TAG: LIVROS 2017

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Uma das máximas mais antigas de nosso país (se não a mais antiga) é aquela que diz: “No Brasil o ano só começa depois do carnaval.” Sendo assim, agora que a tradicional festa da carne já se foi, que tal saudar o ano novo que de fato se inicia com uma breve vista d’olhos nas minhas leituras no ano de 2016 e também nas minhas metas e desafios para o ano de 2017? E como já tá virando tradição, faço isso respondendo a essa TAG na qual fui marcado lá no já distante ano de 2015, pelo sábio Mestre Ben Hazrael do Cabaré das Ideias. Inclusive, se você quiser conferir minhas respostas anteriores, é só clicar aqui e aqui.

O ano que passou foi muito proveitoso no quesito por minhas leituras em dia. Há muito tempo eu não lia tanto por puro prazer. Muito disso graças ao estímulo trazido ao ganhar meu falecido e-reader. Mesmo depois do coitado ter quebrado, continuei catando todo tipo de leitura. E nisso tenho muita sorte, pois trabalho numa universidade com uma vasta biblioteca. E como, no momento, não estou em condições financeiras para sair comprando todos os livros que desejo, é justamente essa biblioteca que tem me salvado. Infelizmente nem todos os livros desejados acabo encontrando por lá, mas os que encontro já dá pro gasto.

Por outro lado, a quantidade de leituras de quadrinhos foi bem menor do que eu pretendia. Dos 18 quadrinhos que estabeleci como meta de leitura, consegui ler apenas 9. Muito de não conseguir chegar nem perto de atingir a meta foi devido a quase  não mais comprar quadrinhos em mídia física. Principalmente pela questão do custo, mas também pela disponibilidade de títulos ser muito maior em mídia digital. Títulos estrangeiros que dificilmente seriam publicados por aqui, são facilmente encontrados em páginas que se dispõem a traduzir essas obras e disponibiliza-las na rede. Infelizmente, a leitura desse material na tela do computador não é das mais adequadas, cansando logo a vista. E esse foi o principal motivo de não ter lido tantas HQs em 2016.

Para esse ano de 2017 estabeleci como meta a leitura de 30 livros além de 20 HQs. Falo um pouco sobre essas obras a seguir, mas se quiser saber quais são todas elas, fique a vontade para visitar minha página no Skoob ou me seguir lá, se quiser. O link é esse aqui.

E uma boa leitura!

2016

  1. Um livro e um quadrinho que te surpreenderam em 2016?

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Esse ano eu consegui ler livros bem variados com temáticas e gêneros um tanto diferentes entre si. Muitos desses surpreenderam por serem totalmente diferentes do que eu esperava, a exemplo de “O Nome da Rosa” do meu quase xará, Umberto Eco. Esse era um livro que eu supunha ter uma leitura mais complicada do que realmente tem, me surpreendendo pela fluidez de sua leitura, apesar das muitas e muitas partes (e mesmo alguns diálogos) em latim. Outros como “Ensaio Sobre a Cegueira” de José Saramago e “A Cor Púrpura” de Alice Walker mesmo com minha expectativa lá em cima, conseguiram ser ainda melhores do que eu tinha imaginado. E  cada um desses poderia figurar nesse quesito tranquilamente como grande surpresa, mas optei mesmo por ficar com “Meu Casaco de General” de Luiz Eduardo Soares. O livro narra os quinhentos dias em que o autor fez parte da Secretária de Segurança Pública do Rio de Janeiro durante o governo de Anthony Garotinho. Achei o livro por acaso enquanto acompanhava um colega na biblioteca da universidade onde trabalho e sua capa e temática me chamaram a atenção. Dei uma chance e tive uma mais do que grata surpresa com os relatos de puro descaso e omissão com a segurança naquele estado. Descaso esse que, com certeza não é exclusividade do Rio de Janeiro e nem ficou naquele passado nem tão distante assim do final dos anos 90 e início dos anos 2000. As já inúmeras rebeliões em presídios em todo o país somente nesse comecinho de 2017 e o caos que se instaurou no Espírito Santo com a greve dos policiais que o digam. Se tem um livro que recomendo bastante esse ano, com certeza é “Meu Casaco de General”.

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Infelizmente, como eu comentei na introdução, eu não li tantos quadrinhos como eu queria. No entanto, se a quantidade foi pouca ao menos a qualidade se manteve. Eu já sou fã da série Os Mundos de Aldebaran tendo gostado muito do primeiro ciclo onde conhecemos os descendentes da tentativa humana de colonizar um planeta no sistema de Aldebaran, e do segundo ciclo onde as tentativas de colonização passam a ser no sistema de Betelgeuse. Em ambos os personagens precisam lidar com a misteriosa Mantrise e seus segredos, em tramas bem escritas, com reviravoltas e personagens interessantes com grande destaque para as personagens femininas. Outro destaque são os belos desenhos de Luis Eduardo Oliveira, ou LEO, ao apresentar mundo inteiros além de flora e fauna bem diversificada e exótica. Mesmo tendo todos esses elementos o primeiro capítulo de “Antares”, que faz parte do terceiro ciclo, conseguiu me surpreender, não apenas por manter a qualidade dos ciclos anteriores, mas também por entregar uma história nova com foco diferente em relação as demais, apresentando novos personagens e também um enigma novinho a ser desvendado pela verdadeira heroína das tramas anteriores, a jovem Kim Keller.

  1. Um livro e um quadrinho que te decepcionaram em 2016?

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O livro “Prato Sujo” de Marcia Kedouk chegou lá em casa emprestado por um casal de amigos. Logo a temática chamou minha atenção, pois ele se propunha a contar como a indústria dos alimentos viciou e ainda vicia nosso cérebro com substâncias prazerosas, pouco nutritivas porém muito lucrativas. O começo foi bem ao contar essa história. Mas do meio pro final o livro começou a cansar e ele acabou não sendo tudo aquilo que eu imaginava. É uma leitura leve, bem instrutivo, mas eu esperava um pouco mais dele. Talvez a expectativa é que tenha estragado a leitura.

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Eu comecei a ler a série de três HQs Megalex não apenas por ser um quadrinho de ficção científica, mas também por ter a frente o nome do autor chileno Alejandro Jodorowsky, parceiro de Moebius no clássico “O Incal”. A série foi muito bem em seu primeiro livro “A Anomalia”, apresentando o mundo de Megalex num futuro automatizado, em que tudo, até mesmo o nascimento de cada pessoa, é convertido num processo mecânico, onde não existe espaço para nenhum falha. A história tem início com a fuga de um soldado que, por ter crescido demais, é considerado uma anomalia mas consegue escapar do controle de qualidade (a execução sumária) e acaba sendo resgatado por uma misteriosa moça careca. O segundo volume, “O Anjo Corcunda”, mantém a qualidade do primeiro volume, muito embora não sem algumas críticas. A principal, ao meu ver, é a desnecessária erotização da Princesa Kavatah e da misteriosa rebelde careca (tanto uma como a outra são desenhadas com seios enormes), além do uso de uma ou duas piadas envolvendo os seios dessa última. A terceira parte “O Coração de Kavatah” não só manteve a pegada e a qualidade como também a erotização das personagens. Mas também apresentou algumas reviravoltas instigantes e revelações bem boladas. No entanto, quando a história parecia que ia engrenar pra valer, ela termina de repente num desfecho bem meia boca e decepcionante, deixando um gostinho bem amargo pra uma HQ que prometeu muito mais do que cumpriu.

  1. A melhor adaptação que você viu em 2016?

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Eu estou bem devagar no quesito filmes. Nos cinemas esse ano assisti somente Batman vs. Superman, mas embora tenha até gostado do filme, sei que ele não é nem de longe a melhor adaptação do ano. Na TV também não tenho assistido muitos filmes. Mas fiquei positivamente surpreso com o filme do Homem Formiga. Então fica sendo ele mesmo.

  1. Um livro e um quadrinho que não conseguiu terminar em 2016?

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Eu não consegui ler vários livros de minha meta, alguns porque não consegui compra-los outros porque são bem difíceis de encontrar mesmo nas bibliotecas. O melhor exemplo nesse último caso foi o do livro “Sergipe Colonial II” da historiadora e geógrafa sergipana Maria Thétis Nunes. Quero muito ler esse livro não apenas pelo desejo de aprender mais sobre meu estado, mas também por ser fundamental nas minhas pesquisas para a última parte no apanhado histórico que estou publicando aqui no blog. Sem falar de sua importância para um outro projeto que venho desenvolvendo e sobre o qual falarei mais em breve. No entanto, para essa questão particular, vou citar aqui a “Síntese da Coleção da História Geral da África Vol. 2” como sendo o livro não lido em 2016. Por seu tamanho, tendo quase 1000 páginas que requerem uma leitura atenta, demorei a terminar a leitura do volume 1 e, apesar de tê-la iniciado ainda em 2016, só consegui terminar esse volume 2 em 2017.

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Robert Crumb, um dos fundadores do movimento underground, é famoso por abordar temas como drogas e sexo em suas obras. Ao decidir adaptar o primeiro livro da Bíblia deixou todo mundo curioso sobre o que ele tinha em mente. E o resultado é “Gênesis”, HQ fruto de um trabalho de pesquisa minucioso e muito sério, com uma qualidade irretocável. Infelizmente por conta do tamanho da obra não deu pra terminar sua leitura. Mas se você quer saber mais sobre essa belíssima obra recomendo assistir esse vídeo produzido pelos Quadrinheiros onde a obra é dissecada.

  1. Quantos livros e quadrinhos você conseguiu ler em 2016?

Eu tinha estipulado uma meta de 41 obras, entre livros e quadrinhos, para ler em 2016. Eram 23 livros e 18 quadrinhos, sendo que desses li um total de 29 obras: 20 livros e 9 Quadrinhos. Foram dois livros e quatro quadrinhos a mais se comparado com a meta do ano anterior. E, para minha total surpresa, foram menos páginas lidas em 2016, num total de 8.155, enquanto em 2015, li 9.267 páginas.

 2017

  1. Um livro e um quadrinho que está ansioso pela leitura em 2017?

Nas duas postagens anteriores eu expliquei que não costumo acompanhar os lançamentos de novas obras. Então para não dar as mesmas desculpas dos anos anteriores, resolvi alterar levemente a pergunta desse quesito. Assim, ao invés de responder por quais lançamentos estou ansioso, prefiro dizer por quais leituras estou ansioso para iniciar nesse ano.

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Dos livros, estou muito ansioso por iniciar a leitura de “Estrelas Além do Tempo”. Desde que tomei conhecimento da história por ele contada desejo ler esse livro. E graças a querida amiga Sybylla, vou poder matar essa vontade.

Nos quadrinhos estou muito ansioso para ler o segundo volume de “Rainhas de Sangue: Isabel-A Loba da França”. Gostei bastante do primeiro volume, especialmente pelos belos desenhos do artista Jaime Calderón.

  1. Um (ou mais) desafio que se dispôs a participar em 2017?

Eu passei todo o ano de 2016 planejando ler os livros de Milton Santos. E tinha como meta comprar alguns para começar a compor minha biblioteca geográfica e, aqueles que não encontra-se para compra, pega-los emprestado na biblioteca da universidade. Mas como minhas condições financeiras esse ano talvez não me permitam o pequeno luxo de comprar livros e, sendo poucos os títulos do geógrafo baiano disponíveis na biblioteca,  fui obrigado a adiar o plano. Assim, me propus três desafios particulares: o primeiro, ler a maior quantidade de livros cuja temática seja voltada para a ciência geográfica. O segundo é ler o maior número possível de obras de autores sergipanos ou cuja temática seja Sergipe. Já o terceiro é retomar a leitura abandonada de três livros: “O Dia do Curinga” e “O Mundo de Sofia” ambos do autor norueguês Jostein Gaarder e “O Espírito das Leis” de Montesquieu.

  1. A adaptação mais aguardada por você em 2017?

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Eu sou tão por fora disso de datas de lançamento, que ao responder a TAG ano passado eu afirmei estar ansioso pelo lançamento do filme da Mulher Maravilha. Nenhum problema nisso a não ser pelo fato do filme estrear mesmo só em 2 de junho de 2017, e isso lá nos EUA. Pelo visto ansiedade pouca é bobagem.

  1. Uma leitura que pretende retomar em 2017?

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Já que adiantei os livros que pretendo retomar ao responder o item 7, aqui falarei sobre os quadrinhos. Ano passado pretendia retomar a leitura da obra “Os Passageiros do Vento”. Faltavam três volumes, mas só consegui ler um deles e por isso pretendo retomar a leitura finalizando os dois últimos volumes. Além desses quero muito poder terminar “O Incal”, obra icônica de Moebius e Jodorowsky. Nem que seja para poder tira o gostinho amargo que ficou com o final de Megalex.

  1. Três livros e três quadrinhos da sua meta para 2017?

1-Só Garotos de Patti Smith. Apesar de gostar de livros que contem a história de grandes astros da música ou de bandas famosas, nem sempre consigo encontra-los com facilidade. Aproveitei que a biblioteca aqui tinha essa autobiografia da Patti Smith para inclui-la em minha meta de leituras para esse ano.

2-Quarto de Despejo de Carolina Maria de Jesus. Julgo ser esse um livro essencial. E, sendo assim, já passou, e muito, da hora de ler.

3-A Independência do Solo que Habitamos: Poder, Autonomia e Cultura Política na Construção do Império Brasileiro – Sergipe (1750-1831) de Edna Maria Matos Antonio. Tese de doutorado, transformada em livro através do Programa de Publicações Digitais da Pró-Reitoria de Pós-Graduação da Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho (UNESP). Para conhecer um pouco mais a fundo sobre como se deu o processo de emancipação política de Sergipe.

1-“Maus” de Art Spiegelman. Clássico quadrinho vencedor do Pulitzer. Uma visão diferenciada dos horrores da Segunda Guerra, objeto de estudo em várias especialidades. Decidi que esse ano tenho de ler essa obra-prima, mesmo que para isso precise compra-la.

2-“Placas Tectônicas” de Margaux Motin. Tenho visto tanta gente boa falando bem dessa HQ que resolvi arriscar. Pelo que já li sobre ela é coisa fina e promete.

3-“Campos de Batalha” de Garth Ennis (texto) e Russ Braun e Peter Snejbjerg (desenhos). Desde que tomei conhecimento da existência de um esquadrão de pilotas russas enviadas em missões noturnas contra os nazistas na Segunda Guerra me interessei em saber mais sobre elas.

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TAG: LIVROS 2016

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Há exatamente um ano eu era tagueado pelo Mestre Ben Hazrael, dono do Cabaré das Ideias, para responder uma TAG sobre os livros lidos no ano de 2014. Já naquela data eu tinha a ideia de retornar ao texto para ver o que tinha mudado, bem como minha leitura se desenvolveu (ou regrediu) no ano de 2015 com relação ao ano anterior.

Logo depois de escrever a TAG original, adquiri de minha querida amiga Sybylla um e-reader Kindle, que, olha vou te contar, foi a melhor aquisição que já fiz na vida. Com ele voltei a ler como só tinha conseguido antes de entrar na universidade. E só não li mais, pois precisava estudar para os concursos da vida e também porque num lamentável incidente a tela do aparelhinho quebrou, impossibilitando seu uso. E, infelizmente, ainda não tive como comprar outro.

Mas isso é história para outro texto, o qual, aliás, já está quase pronto pra nascer. Por agora voltemos às minhas leituras nesse ano de 2015 e os meus planos para o ano que vem:

2015

  1. Um livro que te surpreendeu em 2015?

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“O Hobbit” de J. R. R. Tolkien. Finalmente tive a oportunidade de ler o tão famoso livro de Tolkien, tão amado por tantos. E foi uma surpresa imensa descobrir uma leitura leve, intensa e cheia de emoção e aventura, bem diferente de tudo o que esperava em virtude de minha experiência com “A Sociedade do Anel”. Bem menos detalhista que a saga da Guerra do Anel, esse livro é do tipo que considero um perfeito exemplo de obra infanto-juvenil, ou seja, direcionado para crianças, mas que qualquer adulto consegue ler sem achar a leitura chata.

  1. Um livro que te decepcionou em 2015?

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Eu poderia dizer “Os Segredos do Nazismo” de Sérgio Pereira Couto. Mas vou ficar com “Operação Cavalo de Tróia 3 – Saidan” de J. J. Benítez por dois bons motivos. Primeiro: eu já citei a obra de Sérgio Pereira Couto nessa outra TAG sobre arrependimentos literários. Segundo: apesar de toda a galhofada do Benítez em afirmar que a história de seus “Cavalo de Tróia” é real, eu gostei bastante do primeiro livro (tirando a parte introdutória. Essa só foi capaz de me levar a risos e muita vergonha alheia). Mas para tanto, foi preciso esquecer a lenga-lenga do autor e encarar toda a história como uma ficção científica, cuja premissa básica seria o hight-concept: e se pudéssemos voltar no tempo e testemunhar a veracidade da ressurreição de Cristo? Com isso em mente a história é bem interessante. Ainda assim, mesmo nesse primeiro livro, já esgota um pouco todo o papo pseudo-místico-religioso. O que eu não esperava é que o terceiro livro da série fosse basicamente todo baseado nesse papo, que, analisando direitinho, não diz nada com nada. Isso sem falar na parte introdutória, que, a exemplo do primeiro livro, se propõe a contar como Benítez conseguiu ter acesso a documentação base para os livros. Um primor de vergonha alheia.

  1. A melhor adaptação que você viu em 2015?
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Imagem do W Arte Pop

Quando respondi a TAG no ano passado, eu respondi que estava ansioso por assistir “Jogos Vorazes A Esperança Parte 2”. Mas acabou que nem consegui assistir o filme ainda. De fato assisti bem poucos filmes dos lançados em 2015. Por isso a resposta aqui vai ser a coletânea de filmes da série Harry Potter. Apesar de ter bastante críticas a adaptação das obras para a telona, ainda assim são filmes muito bons.

  1. Um livro que não conseguiu terminar em 2015?
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Imagem do Mais Leitura BCO

“História Geral da África, vol. I” de J. Ki-Zerbo (org.). O livro é parte de uma coletânea em oito volumes publicada pela Unesco, escrita e produzida por mais de 350 especialistas das mais variadas áreas do conhecimento, sob a direção de um Comitê Científico Internacional formado por 39 intelectuais, dos quais dois terços eram africanos e é uma joia inestimável de conhecimento sobre a África. Denso e minucioso é uma obra para ser estudada, muito mais que apenas lida. Por isso mesmo ainda não consegui terminar sua leitura. Isso e às mais de 900 páginas que compõem só esse primeiro volume. E para os interessados, o site da Unesco disponibiliza gratuitamente os livros no formato PDF em seu site.

  1. Quantos livros você conseguiu ler em 2015?

Segundo minhas anotações no Skoob eu li 26 livros e somente cinco Quadrinhos. Achei muito pouco, pois esse é praticamente o mesmo número de livros que li um ano antes. E quanto aos Quadrinhos li menos ainda, pois um ano antes eu tinha lido bem uns trinta títulos. Mas se a quantidade não foi lá essas coisas, a qualidade das obras foi muito melhor.

2016

  1. Um livro que está ansioso pelo lançamento em 2016?

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Continuo completamente por fora dos lançamentos literários. E já que Universo Desconstruído Vol. II  já foi lançado (não comecei a ler ainda porque quero ler no kindle, na telinha do celular é muito cansativo), não estou particularmente ansioso por nenhum  outro lançamento.

  1. Um (ou mais) desafio que se dispôs a participar em 2016?

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“Desafio literário? Pra mim vai ser aumentar o número de livros lidos nesse ano, já que li poucos no ano passado. Quero ler mais e diversificar mais minhas leituras. Quero fugir do mais do mesmo.” Essa foi minha resposta no ano passado e continua valendo para esse ano. Antes do kindle quebrar eu tinha separado alguns clássicos da literatura mundial e brasileira para ler ou reler. Títulos de Dostoievski, a saga “O Tempo e o Vento” de Érico Veríssimo e “As Veias Abertas da América Latina” de Eduardo Galeano. Esse será meu verdadeiro desafio para esse ano.

  1. A adaptação mais aguardada por você em 2016?

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Eu nunca fui muito fã do Superman nos quadrinhos, embora sempre tenha surpresas até que agradáveis quando o personagem vai para outras mídias, como o cinema ou a tela da TV. O mesmo vem acontecendo com o Capitão América. O primeiro filme foi ok, legalzinho, mas o segundo foi muito bom! Por isso estou bem ansioso para assistir “Capitão América: Guerra Civil”. Outra adaptação pela qual estou muito ansioso é “Mulher Maravilha”, mas estou com um pezinho atrás, com medo de que façam besteira. Na realidade estou mesmo é tentando manter a expectativa baixa para não me decepcionar.

  1. Uma leitura que pretende retomar em 2016?

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“Os passageiros do Vento 3 – A Feitoria de Judá” de François Bourgeon. Considerada a obra-prima de François Bourgeon, a série Os Passageiros do Vento conta a história da nobre Isa que teve sua identidade roubada em aventuras pelo oceano no século XVIII. Leitura encantadora, lindamente ilustrada pelo próprio Bourgeon, parei a leitura no livro 2 “O Pontão” e pretendo retomar lendo esse livro 3, o livro 4, “A hora da Serpente” e o quinto e último livro intitulado “Ébano”.

  1. Três livros da sua meta para 2016?

Baixar-Livro-Americanah-Chimamanda-Ngozi-Adichie-em-PDF-ePub-e-Mobi                       preconceito linguistico                      As veias abertas da america latina

1-“Americanah” de Chimamanda Ngozi Adichie. Li como aperitivo “Sejamos Todos Feministas” e me encantei. Agora mais do que nunca quero ler e ter esse livro em minha estante.

2-“Preconceito linguístico: o que é, como se faz” de Marcos Bagno. Recomendação da Samantha do Meteorópole. Por se tratar de um assunto que considero muito importante não vejo a hora de começar a lê-lo.

3-“As Veias Abertas da América Latina” de Eduardo Galeano. Esse eu já iniciei a leitura tem pouco menos de uma semana. Por algum mistério insondável nenhum professor na universidade julgou que deveríamos ler. Agora estou correndo atrás do prejuízo.

No ano passado eu tinha de repassar o desafio. Vou manter a ideia e marco para responde-lo a minha amiga Jéssica Amaral, que depois de muitas tentativas iniciou o promissor Chocolate Por Obséquio. Aproveito para marcar também minha outra querida amiga/irmã Dani, que, ainda não escreve em nenhum blog, mas que já passou da hora de se aventurar por essas sendas.

E quem se sentir a vontade pode responder também. No seu blog ou aqui nos comentários.

TAG: SKOOB – MINHA ESTANTE VIRTUAL

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O Skoob é um tipo de rede social de leitores usada para facilitar a organização de todo o material já lido por alguém ou que pretende ler. E também serve para se conhecer outros apaixonados por leitura.

A ideia da TAG surgiu nesse post na página do Skoob no Facebook. Vários blogs responderam, dentre eles o Meteorópole e o Momemtum Saga. As respostas da Samantha você pode conferir aqui e as da Sybylla aqui. E como não poderia deixar de ser fui marcado pela Sybylla para responder também. Abaixo você pode conferir minhas respostinhas básicas:

  1. Quantos livros lidos você tem na sua aba LIDO no skoob?

No momento tenho 159 livros, 91 quadrinhos e 8 revistas. Acredito que, dos livros, eu tenha conseguido registrar a maioria, mas quanto aos quadrinhos e revistas tem vários que eu simplesmente não lembro os títulos e por isso não os registrei.

  1. Qual livro você está lendo?

Em teoria eu estou lendo 5 livros. Digo em teoria porque dois deles, “O Espírito das Leis” e “História do Pensamento Geográfico e Epistemologia em Geografia” estão mais para abandonados. O primeiro porque precisei devolver a Biblioteca e o segundo por falta de tempo. Já a leitura dos 3 restantes tem me ocupado bastante.

O Espirito das Leis Martins Fontes

  1. Quantos livros tem na sua aba QUERO LER?

Tenho 16. Além dos volumes da Coleção Operação Cavalo de Troia (uma série que acho muito instigante e sobre a qual ainda escreverei algumas linhas nesse blog), tenho muita vontade de ler “Ensaio Sobre a Cegueira” e “Crime e Castigo”. Na realidade eu quero ler vários livros de Dostoiévski.

  1. Você está relendo algum livro? Qual é?

No momento não estou relendo nenhum. Até flertei com “O Senhor dos Anéis – A Sociedade do Anel”, mas optei por ler aqueles que ainda me são inéditos.

  1. Quantos livros você já abandonou? Quais são eles?

Apenas dois. Acho que “O Mundo de Sofia” foi o primeiro livro que abandonei na minha vida. A professora de Introdução ao Pensamento Geográfico (disciplina que cursei em meu primeiro semestre na universidade) pediu para que lêssemos o livro mais famoso de Jostein Gaarder. Mas, sendo bem sincero, achei a obra muito chata e Sofia uma personagem muito insossa. Os elogios para a obra são rasgados, mas gosto é assim mesmo né? O outro é “Os Sertões”. Embora o adore (já li vários trechos dele e já fiz um trabalho bem legal sobre a segunda parte O Homem na época de escola), esse é um livro complexo cuja leitura requer muita atenção e cuidado. Por isso quero retornar a ele num momento apropriado onde possa me dedicar exclusivamente a sua leitura.

Os Sertões Blog Folha

  1. Quantas resenhas você tem cadastradas no skoob?

Apenas duas. Uma que é quase um resumo da minha resenha para o “Guerra Justa” que fiz aqui mesmo no blog e outra de um livro que adoro da minha época de adolescência, “Uma Chance na Vida”. Sou de escrever poucas resenhas, mas quero me esforçar mais nesse ponto.

  1. Quantos livros avaliados você tem na sua lista?

São 133 os avaliados. Gosto de avaliar os livros que leio, os filmes que assisto, os discos que escuto. Na época de escola cheguei a fazer uma lista com os livros e filmes que li e assisti, todos devidamente avaliados com notas entre 0 e 10. Pena que perdi essas listinhas.

  1. Na aba FAVORITOS, quantos livros você tem registrados? Cite alguns.

Tenho 24 livros marcados como favoritos, e mais 25 quadrinhos. Ao contrário da música e do cinema onde tenho a minha cantora preferida e meu filme preferido, eu não tenho um único livro como sendo o preferido. Mas tenho um carinho muito especial pelo “Os Barcos de Papel” do meu conterrâneo José Maviael Monteiro e “Éramos Seis” de Maria José Dupré. Outro que adoro é “Doze Contos Peregrinos” de Gabriel Garcia Marques.

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Qualquer dia conto como encantei com esse livro

  1. Quantos livros você tem na aba TENHO?

Tenho 18 livros, marcados, mas essa numeração é incorreta, pois recentemente adquiri um Kindle que veio com um caminhão lotado de livros arquivados. E eu contabilizo os livros digitais também. Mas livro físico mesmo eu tenho poucos. Uns dez acredito.

  1. Quantos livros você tem nos DESEJADOS?

No momento não tenho nenhum livro desejado justamente por ter conseguido esses com o Kindle.

  1. Quantos livros emprestados no momento? Quais?

Tenho apenas um como emprestado e fiz questão de marca-lo assim porque o emprestei há mais de 15 anos e nunca mais vi nem sombra de sua capa! É tipo um lembrete para nunca mais emprestar livros. “Convite Para um Homicídio” de Agatha Christie é o sumido, um dos primeiros livros que comprei com meu dinheiro.

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Procura-se :D

  1. Você quer trocar algum livro? Quais são?

Por enquanto não tenho interesse em trocar livros.

  1. Na aba META, quantos livros você tem marcados? Cumpriu essa meta?

São 26 os livros e um quadrinho que coloquei até agora como meta de leitura para o ano. Marquei esse número justamente por ser o desafio que me impus lá na TAG: Livros. Até agora consegui ler 12 livros, um total de 4.353 páginas lidas num ritmo de 20 páginas por dia.

  1. Qual é o número no teu paginômetro? (contador de páginas já lidas)

Contabiliza 30.133 páginas lidas.

  1. Qual o link do teu perfil do Skoob?

Humberto Junior. Fiquem a vontade para adicionar e/ou seguir.

E vocês? Também tem contas no Skoob? Contem aí!

TAG: O QUE VOCÊ MOSTRARIA AOS ETs CASO TIVESSE QUE INTRODUZI-LOS À MUSICA, LITERATURA E CINEMA HUMANOS?

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A ideia dessa TAG surgiu lá no sempre excelente Cabaré das Ideias sabiamente capitaneado pelo querido Mestre Ben Hazrael. E parte de uma premissa muito simples, mas ainda assim genial: os ETs chegaram e você precisa apresenta-lo à Música, Literatura e Cinema humanos. E agora? Quais seriam suas escolhas?

Não satisfeito em responder essa questão, o Ben ainda convidou quem quisesse a se juntar nesse exercício bacana de imaginação. Então, me pus no lugar do próprio Zefram Cochrane recepcionando os Vulcanos como mostrado em Jornada nas Estrelas: Primeiro Contato e preparei uma listinha bacana do que ouvir, ler e assistir para nossos novos amigos do espaço. Portanto pegue sua Cerveja Romulana e confira minha seleção:

Toca aqui, amizade!

Toca aqui, amizade!

MÚSICA

Igual ao Zefram eu apresentaria aos nossos colegas interplanetários uma boa dose do melhor rock’n’rool. Uma boa seleção do Led Zeppelin com o melhor de seus quatro primeiros álbuns seria um bom início. Daria continuidade com “Jagged Little Pill” de Alanis Morissette e “Horses” de Patti Smith. E por que não algumas doses de Black Sabbath e Pink Floyd? “Paranoid” e “Dark Side on The Moon” são ótimas pedidas. E mantendo o espírito espacial poderíamos finalizar o momento Rock com “The Rise and Fall of Ziggy Stardust and the Spiders From Mars” do camaleônico (e meio alien também) David Bowie.

Led Zeppelin vestidos a caráter

Led Zeppelin vestidos a caráter

Lógico que teremos música clássica também. Além do óbvio três “Bs”, Brahms, Bach e Beethoven, ouviríamos muito Tchaikovsky e Mozart. Faria questão que ouvissem ainda “No Antro do Rei da Montanha”, da peça Peer Gynt do Norueguês Henrik Ibsen, pois é uma música que adoro e faz parte da minha infância graças a abertura do Inspetor Bugiganga. E, logicamente, Heitor Villa-Lobos não poderia faltar, não apenas por ser brasileiro, mas por ser igualmente excepcional!

E já que falamos de música brasileira, claro que vou apresentar muito de nossa música, em especial dois ritmos bem característicos nossos. Primeiro um bom samba com as lindas composições de Cartola e Dona Ivone Lara, para então botar os aliens pra dançar um bom forró ao som de uma boa seleção de Luiz Gonzaga e Dominguinhos (imagino-os tentando compreender todas as particularidades de “A Triste Partida” do genial Patativa do Assaré).

LITERATURA

Não tem para onde correr. Na literatura eu tenho que mostrar H. G. Wells e seu “A Guerra dos Mundos”, bem como Júlio Verne e “Da Terra à Lua”. Na realidade eu apresentaria boa parte da obra de ficção científica produzida, mas com um destaque especial para a obra de Isaac Asimov sobre os robôs. Acredito que os aliens ficarão muito interessados em nosso fascínio por essas máquinas.

Imagem do brasileiro Henrique Alvim Corrêa para uma edição belga de

Imagem do brasileiro Henrique Alvim Corrêa para uma edição belga de “A Guerra dos Mundos” (Imagem: Wikimedia)

E nossas motivações e emoções? Com certeza isso seria de muito interesse! Acredito que um pouco de Kafka cairia muito bem, assim como os russos Maximo Gorki, Liev Tolstói e Fiódor Dostoiévski.

Teria muito gosto ainda de apresentar um pouco do que tenho lido recentemente e de alguns que ainda quero ler. “Universo Desconstruído” está na lista com certeza. Outro livro certo nessa lista é “Americanah” de Chimamanda Ngozi Adichie. São obras que refletem muito bem a atual situação de nossa sociedade humana.

Algo que eu gostaria de apresentar aos aliens seria nossa religiosidade. Por isso apresentaria a eles os chamados livros sagrados. Não apenas a Bíblia, obviamente, mas também o Tripitaka do budismo, os Vedas do hinduísmo, o al-Qurʾān do islamismo dentre outros. Penso que esse seria um rico material para um entendimento mais pleno dos seres humanos, com todas as nossas contradições.

Um mundo rico em religiosidade

Um mundo rico em religiosidade

CINEMA

E se a questão é mostrar nossa capacidade para o melhor e para o pior, o cinema é perfeito para essa missão. Uma seleção de bons filmes sobre a Segunda Guerra Mundial é a pedida mais que obrigatória nesse caso. Filmes como A Lista de Schindler, A Vida é Bela, O Resgate do Soldado Ryan, O Grande Ditador, A Ponte do Rio Kway, Cartas de Iwo Jima, A Queda: As Últimas Horas de Hitler etc.

Mas nem só de guerras são feitos os seres humanos. Também somos capazes de rir. Por isso boas comédias precisam constar do cardápio. Nada dessas comédias besteirol. Prefiro aqui tratar de bons filmes que sabem rir sem forçar a barra e nesse quesito considero os filmes da Pixar como sendo simplesmente perfeitos. Wall-E e Up-Altas Aventuras são a pedida salutar.

Finalmente a nossa admiração pelos mistérios do espaço, do tempo e do desconhecido é bela e desafiadoramente revelada em longas como 2001: Uma Odisseia no Espaço, Interestelar, O Segredo do Abismo, Gravidade, O Planeta dos Macacos (1968), O Enigma do Horizonte, Apolo 13: Do Desastre ao Triunfo, De Volta Para o Futuro e Contato. E, claro, fechando o ciclo, todos os filmes da série Jornada nas Estrelas não poderiam faltar aqui, afinal, eles tratam de todos os outros temas acima citados.

E vocês, o que vocês mostrariam para os visitantes do espaço a respeito da humanidade nesses três campos. Responde aí, pode ser nos comentário, pode ser no seu blog. Fique a vontade! Não nos deixe de contar!

Para ver quem já respondeu, é só clicar:

Cabaré das Ideias

Momentum Saga

Meteorópole

TAG: ARREPENDIMENTOS LITERÁRIOS

Já faz mais de um mês que a Samantha me marcou nessa TAG do Litteratura Mundi. Demorei pra responder porque estava meio ocupado com demandas do trabalho e também porque fiquei uns 15 dias completamente off da internet. Mas hoje tomei vergonha na cara e respondi as perguntas. Jogo rápido.

Tenho gostado muito de responder essas TAGs. Como já disse uma vez, elas são ótimas maneiras de conhecer novos blogs e novos leitores. E tenho percebido que sempre que publico uma, novos leitores aparecem aqui pelo Habeas Mentem.

livros

Também foram marcados para responder a Sybylla do Momentum Saga e o Sandro Moura do Tiozinho Nerd. As respostas da Samantha podem ser conferidas aqui.

  1. Qual livro você se arrependeu de comprar porque “logo depois” encontrou por um valor bem mais baixo?

O Senhor dos Anéis A Sociedade do Anel

“O Senhor dos Anéis – A Sociedade do Anel”. Comprei o livro por cerca de R$25,00, isso na época em que o primeiro filme da trilogia estreou. Só para descobrir um mês depois que a livraria pôs os três livros da coleção em promoção por R$50,00.

  1. Qual livro você se arrepende por não ter lido antes?

Trilogia Jogos Vorazes

Os livros da série “Jogos Vorazes”. Sempre tive um certo preconceito com sucessos comerciais e Best Sellers e os recentes “Crepúsculo” e “50 Tons de Cinza” não ajudaram muito a melhorar esse sentimento. Ainda assim, sempre que possível dou uma chance a esse tipo de material lendo-o na primeira oportunidade ou quando algum amigo me indica ou empresta o livro. Foi assim com os livros da autora americana Suzanne Collins. Foi graças ao incentivo da Sybylla e as suas resenhas sempre positivas dos livros e filmes (na época o segundo filme da série tinha acabado de estrear), me levaram a ler o primeiro livro. E hoje me arrependo amargamente de não ter lido antes.

  1. Se arrependimento matasse, qual livro lido seria o responsável?

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O mais recente é sem dúvida “Os Segredos do Nazismo” de Sérgio Pereira Couto. As Guerras Mundiais sempre me fascinaram e gosto de ler tudo sobre os conflitos. Esperava com esse livro aprender bastante sobre um dos tópicos mais controversos a respeito do Nazismo: o ocultismo. Infelizmente um livro mal escrito, repleto dos mais variados erros e com pouca coerência estragaram uma temática que poderia ter sido riquíssima.

  1. Em relação ao mundo literário, do que mais se arrepende?
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Biblioteca Central da Universidade Federal de Sergipe, imagem do fotografiaufs.wordpress.com

Do período em que fiquei sem ler quando estava na universidade. Foram sete anos e meio lendo apenas os livros pedidos nas disciplinas. Sinto muito remorso de ter aproveitado tão pouco a biblioteca da universidade.

  1. Já se arrependeu por emprestar algum livro?

Agatha Christie

Vários! Boa parte dos meus livros da série Vaga-Lume se perderam porque emprestei para alguns colegas de escola, que me deram o cano sumindo com os livros. Também me arrependo bastante de ter emprestado dois livros da Agatha Christie em encadernação de luxo. “Convite Para um Homicídio” jamais retornou e “Assassinato no Expresso do Oriente” retornou todo machucado.

  1. Qual autor você não se arrepende de ter dado uma chance?

Os Elefantes Não Esquecem

Com certeza a Rainha do Crime, Agatha Christie. Apesar de não ser muito fã do gênero em si, gosto muito da maneira como a autora elabora e conduz suas tramas. O primeiro livro seu que li foi “Os Elefantes Não Esquecem” que peguei emprestado da coleção de minha avó materna. Foi o início de um vício que dura até hoje.

  1. Se você tivesse que escolher apenas um autor para ler pra sempre, escolheria sem arrependimentos…

George-RR-Martin

Aqui eu vou ficar dividido entre Stephen King e George R.R. Martin. Mas como esse empate não consta nas regras da brincadeira, escolho o George R. R. Martin. Por quê? Sendo bem sincero tomei essa decisão no cara ou coroa!

  1. Uma frase relacionada a esse sentimento:

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“O que me interessa são os livros de ficção, os estudos a respeito do jogo das motivações humanas e das emoções…”

Herbie em “Eu, Robô”

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Os interessados fiquem a vontade e sintam-se devidamente tagueados para responder em seus blogs ou nos comentários! Conta pra gente seus arrependimentos literários!

BLOGAGEM COLETIVA: LIVROS QUE INSPIRARAM SUA INFÂNCIA

Depois de ter sido convidado pela Samantha para escrever uma guestpost sobre por que escolhi a Geografia, dessa vez fui convidado pela minha querida amiga Lady Sybylla a participar dessa Blogagem Coletiva falando sobre os livros que inspiraram minha infância.

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Para mim é relativamente fácil apontar tais livros. Afinal, muito do meu gosto pela literatura se deu através da leitura dos livros da coleção do Sítio do Pica-Pau Amarelo, do Monteiro Lobato. Ainda antes de ter aprendido a ler, as coloridas capas da coleção que minha mãe tinha já chamavam minha atenção do alto da estante de nossa sala. Essa era uma coleção de luxo contendo todos os 23 livros do Sítio divididos em oito volumes, todos de capa dura e ricamente ilustrados. As vezes minha mãe me deixava ver os livros e então era hora de me encantar com as lindas gravuras de Manoel Victor Filho. Quando finalmente aprendi a ler, lá pelos meus sete anos, era a hora de descobrir aquele fantástico mundo encantado do Sítio.

A Linda Coleção de 8 Volumes do Sítio que minha mãe tinha lá em casa. Essa imagem foi tirada da internet, mas é incrível que os estado seja similar ao que deixei os livros depois de uma infância de leitura.

A Linda Coleção de 8 Volumes do Sítio que minha mãe tinha lá em casa

Igual a inúmeros outras crianças brasileiras, passei boa parte de minha infância na companhia de Pedrinho, Narizinho, Emília, Dona Benta, Tia Nastácia. Momentos onde a leitura se mesclava ao gosto pelo conhecimento à medida que ia aprendendo sobre astronomia, mitologia, história, geografia e demais ciências. Os livros do Sítio do Picapau Amarelo não foram somente minhas primeiras leituras, mas também as primeiras a me inspirarem.

Pedrinho e o Saci

Pedrinho e o Saci num acalorado debate sobre a civilidade dos seres humanos. Ilustração de Manoel Victor Filho.

Ainda hoje tenho um carinho enorme por essa coleção e volta e meia estou relendo algum trecho, quando não todo o livro.  Todos os livros são excelentes fontes de informação e entretenimento mais que recomendadas para as crianças, porém alguns foram especialmente marcantes para mim.

“O Saci” é de todos o livro que mais me encanta. Primeiro porque o li todo em apenas uma tarde, algo que me deixou extasiado. Segundo porque era o tipo de aventura que eu mesmo adoraria ter vivido: capturar um saci e com ele viver uma noite de aventuras e experiências fascinantes na mata fechada, descobrindo e aprendendo todo um mundo novo e fascinante. Terceiro porque foi nesse livro que tive minhas primeiras aulas de filosofia e sociologia, através de um saci que ousava pôr em dúvida a inteira sociedade humana cheia de egoísmo e pensamentos belicosos. Foi com esse livro que, muito mais que o gosto pela leitura, aprendi o gosto pelo pensar no porquê das coisas!

“Viagem ao Céu” é outra aventura deliciosa. O pessoal do Sítio depois de algumas aulas de astronomia resolvem visitar e ver pessoalmente tudo quanto tinham aprendido. Uma verdadeira visita técnica pelo Sistema Solar. O livro inteiro é uma deliciosa aventura envolvendo ciência pura (ciência dos anos 30, quando o livro foi escrito e publicado) com pitadas generosas e imaginação e fantasia. Encontramos na Lua São Jorge (que depois de séculos de luta com o Dragão acaba por desenvolver uma relação de camaradagem com o bicho), muitos perigos ao encontrar uma civilização marciana invisível, passeios de deslizar pelos anéis de Saturno e até mesmo o encontro com um Saturnino simpático que resolvera dar as boas-vindas aos visitantes inesperados. Houve tempo até para encontrar um anjinho de asa quebrada na Via Láctea! Em resumo: um show de imaginação que me encantava, mas que também instruía. Foi nesse livro que aprendi o nome dos (então) nove planetas do Sistema Solar e de vários de seus satélites naturais, bem como a história de ilustres astrônomos como Giordano Bruno e Galileu Galilei.

Um fato curioso dessa obra é que em plena década de 30 Monteiro Lobato meio que adivinhou que existia um pouco de água na Lua no fundo de crateras, quando, num diálogo, São Jorge faz a revelação à turminha do Sítio. Pois os cientistas descobriram gelo no fundo de algumas crateras mais de 70 anos depois disso ter sido escrito!

“A Chave do Tamanho” divide com “O Saci” o posto de meu livro preferido de toda coleção. A história se passa no auge da Segunda Guerra Mundial, quando Emília decide que ela precisa dar um jeito de acabar com aquela guerra sem sentido. Assim ela viaja usando o pó de pirlimpimpim até a distante e misteriosa Casa das Chaves, um lugar onde supostamente existiam as chaves reguladoras de tudo no mundo. Um tipo de central de controle como aquelas de energia. Pela lógica emiliana, deveria existir uma chave que regulava a guerra e essa tinha sido ligada por alguém. Cabia então a própria Emília desliga-la. Mas como as chaves não possuíam identificação de nenhum tipo, a chave desligada foi a do Tamanho levando a uma instantânea miniaturização de toda a humanidade. A partir daí o livro narra as aventuras de Emília retornando ao Sítio e verificando como a miniaturização trouxe profundas modificações no modo de viver da humanidade. Se por um lado a guerra acabara, pela simples impossibilidade das tropas inimigas poderem manejar suas modernas máquinas de matar, por outro milhares de pessoas morreram frente a novos e letais inimigos: ratos, aranhas, baratas, passarinhos, que vinham na humanidade “apequenenada” uma nova e suculenta fonte de alimentação.

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O Pôr-do-Sol de Trombeta. Ilustração de Manoel Victor Filho.

Esse livro de Lobato sempre me encantou pelos profundos questionamentos que ele lança sobre a suposta superioridade intelectual do ser humano enquanto espécie dominante do planeta. Assim como no “O Saci”, aqui a humanidade é retratada como uma espécie capaz de prodígios incríveis como a invenção do avião, ao mesmo tempo em que pega esses incríveis prodígios para usá-los para matar pessoas. É também um modo sútil do autor pôr nas crianças suas esperanças na humanidade. Lobato deixa claro que a humanidade grande (os adultos) são capazes de monstruosidades como a guerra, enquanto a humanidade pequena (as crianças) tem outras preocupações menos mortíferas.

“A Chave do Tamanho” é um livro riquíssimo cheio de questionamentos e reflexões sobre guerra, morte, sociedade humana e muito mais. Tudo isso sem ser chato ou enfadonho. Muito pelo contrário, é um livro de leitura fácil, agradável e prazerosa. Apesar de maior que “O Saci”, eu sempre o lia em poucas horas. É o livro de Lobato que mais fortemente indico a qualquer um. Como curiosidade, é desse livro uma das ideias mais lindas de Lobato: a ideia do Pôr-do-Sol de Trombeta que você pode conferir aqui.

Monteiro Lobato tinha um jeito especial de escrever para as crianças. Ao encarar as crianças como seres inteligentes, Lobato conseguia algo raro mesmo hoje. Ele era capaz de dialogar com a criança, interagir com ela. Não os tratava como seres inferiores, mas como pessoas que ainda não tinham adquirido a carga de conhecimento e experiência dos adultos.

O QUE PERCEBI COM A BLOGAGEM COLETIVA:

Quando aprendi a ler criei um verdadeiro vício pela leitura. Eu lia de tudo. Mas nessa fase foram realmente os livros do Sítio que mais me marcaram. Foi com eles que aprendi a ter gosto pelo aprendizado em si, pela sede de saber as coisas, assim como pela leitura obviamente. Muitos outros livros viriam a me marcar depois, mas foram esses os quais guardo com carinho dessa época. E, embora já gostasse de quadrinhos, tenho comigo a vívida impressão que os belos desenhos que ilustravam a obra ajudou e muito a aumentar o meu gosto pela assim chamada nona arte.