AUTORAS/ES QUE ME INFLUENCIARAM

A querida Sybylla, capitã do Momentum Saga, me marcou em sua página do Facebook para responder esse desafio. As regras são bem simples: devo listar 20 autoras e autores que me influenciaram e que sempre ficarão comigo; devo listar os primeiros vinte nomes que me vierem a mente em mais ou menos 15 minutos e depois marcar mais 15 amigos (incluindo aí o amigo que me marcou para que possa ver minha lista).

Bom, por aí já deu pra ver que esse era pra ser um desafio a ser respondido lá mesmo nos domínios do titio Lex Luthor, digo, Mark Zuckerberg. Mas, aproveitando o período intenso de trabalho aqui na universidade a dificultar minha dedicação aos textos ainda a serem postados no Habeas, resolvi pegar a ideia e trazê-la para cá. Mantendo o espírito da primeira regra, listei os 20 primeiros nomes que vieram na minha mente. Procurei apenas tomar o cuidado de verificar se não fui lembrando apenas de nomes lidos recentemente e, portanto, ainda frescos na minha memória, mas sim nomes que, de fato, me influenciaram e que, acredito piamente, continuarão comigo.

Embora não fosse uma regra, procurei falar brevemente sobre cada um dos nomes citados. Sendo a lista um pouco extensa (20 nomes!), procurei ser o mais breve e direto possível nos comentários sobre cada.

E quanto a regra de marcar 15 amigos, prefiro marcar os leitores dessa postagem que façam suas listas e respondam aqui nos comentários ou em seus blogs, fanpages etc. E se der, coloquem os links nos comentários também para que possamos conhecer suas influências literárias.

1-Monteiro Lobato

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Foi com esse autor que iniciei o meu gosto pela leitura conforme já contei nesse post.

2-Silvia Cintra Franco

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Primeira autora da lista da série Vaga-Lume. Seus livros com protagonistas femininas fortes e interessantes sempre me encantaram. Foi no seu livro “A Barreira do Inferno” que fui apresentado ao termo “feminista” e a Simone Beauvoir.

3-Maria José Dupré

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Autora de um dos livros mais doídos que já li. “Éramos Seis” conta a sofrida história de Dona Lola. Também escreveu as deliciosas aventuras do Cachorrinho Samba e “A Ilha Perdida”, outro clássico da Vaga-Lume.

4-Agatha Christie

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Sou viciado nas histórias da Rainha do Crime, pelo modo como ela conduz as histórias, com tramas muito bem amarradas e instigantes.

5-Cecília Meireles

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Me encanta desde que li “Ou Isto Ou Aquilo”, numa longínqua 1ª série.

6-José Maviael Monteiro

José Maviael Monteiro

O sergipano da lista que me orgulha e encanta com seus livros na série Vaga-Lume “Os Barcos de Papel”, “O Outro Lado da Ilha” e “O Ninho dos Gaviões”.

7-Marcos Rey

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Outro autor bacana demais da Vaga-Lume e o que mais publicou para o pequeno Luminoso – nome do vaga-lume cheio de estilo e mascote da série.

8-Pedro Bandeira

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“A Marca de Uma Lágrima”, versão adolescente do clássico “Cyrano de Bergerac”, é, ainda hoje, o meu livro preferido do autor. Pedro Bandeira é daqueles autores com jeito pra escrever para adolescentes.

9-J. J. Benítez

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Existem autores que nos mostram o que fazer e aqueles que nos ensinam o que devemos evitar. J. J. Benítez se encaixa na segunda opção.

10-J. K. Rowling

JK Rowling

Só fui ler sua obra mais famosa muito recentemente. Só uma coisa a dizer: Perfeita!

11-J. R. R. Tolkien

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A cativante história de uma jornada cheia de perigos e de detalhes, com personagens interessantes e um enredo maravilhoso. E depois de “O Hobbit” ele elevaria isso a enésima potência com “O Senhor dos Anéis”.

12-Maurício de Sousa

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Se há um responsável por eu adorar história em quadrinhos, esse é certamente Maurício de Souza e suas histórias da turminha do Limoeiro.

13-Chris Claremont

Chris Claremont

E se há um responsável por eu ser fanático pelos X-Men, esse certamente é Chris Claremont e sua fase dourada a frente dos Filhos do Átomo.

14-Ziraldo

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Só por ter escrito “Flicts”, que eu li quando tinha nove anos na biblioteca da escola, Ziraldo já merece estar nessa lista.

15-Will Eisner

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Gênio que me ensinou que quadrinhos também é arte e literatura das boas!

16-Gabriel Garcia Marquez

Gabriel Garcia Marques

Por encantar um adolescente com um curioso e instigante conto lido numa edição qualquer de uma Playboy qualquer. Um brinde da revista pelo lançamento de seu mais novo livro: “Doze Contos Peregrinos”.

17-Máximo Gorki

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Novamente um conto instigante lido por um adolescente ávido por novas leituras num velho calhamaço intitulado Titãs do Amor. O começo de um amor platônico com a literatura russa.

18-Clarice Lispector

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Antes de virar celebridade de textos que nunca escreveu no Facebook, li (e me apaixonei por) seu conto “O Banho”. Encanto com seus textos densos que sempre exigem uma releitura, um novo olhar.

19-Alan Moore

Alan Moore

Maurício de Souza iniciou a paixão, Chris Claremont e Will Eisner consolidaram, mas quem mostrou mesmo o quão maravilhoso, fascinante, denso e cheio de possibilidades é o mundo das HQs, este, certamente, foi o britânico mago barbudo.

20-George Orwell

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O autor de “A Revolução dos Bichos” e “1984”. Livros que já conheci adulto, mas mesmo assim me influenciaram como poucos.

*  *  *

Finalmente, enquanto ainda no processo de criação da lista, acabei sendo marcado novamente, desta vez pela amiga Izabela, uma das madrinhas do Habeas Mentem. Taí, Iza! Desafio respondido!

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TAG: LIVROS 2016

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Há exatamente um ano eu era tagueado pelo Mestre Ben Hazrael, dono do Cabaré das Ideias, para responder uma TAG sobre os livros lidos no ano de 2014. Já naquela data eu tinha a ideia de retornar ao texto para ver o que tinha mudado, bem como minha leitura se desenvolveu (ou regrediu) no ano de 2015 com relação ao ano anterior.

Logo depois de escrever a TAG original, adquiri de minha querida amiga Sybylla um e-reader Kindle, que, olha vou te contar, foi a melhor aquisição que já fiz na vida. Com ele voltei a ler como só tinha conseguido antes de entrar na universidade. E só não li mais, pois precisava estudar para os concursos da vida e também porque num lamentável incidente a tela do aparelhinho quebrou, impossibilitando seu uso. E, infelizmente, ainda não tive como comprar outro.

Mas isso é história para outro texto, o qual, aliás, já está quase pronto pra nascer. Por agora voltemos às minhas leituras nesse ano de 2015 e os meus planos para o ano que vem:

2015

  1. Um livro que te surpreendeu em 2015?

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“O Hobbit” de J. R. R. Tolkien. Finalmente tive a oportunidade de ler o tão famoso livro de Tolkien, tão amado por tantos. E foi uma surpresa imensa descobrir uma leitura leve, intensa e cheia de emoção e aventura, bem diferente de tudo o que esperava em virtude de minha experiência com “A Sociedade do Anel”. Bem menos detalhista que a saga da Guerra do Anel, esse livro é do tipo que considero um perfeito exemplo de obra infanto-juvenil, ou seja, direcionado para crianças, mas que qualquer adulto consegue ler sem achar a leitura chata.

  1. Um livro que te decepcionou em 2015?

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Eu poderia dizer “Os Segredos do Nazismo” de Sérgio Pereira Couto. Mas vou ficar com “Operação Cavalo de Tróia 3 – Saidan” de J. J. Benítez por dois bons motivos. Primeiro: eu já citei a obra de Sérgio Pereira Couto nessa outra TAG sobre arrependimentos literários. Segundo: apesar de toda a galhofada do Benítez em afirmar que a história de seus “Cavalo de Tróia” é real, eu gostei bastante do primeiro livro (tirando a parte introdutória. Essa só foi capaz de me levar a risos e muita vergonha alheia). Mas para tanto, foi preciso esquecer a lenga-lenga do autor e encarar toda a história como uma ficção científica, cuja premissa básica seria o hight-concept: e se pudéssemos voltar no tempo e testemunhar a veracidade da ressurreição de Cristo? Com isso em mente a história é bem interessante. Ainda assim, mesmo nesse primeiro livro, já esgota um pouco todo o papo pseudo-místico-religioso. O que eu não esperava é que o terceiro livro da série fosse basicamente todo baseado nesse papo, que, analisando direitinho, não diz nada com nada. Isso sem falar na parte introdutória, que, a exemplo do primeiro livro, se propõe a contar como Benítez conseguiu ter acesso a documentação base para os livros. Um primor de vergonha alheia.

  1. A melhor adaptação que você viu em 2015?
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Imagem do W Arte Pop

Quando respondi a TAG no ano passado, eu respondi que estava ansioso por assistir “Jogos Vorazes A Esperança Parte 2”. Mas acabou que nem consegui assistir o filme ainda. De fato assisti bem poucos filmes dos lançados em 2015. Por isso a resposta aqui vai ser a coletânea de filmes da série Harry Potter. Apesar de ter bastante críticas a adaptação das obras para a telona, ainda assim são filmes muito bons.

  1. Um livro que não conseguiu terminar em 2015?
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Imagem do Mais Leitura BCO

“História Geral da África, vol. I” de J. Ki-Zerbo (org.). O livro é parte de uma coletânea em oito volumes publicada pela Unesco, escrita e produzida por mais de 350 especialistas das mais variadas áreas do conhecimento, sob a direção de um Comitê Científico Internacional formado por 39 intelectuais, dos quais dois terços eram africanos e é uma joia inestimável de conhecimento sobre a África. Denso e minucioso é uma obra para ser estudada, muito mais que apenas lida. Por isso mesmo ainda não consegui terminar sua leitura. Isso e às mais de 900 páginas que compõem só esse primeiro volume. E para os interessados, o site da Unesco disponibiliza gratuitamente os livros no formato PDF em seu site.

  1. Quantos livros você conseguiu ler em 2015?

Segundo minhas anotações no Skoob eu li 26 livros e somente cinco Quadrinhos. Achei muito pouco, pois esse é praticamente o mesmo número de livros que li um ano antes. E quanto aos Quadrinhos li menos ainda, pois um ano antes eu tinha lido bem uns trinta títulos. Mas se a quantidade não foi lá essas coisas, a qualidade das obras foi muito melhor.

2016

  1. Um livro que está ansioso pelo lançamento em 2016?

Universo Desconstruído

Continuo completamente por fora dos lançamentos literários. E já que Universo Desconstruído Vol. II  já foi lançado (não comecei a ler ainda porque quero ler no kindle, na telinha do celular é muito cansativo), não estou particularmente ansioso por nenhum  outro lançamento.

  1. Um (ou mais) desafio que se dispôs a participar em 2016?

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“Desafio literário? Pra mim vai ser aumentar o número de livros lidos nesse ano, já que li poucos no ano passado. Quero ler mais e diversificar mais minhas leituras. Quero fugir do mais do mesmo.” Essa foi minha resposta no ano passado e continua valendo para esse ano. Antes do kindle quebrar eu tinha separado alguns clássicos da literatura mundial e brasileira para ler ou reler. Títulos de Dostoievski, a saga “O Tempo e o Vento” de Érico Veríssimo e “As Veias Abertas da América Latina” de Eduardo Galeano. Esse será meu verdadeiro desafio para esse ano.

  1. A adaptação mais aguardada por você em 2016?

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Eu nunca fui muito fã do Superman nos quadrinhos, embora sempre tenha surpresas até que agradáveis quando o personagem vai para outras mídias, como o cinema ou a tela da TV. O mesmo vem acontecendo com o Capitão América. O primeiro filme foi ok, legalzinho, mas o segundo foi muito bom! Por isso estou bem ansioso para assistir “Capitão América: Guerra Civil”. Outra adaptação pela qual estou muito ansioso é “Mulher Maravilha”, mas estou com um pezinho atrás, com medo de que façam besteira. Na realidade estou mesmo é tentando manter a expectativa baixa para não me decepcionar.

  1. Uma leitura que pretende retomar em 2016?

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“Os passageiros do Vento 3 – A Feitoria de Judá” de François Bourgeon. Considerada a obra-prima de François Bourgeon, a série Os Passageiros do Vento conta a história da nobre Isa que teve sua identidade roubada em aventuras pelo oceano no século XVIII. Leitura encantadora, lindamente ilustrada pelo próprio Bourgeon, parei a leitura no livro 2 “O Pontão” e pretendo retomar lendo esse livro 3, o livro 4, “A hora da Serpente” e o quinto e último livro intitulado “Ébano”.

  1. Três livros da sua meta para 2016?

Baixar-Livro-Americanah-Chimamanda-Ngozi-Adichie-em-PDF-ePub-e-Mobi                       preconceito linguistico                      As veias abertas da america latina

1-“Americanah” de Chimamanda Ngozi Adichie. Li como aperitivo “Sejamos Todos Feministas” e me encantei. Agora mais do que nunca quero ler e ter esse livro em minha estante.

2-“Preconceito linguístico: o que é, como se faz” de Marcos Bagno. Recomendação da Samantha do Meteorópole. Por se tratar de um assunto que considero muito importante não vejo a hora de começar a lê-lo.

3-“As Veias Abertas da América Latina” de Eduardo Galeano. Esse eu já iniciei a leitura tem pouco menos de uma semana. Por algum mistério insondável nenhum professor na universidade julgou que deveríamos ler. Agora estou correndo atrás do prejuízo.

No ano passado eu tinha de repassar o desafio. Vou manter a ideia e marco para responde-lo a minha amiga Jéssica Amaral, que depois de muitas tentativas iniciou o promissor Chocolate Por Obséquio. Aproveito para marcar também minha outra querida amiga/irmã Dani, que, ainda não escreve em nenhum blog, mas que já passou da hora de se aventurar por essas sendas.

E quem se sentir a vontade pode responder também. No seu blog ou aqui nos comentários.

O 8 DE JULHO E OITO MOTIVOS PARA OS SERGIPANOS SE ORGULHAREM DE SUA SERGIPANIDADE

Deixe Sergipe Surpreender Você

No dia 8 de julho de 1820 o então Monarca do Reino Unido de Portugal, do Brasil e Algarves, Dom João VI decretou através de Carta Régia a emancipação de Sergipe Del Rey da então Capitania da Bahia. A emancipação foi a maneira encontrada pelo monarca para agradecer a elite sergipana pelo apoio durante a Revolução Pernambucana em 1817.

O governo da Bahia, entretanto, não aceitou o decreto e mandou prender o governante designado, mantendo Sergipe sob seu controle. Foi somente em 5 de dezembro de 1822 com a Carta Imperial de Dom Pedro I que a emancipação foi confirmada. Sergipe tinha finalmente sua autonomia concedida e reconhecida.

557988089006-1431778479Devido ao conturbado processo de emancipação não houve um reconhecimento imediato do 8 de Julho. Isso levou a uma confusão de datas, já que o primeiro registro encontrado de comemorações da emancipação é do dia 24 de outubro de 1836, sendo oficializado como a data oficial três anos depois. As duas datas permaneceram como feriado até 1990 quando se determinou apenas o 8 de Julho como feriado. Uma vez que a festa popular que costumeiramente ocorria no dia 24 de outubro deixou de se realizar com o passar dos anos, a Assembleia Legislativa de Sergipe cancelou o feriado nessa data, deixando-a apenas como o Dia da Sergipanidade, ou seja, um dia para se comemorar o sentimento de orgulho e pertencimento pela cultura, história, artes, tradições, enfim, por tudo que se relaciona com Sergipe, tudo aquilo que define o ser sergipano.

Infelizmente com o passar do tempo o caráter comemorativo de ambas as datas foi se perdendo. Vários foram os fatores, embora há de se destacar a falta de interesse e de esforços das instituições governamentais em se valorizar os fatos e conhecimentos históricos e culturais de nosso estado, de nossa Sergipanidade, especialmente através das instituições de ensino. Mas, verdade seja dita, há também um forte desapego do sergipano em geral por esse conhecimento, embora se pese o fato desse ser um reflexo do anterior.

Ao contrário do que ocorre na vizinha Bahia, estado do qual fomos emancipados,  a data da Independência Baiana, comemorada em  2 de Julho, é conhecida da maioria dos baianos, sendo comemorada com grandes eventos e manifestações culturais nos mais variados círculos de sua sociedade, em Sergipe o que vemos é um total e completo desconhecimento do significado do 8 de julho. Esse desconhecimento é apenas um dos sintomas de um mal maior: de maneira geral o sergipano desconhece a sua própria história. E como sentir orgulho de algo que se desconhece?

Quando estive em sala de aula atuando como Professor de Geografia, tive um contato mais direto com essa nossa triste realidade. Os alunos, em sua maioria esmagadora desconheciam tudo o que tivesse a ver com a história, geografia e aspectos culturais do estado! Num esforço para mudar essa situação, juntei-me as minhas colegas e amigas Professoras de História Débora Santana e Rosana Guedes e elaboramos muitas atividades que abordassem esses aspectos. Apesar de ter sido um trabalho árduo (ou devido a ele) pudemos depois de um tempo dizer com orgulho que aqueles nossos alunos hoje possuem um mínimo desse conhecimento, podendo assim exercitar sua sergipanidade através de um pensamento crítico, capazes de se orgulhar sem perder de vista os problemas que possuímos, assim como qualquer outro estado brasileiro.

Para comemorar os 195 anos da Emancipação Política, e no contínuo esforço de divulgar, reconhecer e valorizar os elementos que constroem a Sergipanidade listei a seguir oito motivos pelos quais os sergipanos devem sentir orgulho de terem nascido nesse pequeno, mas encantador Estado:

1 – Livro: Os Corumbas

Amando Fontes e a capa do livro Os Corumbas

Amando Fontes e a capa do livro Os Corumbas

Escrito por Amando Fontes e lançado em 1933, tive contato com esse livro aos 17 anos, quando o li por obrigação, já que ele era um dos livros de leitura obrigatória para o vestibular da Universidade Federal de Sergipe. A obra trata da vinda da família Corumba do interior para a capital do estado, Aracaju, onde se passa toda a história e possui uma forte e contundente denúncia social. Através da conturbada e difícil vida da família que dá nome ao livro, Amando Fontes nos mostra as dificuldades das classes operárias lutando para sobreviver enquanto trabalhavam nas fábricas existentes na cidade, além do trabalho infantil, prostituição e outros na Aracaju do início do século XX com todas as peculiaridades dessa cidade.

Esse livro me marcou profundamente não só pela crítica social, mas principalmente por se passar inteiramente em um ambiente que conheço muito bem, que é o da cidade onde nasci e me criei. Com gosto via nomes tão familiares como Bairro Industrial, Companhia Sergipana de Fiação (a popular Sergipana) dentre outros deslizando pela leitura fazendo, mais do que qualquer outro livro, me sentir de fato dentro da narrativa quase que como se pudesse ver as personagens passando pelas ruas da cidade.

Se tiver interesse em conhecer mais sobre “Os Corumbas” é só clicar nos links:

Sergipe em Pauta II

Literatura Sergipana

2 – Escritor: José Maviael Monteiro

Única informação que consegui na contracapa de um de seus livros

Única informação que consegui na contracapa de um de seus livros

José Maviael Monteiro é um escritor sergipano com formação em História Nacional. É um dos autores mais queridos da Série Vaga-Lume em especial por ter escrito “Os Barcos de Papel”, tido por muitos, como dos mais belos livros da série e considerado pela Biblioteca Internacional para a Juventude com sede em Munique como sendo altamente recomendável para a infância e juventude. Além desse Maviael também escreveu para a mesma série os livros “O Outro Lado da Ilha” e “O Ninho dos Gaviões” além da série de livros infantis “Barba Suja” onde conta divertidas histórias de piratas.

Particularmente considero esse talentoso escritor um exemplo perfeito do descaso do estado de Sergipe para com sua cultura. Apesar de ser um autor premiado, com obras de sucesso, é extremamente difícil encontrar informações pertinentes sobre José Maviael Monteiro as quais se resumem ao seu local de nascimento e formação apenas. Isso quando não temos informações erradas como a encontrada na Wikipédia onde diz que ele teria nascido na Bahia e se graduado em História Natural em Sergipe, quando, na realidade, o contrário é a informação correta. Simplesmente lamentável esse descaso para com um dos escritores mais bacanas de nosso estado.

3 – Cantora: Patricia Polayne

A primeira vez que tomei conhecimento de Patricia Polayne foi durante a exibição do antigo Festival Canta Nordeste de 1996, quando a cantora sergipana ganhou os prêmios de Melhor Intérprete e Melhor Canção com a música “Camará”. Dona de uma voz suave, mas firme e vibrante, Patricia é uma cantora de estilo performático, além de ser atriz, produtora e artista circense. Produziu trilhas sonoras para várias peças de teatro e curtas. Em 2005 venceu o prêmio Banese de Música com a canção “O Circo Singular”

Patricia Polayne em fotografia de Vinicius Fontes

Patricia Polayne em fotografia de Vinicius Fontes

Adoro Patricia Polayne por ser uma artista sempre aberta a renovação e ligada a cultura local, os quais ela sempre insere em suas canções, sejam os mais tradicionais como o samba de coco, sejam os mais modernosos, como o ritmo do assim chamado arrocha.

Abaixo você pode conferir essa linda cantora interpretando “O Circo Singular”:

E para saber um pouquinho mais sobre ela é só clicar no link:

Patrícia Polayne

4 – Teatro: Grupo Imbuaça

grupo imbuaça

Fundado em 1977 por Lindolfo Amaral, o Grupo Imbuaça de Teatro é o mais antigo e importante grupo de teatro do estado. Homenageando o embolador Mané Embuaça, assassinado em fevereiro de 1978, o grupo apresenta uma proposta simples, mas sincera, ao pautar suas peças no trabalho dos variados aspectos culturais do estado e do Nordeste como um todo utilizando a literatura de cordel como dramaturgia, além de fornecer oficinas de teatro continuamente.

O Imbuaça é uma referência no estado. Sendo um grupo de teatro de rua, é difícil achar um sergipano que não tenha visto pelo menos um de seus 26 trabalhos. No meu caso o primeiro contato foi quando a escola onde estudava recebeu uma de suas apresentações. Infelizmente o grupo passa por dificuldades financeiras sendo mantido graças aos esforços de seus integrantes, em mais uma triste constatação do descaso do poder público para com a cultura sergipana.

Para aprender mais sobre o Imbuaça seguem dois links. O primeiro traz mais detalhes sobre sua trajetória e o segundo é um artigo publicado pelo próprio Lindolfo Amaral na edição n. 3 de março de 2012 da revista de Artes do Espetáculo Rebento:

Breve histórico do grupo de teatro sergipano imbuaça

Grupo Imbuaça de Teatro: a partir da página 88

5 – Música: “Cheiro da Terra” Grupo Cataluzes

Capa do LP Viagem Cigana

Capa do LP Viagem Cigana

“Cheiro da Terra” é uma canção do Grupo Cataluzes. Faz parte do disco Viagem Cigana, lançado em 1983 e, na minha opinião, é uma das músicas mais lindas do repertório musical do Estado de Sergipe. É também a representação de um sentimento ufanista, em especial na música, que começa a crescer em Sergipe dos anos 70. Influenciado pelos festivais de música extremamente populares na época, criou-se no estado o Festival de Música Popular Sergipana, sendo o primeiro vencedor justamente o Grupo Cataluzes.

Com letras fazendo referências aos aspectos de nossa cultura, contando ainda com belos arranjos e interpretações, as músicas do grupo logo caíram no gosto popular. “Cheiro da Terra” logo tornou-se a mais famosa, sendo, ainda hoje, muito conhecida pelos sergipanos, especialmente devido aos versos: “Eu quero mesmo é ficar bem juntinho dela/ Na praia de Atalaia/ Mirando as ondas do mar”. Essa canção me traz lembranças maravilhosas de minha infância, quando minha mãe a cantava com sua voz afinada nos dias de domingo enquanto fazia a faxina da casa. Foi meu primeiro contato com o sentimento de sergipanidade, motivo pelo qual sou tão apegado a ela e agradecido à minha saudosa mãe por desde cedo ter me imbuído desse sentimento.

Abaixo você confere um clipe caseiro (mas com som excelente) da versão mais atual de “Cheiro da Terra” nas vozes de Antônio Rogério e Chiko Queiroga.

E mais informações sobre o Cataluzes no link seguinte:

Grupo Cataluzes

6 – Grupo Folclórico: Bacamarteiros de Aguada, Carmópolis-Se

Bacamarteiros são grupos de pessoas, em geral homens, que participam de folguedos e festas populares, quando usam seus bacamartes (armas antigas de pólvora socada) dando estrondosos e potentes tiros, num espetáculo de muito barulho, fumaça e estilosos meneios de corpo que também servem para absorver o “coice”. Quando executados por bacamarteiros experientes, esses meneios tornam-se passos de dança ou gingados cheios de humor. Esses grupos são extremamente populares em muitas cidades do Nordeste, principalmente em Pernambuco e Sergipe.

Em Sergipe o mais antigo Grupo de Bacamarteiros é o do Povoado Aguada do município de Carmopólis criado por volta de 1780 por trabalhadores dos engenhos de cana do Vale do Contiguiba. Atualmente o grupo é composto por moradores do povoado. Todos tem alguma função no grupo do qual participam homens, mulheres, crianças e idosos. O repertório é composto por canções do folclore, com destaque para o “Meu Papagaio”, música icônica sobre a qual falarei um pouco mais adiante.

A seguir uma apresentação do grupo:

E no link mais informações sobre o grupo de Bacamarteiros do Povoado Aguada:

Os Bacamarteiros de Aguada – Etnografia e Histórico

7 – Personalidade: Zé Peixe

O mítico Zé Peixe (Montagem feita a partir de imagens do site Visite Aracaju)

O mítico Zé Peixe (Montagem feita a partir de imagens do site Visite Aracaju)

José Martins Ribeiro Nunes. Ou simplesmente Zé Peixe. Figura quase lendária de nosso estado, esse franzino senhor de 1 metro e 60 de altura e pesando 53 quilos é considerado por muitos como um verdadeiro herói estadual. Ganhou seu apelido ainda criança por ser extremamente hábil na natação, nadando todos os dias no Rio Sergipe bem em frente da sua casa no centro histórico de Aracaju. Muito jovem passou a atuar como prático prestando serviços a Capitania de Portos da Cidade. Praticagem é o serviço de auxílio aos navios, em geral de grande porte, ao entrarem ou saírem de portos que apresentam algum tipo de dificuldade. Zé peixe se destacava dos demais colegas de praticagem por seu peculiar modo de operação: ao invés de se dirigir aos navios com lanchas, nadava até eles guiando-as através da Boca da Barra (local onde o rio Sergipe deságua no Oceano Atlântico), desviando dos perigosos bancos de areia; quando estes retornavam para alto mar, saltava de alturas e voltava a nado para terra firme.

Exemplo de vida saudável, Zé Peixe mantinha uma dieta rigorosa rica em frutas e nadava todos os dias no seu amado rio Sergipe, mesmo depois de findas suas atividades como prático. Era também conhecido pela coragem e altruísmo. Com base no livro que conta a história do mítico prático, a sergipana estudante de historia Suyan Dionizio Alves Teles Santos narra um episódio ocorrido em 1952, quando a lancha Atalaia naufragou, estando a bordo Zé Peixe e sua irmã Rita, que também carregava a alcunha “Peixe” por ser, assim como o irmão, excelente nadadora. Rita alcançou logo a margem, mas para espanto de todos Zé não apareceu. Somente seis horas depois ele  aparecia, depois de, por quatro horas tentar em vão salvar a lancha.

Foi condecorado várias vezes por seu trabalho, sendo eleito o Cidadão Sergipano do Século XX e dá seu nome ao Complexo Aquático de Sergipe, bem como ao recém inaugurado Espaço Cultural e Turístico às margens do rio Sergipe.

Memorial de Sergipe

8 – Nosso jeitinho todo particular de falar

Os sergipanos tem um modo todo seu de falar, seja pelo sotaque próprio (que em nada tem a ver com aquele mostrado nas novelas da Globo ambientadas no Nordeste brasileiro), seja pelo uso de palavras e expressões usadas quase que exclusivamente por nós.

O nosso modo de falar é algo do qual os sergipanos deveriam ter muito orgulho, pois é um aspecto que nos confere identidade. Algo que nos caracteriza e nos define. Infelizmente, nós sergipanos, não só não valorizamos o nosso jeito de falar, como também, muitas vezes, sentimos vergonha dele. Quem assistiu “Lisbela e o Prisioneiro”, deve se lembrar do personagem Douglas, rapaz nascido em Cabrobró, mas que passou uns dois meses no Rio de Janeiro e voltou de lá falando um “carioquês”, conforme é relatado pelo personagem Cabo Citonho. Esse Douglas é uma crítica humorada, feita pelos roteiristas do filme, daquele nordestino que não valoriza suas raízes, representadas por seu sotaque e modo de falar. E é também um perfeito retrato de muitos sergipanos, que, depois de passar, tipo um mês no Rio, volta de lá cantando, entende?

Obviamente aqui não estou desmerecendo nenhum sotaque ou regionalismo na forma de se expressar. Apenas destaco a importância e o respeito que devemos ter por nosso próprio jeitinho de falar, sejamos sergipanos, baianos, cariocas ou acreanos.

Para aprender um pouco mais sobre nosso esse nosso peculiar jeitinho sergipano de se expressar, vale a pena assistir essa reportagem sobre o sergipanês:

Conheça o vocabulário do ‘Sergipanês’

Menção Honrosa: “Meu Papagaio (Minha Terra É Sergipe)”

Canção tradicional do folclore sergipano e conhecida por, virtualmente, todos os sergipanos, muito disso em virtude do seu uso como encerramento diário das transmissões da TV Atalaia, atualmente afiliada da TV Record no estado. Verdade seja dita, foi graças a ininterrupta transmissão desse vídeo que a canção deve boa parte de sua popularidade atual. Verdadeiro hino popular e não oficial do estado, é um perfeito símbolo da Sergipanidade. Não só por representar esse sentimento de pertencimento (através dos versos “Minha terra é Sergipe/Em outra terra eu não fico), mas também por personificar o momento atual de quase completo abandono do orgulho de sergipano através do desconhecimento de nossa história, costume e valores. Explico: apesar de seus versos bem conhecidos, o acesso a informações a respeito de sua autoria é praticamente nenhum. Nenhuma autoria, nenhum histórico, nenhum dado relevante.

Mesmo depois de uma busca exaustiva na internet, consegui parcas informações, algumas delas claramente equivocadas, como a que estabelece sua autoria à dupla Antonio Rogério e Chiko Queiroga, quando na realidade ela é uma canção do folclore sergipano, parte integrante do repertório do Grupo de Bacarmateiros do Povoado Aguada, como vimos acima. Infelizmente não tive tempo de expandir minha busca em outras fontes além da internet, como em bibliotecas por exemplo. Mas acredito que a situação seja bem similar.

Mesmo tão icônica, “Meu Papagaio” é um exemplo real da Sergipanidade e do esquecimento desse sentimento por parte dos sergipanos. E, com esse post, faço minha tentativa de mudar esse quadro, para que uma história e cultura tão interessante e rica não se perca assim tão facilmente.

A seguir, vídeo com o encerramento da TV Atalaia na versão que ajudou a popularizar a canção:

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TAG: SKOOB – MINHA ESTANTE VIRTUAL

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O Skoob é um tipo de rede social de leitores usada para facilitar a organização de todo o material já lido por alguém ou que pretende ler. E também serve para se conhecer outros apaixonados por leitura.

A ideia da TAG surgiu nesse post na página do Skoob no Facebook. Vários blogs responderam, dentre eles o Meteorópole e o Momemtum Saga. As respostas da Samantha você pode conferir aqui e as da Sybylla aqui. E como não poderia deixar de ser fui marcado pela Sybylla para responder também. Abaixo você pode conferir minhas respostinhas básicas:

  1. Quantos livros lidos você tem na sua aba LIDO no skoob?

No momento tenho 159 livros, 91 quadrinhos e 8 revistas. Acredito que, dos livros, eu tenha conseguido registrar a maioria, mas quanto aos quadrinhos e revistas tem vários que eu simplesmente não lembro os títulos e por isso não os registrei.

  1. Qual livro você está lendo?

Em teoria eu estou lendo 5 livros. Digo em teoria porque dois deles, “O Espírito das Leis” e “História do Pensamento Geográfico e Epistemologia em Geografia” estão mais para abandonados. O primeiro porque precisei devolver a Biblioteca e o segundo por falta de tempo. Já a leitura dos 3 restantes tem me ocupado bastante.

O Espirito das Leis Martins Fontes

  1. Quantos livros tem na sua aba QUERO LER?

Tenho 16. Além dos volumes da Coleção Operação Cavalo de Troia (uma série que acho muito instigante e sobre a qual ainda escreverei algumas linhas nesse blog), tenho muita vontade de ler “Ensaio Sobre a Cegueira” e “Crime e Castigo”. Na realidade eu quero ler vários livros de Dostoiévski.

  1. Você está relendo algum livro? Qual é?

No momento não estou relendo nenhum. Até flertei com “O Senhor dos Anéis – A Sociedade do Anel”, mas optei por ler aqueles que ainda me são inéditos.

  1. Quantos livros você já abandonou? Quais são eles?

Apenas dois. Acho que “O Mundo de Sofia” foi o primeiro livro que abandonei na minha vida. A professora de Introdução ao Pensamento Geográfico (disciplina que cursei em meu primeiro semestre na universidade) pediu para que lêssemos o livro mais famoso de Jostein Gaarder. Mas, sendo bem sincero, achei a obra muito chata e Sofia uma personagem muito insossa. Os elogios para a obra são rasgados, mas gosto é assim mesmo né? O outro é “Os Sertões”. Embora o adore (já li vários trechos dele e já fiz um trabalho bem legal sobre a segunda parte O Homem na época de escola), esse é um livro complexo cuja leitura requer muita atenção e cuidado. Por isso quero retornar a ele num momento apropriado onde possa me dedicar exclusivamente a sua leitura.

Os Sertões Blog Folha

  1. Quantas resenhas você tem cadastradas no skoob?

Apenas duas. Uma que é quase um resumo da minha resenha para o “Guerra Justa” que fiz aqui mesmo no blog e outra de um livro que adoro da minha época de adolescência, “Uma Chance na Vida”. Sou de escrever poucas resenhas, mas quero me esforçar mais nesse ponto.

  1. Quantos livros avaliados você tem na sua lista?

São 133 os avaliados. Gosto de avaliar os livros que leio, os filmes que assisto, os discos que escuto. Na época de escola cheguei a fazer uma lista com os livros e filmes que li e assisti, todos devidamente avaliados com notas entre 0 e 10. Pena que perdi essas listinhas.

  1. Na aba FAVORITOS, quantos livros você tem registrados? Cite alguns.

Tenho 24 livros marcados como favoritos, e mais 25 quadrinhos. Ao contrário da música e do cinema onde tenho a minha cantora preferida e meu filme preferido, eu não tenho um único livro como sendo o preferido. Mas tenho um carinho muito especial pelo “Os Barcos de Papel” do meu conterrâneo José Maviael Monteiro e “Éramos Seis” de Maria José Dupré. Outro que adoro é “Doze Contos Peregrinos” de Gabriel Garcia Marques.

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Qualquer dia conto como encantei com esse livro

  1. Quantos livros você tem na aba TENHO?

Tenho 18 livros, marcados, mas essa numeração é incorreta, pois recentemente adquiri um Kindle que veio com um caminhão lotado de livros arquivados. E eu contabilizo os livros digitais também. Mas livro físico mesmo eu tenho poucos. Uns dez acredito.

  1. Quantos livros você tem nos DESEJADOS?

No momento não tenho nenhum livro desejado justamente por ter conseguido esses com o Kindle.

  1. Quantos livros emprestados no momento? Quais?

Tenho apenas um como emprestado e fiz questão de marca-lo assim porque o emprestei há mais de 15 anos e nunca mais vi nem sombra de sua capa! É tipo um lembrete para nunca mais emprestar livros. “Convite Para um Homicídio” de Agatha Christie é o sumido, um dos primeiros livros que comprei com meu dinheiro.

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Procura-se :D

  1. Você quer trocar algum livro? Quais são?

Por enquanto não tenho interesse em trocar livros.

  1. Na aba META, quantos livros você tem marcados? Cumpriu essa meta?

São 26 os livros e um quadrinho que coloquei até agora como meta de leitura para o ano. Marquei esse número justamente por ser o desafio que me impus lá na TAG: Livros. Até agora consegui ler 12 livros, um total de 4.353 páginas lidas num ritmo de 20 páginas por dia.

  1. Qual é o número no teu paginômetro? (contador de páginas já lidas)

Contabiliza 30.133 páginas lidas.

  1. Qual o link do teu perfil do Skoob?

Humberto Junior. Fiquem a vontade para adicionar e/ou seguir.

E vocês? Também tem contas no Skoob? Contem aí!

TAG: O QUE VOCÊ MOSTRARIA AOS ETs CASO TIVESSE QUE INTRODUZI-LOS À MUSICA, LITERATURA E CINEMA HUMANOS?

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A ideia dessa TAG surgiu lá no sempre excelente Cabaré das Ideias sabiamente capitaneado pelo querido Mestre Ben Hazrael. E parte de uma premissa muito simples, mas ainda assim genial: os ETs chegaram e você precisa apresenta-lo à Música, Literatura e Cinema humanos. E agora? Quais seriam suas escolhas?

Não satisfeito em responder essa questão, o Ben ainda convidou quem quisesse a se juntar nesse exercício bacana de imaginação. Então, me pus no lugar do próprio Zefram Cochrane recepcionando os Vulcanos como mostrado em Jornada nas Estrelas: Primeiro Contato e preparei uma listinha bacana do que ouvir, ler e assistir para nossos novos amigos do espaço. Portanto pegue sua Cerveja Romulana e confira minha seleção:

Toca aqui, amizade!

Toca aqui, amizade!

MÚSICA

Igual ao Zefram eu apresentaria aos nossos colegas interplanetários uma boa dose do melhor rock’n’rool. Uma boa seleção do Led Zeppelin com o melhor de seus quatro primeiros álbuns seria um bom início. Daria continuidade com “Jagged Little Pill” de Alanis Morissette e “Horses” de Patti Smith. E por que não algumas doses de Black Sabbath e Pink Floyd? “Paranoid” e “Dark Side on The Moon” são ótimas pedidas. E mantendo o espírito espacial poderíamos finalizar o momento Rock com “The Rise and Fall of Ziggy Stardust and the Spiders From Mars” do camaleônico (e meio alien também) David Bowie.

Led Zeppelin vestidos a caráter

Led Zeppelin vestidos a caráter

Lógico que teremos música clássica também. Além do óbvio três “Bs”, Brahms, Bach e Beethoven, ouviríamos muito Tchaikovsky e Mozart. Faria questão que ouvissem ainda “No Antro do Rei da Montanha”, da peça Peer Gynt do Norueguês Henrik Ibsen, pois é uma música que adoro e faz parte da minha infância graças a abertura do Inspetor Bugiganga. E, logicamente, Heitor Villa-Lobos não poderia faltar, não apenas por ser brasileiro, mas por ser igualmente excepcional!

E já que falamos de música brasileira, claro que vou apresentar muito de nossa música, em especial dois ritmos bem característicos nossos. Primeiro um bom samba com as lindas composições de Cartola e Dona Ivone Lara, para então botar os aliens pra dançar um bom forró ao som de uma boa seleção de Luiz Gonzaga e Dominguinhos (imagino-os tentando compreender todas as particularidades de “A Triste Partida” do genial Patativa do Assaré).

LITERATURA

Não tem para onde correr. Na literatura eu tenho que mostrar H. G. Wells e seu “A Guerra dos Mundos”, bem como Júlio Verne e “Da Terra à Lua”. Na realidade eu apresentaria boa parte da obra de ficção científica produzida, mas com um destaque especial para a obra de Isaac Asimov sobre os robôs. Acredito que os aliens ficarão muito interessados em nosso fascínio por essas máquinas.

Imagem do brasileiro Henrique Alvim Corrêa para uma edição belga de

Imagem do brasileiro Henrique Alvim Corrêa para uma edição belga de “A Guerra dos Mundos” (Imagem: Wikimedia)

E nossas motivações e emoções? Com certeza isso seria de muito interesse! Acredito que um pouco de Kafka cairia muito bem, assim como os russos Maximo Gorki, Liev Tolstói e Fiódor Dostoiévski.

Teria muito gosto ainda de apresentar um pouco do que tenho lido recentemente e de alguns que ainda quero ler. “Universo Desconstruído” está na lista com certeza. Outro livro certo nessa lista é “Americanah” de Chimamanda Ngozi Adichie. São obras que refletem muito bem a atual situação de nossa sociedade humana.

Algo que eu gostaria de apresentar aos aliens seria nossa religiosidade. Por isso apresentaria a eles os chamados livros sagrados. Não apenas a Bíblia, obviamente, mas também o Tripitaka do budismo, os Vedas do hinduísmo, o al-Qurʾān do islamismo dentre outros. Penso que esse seria um rico material para um entendimento mais pleno dos seres humanos, com todas as nossas contradições.

Um mundo rico em religiosidade

Um mundo rico em religiosidade

CINEMA

E se a questão é mostrar nossa capacidade para o melhor e para o pior, o cinema é perfeito para essa missão. Uma seleção de bons filmes sobre a Segunda Guerra Mundial é a pedida mais que obrigatória nesse caso. Filmes como A Lista de Schindler, A Vida é Bela, O Resgate do Soldado Ryan, O Grande Ditador, A Ponte do Rio Kway, Cartas de Iwo Jima, A Queda: As Últimas Horas de Hitler etc.

Mas nem só de guerras são feitos os seres humanos. Também somos capazes de rir. Por isso boas comédias precisam constar do cardápio. Nada dessas comédias besteirol. Prefiro aqui tratar de bons filmes que sabem rir sem forçar a barra e nesse quesito considero os filmes da Pixar como sendo simplesmente perfeitos. Wall-E e Up-Altas Aventuras são a pedida salutar.

Finalmente a nossa admiração pelos mistérios do espaço, do tempo e do desconhecido é bela e desafiadoramente revelada em longas como 2001: Uma Odisseia no Espaço, Interestelar, O Segredo do Abismo, Gravidade, O Planeta dos Macacos (1968), O Enigma do Horizonte, Apolo 13: Do Desastre ao Triunfo, De Volta Para o Futuro e Contato. E, claro, fechando o ciclo, todos os filmes da série Jornada nas Estrelas não poderiam faltar aqui, afinal, eles tratam de todos os outros temas acima citados.

E vocês, o que vocês mostrariam para os visitantes do espaço a respeito da humanidade nesses três campos. Responde aí, pode ser nos comentário, pode ser no seu blog. Fique a vontade! Não nos deixe de contar!

Para ver quem já respondeu, é só clicar:

Cabaré das Ideias

Momentum Saga

Meteorópole

TAG: ARREPENDIMENTOS LITERÁRIOS

Já faz mais de um mês que a Samantha me marcou nessa TAG do Litteratura Mundi. Demorei pra responder porque estava meio ocupado com demandas do trabalho e também porque fiquei uns 15 dias completamente off da internet. Mas hoje tomei vergonha na cara e respondi as perguntas. Jogo rápido.

Tenho gostado muito de responder essas TAGs. Como já disse uma vez, elas são ótimas maneiras de conhecer novos blogs e novos leitores. E tenho percebido que sempre que publico uma, novos leitores aparecem aqui pelo Habeas Mentem.

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Também foram marcados para responder a Sybylla do Momentum Saga e o Sandro Moura do Tiozinho Nerd. As respostas da Samantha podem ser conferidas aqui.

  1. Qual livro você se arrependeu de comprar porque “logo depois” encontrou por um valor bem mais baixo?

O Senhor dos Anéis A Sociedade do Anel

“O Senhor dos Anéis – A Sociedade do Anel”. Comprei o livro por cerca de R$25,00, isso na época em que o primeiro filme da trilogia estreou. Só para descobrir um mês depois que a livraria pôs os três livros da coleção em promoção por R$50,00.

  1. Qual livro você se arrepende por não ter lido antes?

Trilogia Jogos Vorazes

Os livros da série “Jogos Vorazes”. Sempre tive um certo preconceito com sucessos comerciais e Best Sellers e os recentes “Crepúsculo” e “50 Tons de Cinza” não ajudaram muito a melhorar esse sentimento. Ainda assim, sempre que possível dou uma chance a esse tipo de material lendo-o na primeira oportunidade ou quando algum amigo me indica ou empresta o livro. Foi assim com os livros da autora americana Suzanne Collins. Foi graças ao incentivo da Sybylla e as suas resenhas sempre positivas dos livros e filmes (na época o segundo filme da série tinha acabado de estrear), me levaram a ler o primeiro livro. E hoje me arrependo amargamente de não ter lido antes.

  1. Se arrependimento matasse, qual livro lido seria o responsável?

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O mais recente é sem dúvida “Os Segredos do Nazismo” de Sérgio Pereira Couto. As Guerras Mundiais sempre me fascinaram e gosto de ler tudo sobre os conflitos. Esperava com esse livro aprender bastante sobre um dos tópicos mais controversos a respeito do Nazismo: o ocultismo. Infelizmente um livro mal escrito, repleto dos mais variados erros e com pouca coerência estragaram uma temática que poderia ter sido riquíssima.

  1. Em relação ao mundo literário, do que mais se arrepende?
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Biblioteca Central da Universidade Federal de Sergipe, imagem do fotografiaufs.wordpress.com

Do período em que fiquei sem ler quando estava na universidade. Foram sete anos e meio lendo apenas os livros pedidos nas disciplinas. Sinto muito remorso de ter aproveitado tão pouco a biblioteca da universidade.

  1. Já se arrependeu por emprestar algum livro?

Agatha Christie

Vários! Boa parte dos meus livros da série Vaga-Lume se perderam porque emprestei para alguns colegas de escola, que me deram o cano sumindo com os livros. Também me arrependo bastante de ter emprestado dois livros da Agatha Christie em encadernação de luxo. “Convite Para um Homicídio” jamais retornou e “Assassinato no Expresso do Oriente” retornou todo machucado.

  1. Qual autor você não se arrepende de ter dado uma chance?

Os Elefantes Não Esquecem

Com certeza a Rainha do Crime, Agatha Christie. Apesar de não ser muito fã do gênero em si, gosto muito da maneira como a autora elabora e conduz suas tramas. O primeiro livro seu que li foi “Os Elefantes Não Esquecem” que peguei emprestado da coleção de minha avó materna. Foi o início de um vício que dura até hoje.

  1. Se você tivesse que escolher apenas um autor para ler pra sempre, escolheria sem arrependimentos…

George-RR-Martin

Aqui eu vou ficar dividido entre Stephen King e George R.R. Martin. Mas como esse empate não consta nas regras da brincadeira, escolho o George R. R. Martin. Por quê? Sendo bem sincero tomei essa decisão no cara ou coroa!

  1. Uma frase relacionada a esse sentimento:

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“O que me interessa são os livros de ficção, os estudos a respeito do jogo das motivações humanas e das emoções…”

Herbie em “Eu, Robô”

Livros (1)

Os interessados fiquem a vontade e sintam-se devidamente tagueados para responder em seus blogs ou nos comentários! Conta pra gente seus arrependimentos literários!