo”) e Paulo Henrique (guitarra e vocal) nasceu no meio do cenário grunge e do rock industrial, embora no decorrer da sua existência não tenha se prendido as fórmulas desses movimentos musicais. Aliás, algo que, definitivamente, não tem nada a ver com a Lacertae são fórmulas, sendo umas das bandas que mais flertam com o experimentalismo de sons, instrumentos, letras e por aí vai. Primeira banda sergipana a tocar no Abril Pro Rock, em 1996, também foi a primeira a participar de uma coletânea nacional, a BRASIL COMPACTO, do selo Rock It! de Dado Villa-Lobos, foi ainda capa da Ilustrada na Folha de São Paulo em 1998 e novamente destaque em 2001. Seu som já foi definido como rock rural experimental, som campestre, mas definida pelo próprio Deon como “regional-jazz-rock”, o que faz sentido, uma vez que as influências do trio vão desde a banda de zabumba local, fundada há mais de século e meio, os tradicionais reisados, novenas e festas de são João, ouvidos por eles desde a infância, até Jimi Hendrix e Pink Floyd passando ainda por Luís Gonzaga, misturando instrumentos aparentemente tão díspares como guitarra, berimbau, bateria, flauta e até um instrumento de percussão egípcia, o “darbuka”. Dessa impressionante salada de estilos, ritmos, sons e instrumentos temos uma banda com identidade única, extremamente querida e respeitada no meio, sendo admirada e ouvida não apenas em Sergipe, mas pelo Brasil afora e exterior, apesar de não ser exatamente um grupo com uma sonoridade popular, mas até certo ponto bastante hermética. Ou, na definição de Tacer: “Não é música popular brasileira, mas é música brasileira.” Com sua sonoridade e identidades únicas a Lacertae é, de longe, um dos mais instigantes exemplos de cultura musical encontrados em Sergipe.

Abaixo uma apresentação do grupo interpretando a primeira música deles que ouvi.

6 – Artesão: Beto Pezão

“Eu não sou escultor, nem artista plástico, não tenho formação acadêmica, sou apenas um artesão”. Assim se define José Roberto Freitas, ou, como ficou mais conhecido, Beto Pezão. Segundo o próprio artesão, seu nome vem da característica marcante de suas obras: os enormes pés, que originalmente tinham a função prática de suportar melhor as peças e acabaram por se tornar sua marca registrada. Nascido em 11 de dezembro de 1952 na minúscula cidade de Santana do São Francisco, quando essa ainda era um povoado do município de Neópolis. Sendo filho de um escultor e dada a tradição da localidade no trabalho artesanal do barro, desde muito cedo iniciou na arte, primeiro como ajudante do pai, mas logo passou a vender suas primeiras peças nas feiras populares. Quando já residia na capital, Aracaju, seu trabalho alcançou maior visibilidade sendo então reconhecido e valorizado. Hoje suas obras são expostas não apenas no Brasil, mas também no exterior, com destaque para a América Latina, além de Estados Unidos e Portugal. Representando as figuras típicas do Nordeste, Beto Pezão não alcançou fama apenas pelos grandes pés de suas peças, mas principalmente pela sua capacidade de imprimir em cada uma delas detalhes tão marcantes que encantam pela expressividade, sempre revelando uma gama enorme de sentimentos. Residindo há mais de 40 anos em Aracaju, Beto Pezão ainda produz suas belas peças no ateliê simples, tão humilde quanto o dono cujo maior prazer e alegria é a satisfação de ter sua obra reconhecida.

7 – Personagem Histórico: João Mulungu

Estava todo o povo lá reunido. No patíbulo, um homem negro e forte aguardava placidamente pelo cumprimento da sentença. Encarando a todos com firmeza, subitamente riu, agradeceu os presentes e exclamou: “Nunca tive a vida como contemplação de mim. Meu povo é minha vida, ela se multiplica: onde haja um negro, aí eu estou…” Assim se deu o fim de João Mulungu, principal chefe dos quilombolas em Sergipe, enforcado em praça pública para servir de exemplo a todos os negros escravizados não apenas em Sergipe, mas no Brasil todo, uma vez que sua fama se espalhara além das fronteiras sergipanas. Nascido no engenho Flor da Roda em 1851, no município de Laranjeiras que era, a época, um dos mais ricos municípios sergipanos em virtude do cultivo da cana-de-açúcar. Jovem presenciou sua mãe ser chicoteada até a morte o que, muito provavelmente, foi um dos motivos que o levou a fugir em 1868. Andou por vários municípios e, por onde esteve, colaborou com a fuga de inúmeros escravizados, trazendo a ira dos barões do açúcar sobre si e levando à decretação de sua ordem de prisão. Mas apesar de todos os esforços, Mulungu sempre conseguia fugir de todas as tentativas de captura, auxiliado que era por uma rede de solidariedade. Essa rede, no entanto, falhou quando, delatado por um tal negro Severino, João Mulungu foi capturado após intensa batalha com as forças policiais. Era o dia 19 de janeiro de 1876 quando Mulungu foi preso, por coincidência, nas terras do mesmo Engenho em que nascera. Julgado num processo que visava expor e desmoralizar o líder quilombola e, com ele todo seu esforço combativo em prol da liberdade dos cativos, João Mulungu escolheu morrer a retornar para a escravidão. Condenado, foi enforcado em praça pública conforme relatado. No entanto sua morte teve efeito contrário ao esperado pelos senhores dos engenhos, gerando manifestações por toda a então província e tornando a memória de Mulungu um marco da resistência negra. Em tempos de recrudescimento do racismo, lembrar e exaltar a força, coragem e firmeza de João Mulungu se faz mais do que necessário: se faz extremamente urgente.

8 – Museus: Palácio Museu Olímpio Campos

Projetado para ser a sede do governo sergipano e residência do, inicialmente, presidente da província, posteriormente governador do Estado, o atual Palácio Museu Olímpio Campos, inaugurado em 1863, funcionou como sede governamental até 1995, quando a sede do governo foi transferida e o edifício passou por uma amplo e complexo trabalho de restauração, sendo reaberto novamente em 2010, mas dessa vez na qualidade de palácio-museu. Conforme explicação constante no site oficial: “A definição de casa-museu ou palácio-museu prevê a proteção da propriedade natural ou cultural, móvel ou imóvel, em seu local original, ou seja, preservada no local em que tal propriedade foi criada ou descoberta. Para que isso aconteça é necessário promover a restauração do patrimônio e utilizá-lo com fins didático-pedagógicos e culturais. Além disso, o Palácio-Museu Olímpio Campos promove eventos abertos ao público, a exemplo de exposições fotográficas, mostras de artistas, lançamentos de livros, entre outros. O novo projeto disponibiliza também serviços de guia para visitação, curadoria, pesquisa, documentação histórica, cafeteria e livraria etc.” De todos os exemplos dessa lista, e das outras que fiz e ainda farei, esse talvez seja o que mais carinho e apreço eu tenha, pois faz parte mais diretamente de minha vida. Quando ainda funcionava como sede do governo estadual, o Palácio Olímpio Campos era o local de trabalho de meu pai, um dos vários garçons que ali atuavam. Não foram poucas vezes que, sem ter quem cuidasse de nós fora do horário escolar, meu pai levasse a mim e meu irmão para o trabalho, onde passávamos horas as mais interessantes possíveis. Quando anos mais a tarde pude revisitar o palácio, já funcionando como museu, a sensação foi de revisitar uma velha casa. E também foi bastante revelador, pois pela primeira vez pude conhecer o andar superior, que, por ser a residência oficial do governador me era, obviamente, proíbida. Existem inúmeros outros museus não apenas na capital, mas em muitas outras cidades do interior do estado, boa parte deles em antigos prédios públicos, a exemplo do Museu da Gente Sergipana, Museu de Arqueologia de Xingó, Museu de Arte Sacra de São Cristóvão e Museu de Arte Sacra de Laranjeiras, dentre outros. Mas por esse laço mais afetivo, por essa característica tão próxima a um lar, escolhi o Palácio Museu Olímpio Campos para representar muito além desses a todos os outros Museus existentes no Brasil, esse país triste onde queimam nossa história, onde ateiam fogo ao nosso conhecimento e onde um estúpido que hoje tristemente ocupa a cadeira de presidente escarnece com seu pouco caso, quando deveria ser ele o primeiro a lamentar profundamente e lutar para que tragédias assim jamais voltem a ocorrer. Aqui fica minha lembrança a todos os Museus do Brasil, centros de cultura, de arte etc. mas especialmente minha homenagem em memória do Museu Nacional do Rio de Janeiro.

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Até amanhã com o segundo texto da homenagem ao bicentenário da Emancipação Política de Sergipe!

Um comentário em “O 8 DE JULHO E MAIS OITO MOTIVOS PARA OS SERGIPANOS SE ORGULHAREM DE SUA SERGIPANIDADE

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