MAIS 10 DOS MEUS CLIPES MUSICAIS PREFERIDOS

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Quando criei a primeira lista com meus clipes musicais preferidos, eu já estava a mais de um mês sem postar nada no blog. Preso na imensa papelada de documentos que o final de ano me traz de presente, estava também sem nenhuma perspectiva de conseguir finalizar algum texto a tempo de publicar até a virada do ano. Para não ficar tanto tempo sem postar nada, saquei uma ideia antiga da mente e listei dez dos meus clipes musicais preferidos.

Pensando em dar continuidade à lista – até porque me lembrei de vários outros clipes igualmente legais – fui anotando meus preferidos para essa continuação. Novamente destaco que essa lista não tem a pretensão de listar os melhores videoclipes da música. Apenas vou citando aqueles que mais me agradam por uma série de razões, entre elas, a capacidade de dialogar em algum grau comigo ou por questões puramente técnicas e estéticas.

No primeiro texto, aliás, boa parte dos clipes listados me encanta principalmente por seu apelo visual ou esmero técnico. O belo uso do plano fechado nos vídeos de “Survivor” de Clarice Falcão e, especialmente, em “Nothing Compares 2U” de Sinéad O’Connor, a edição simples, porém eficiente de “Single Ladies” de Beyoncé ou ainda a beleza estilizada de “Busca Vida” do Paralamas do Sucesso são exemplos perfeitos disso. Ainda assim sobrou espaço para o encantador (e totalmente datado) “Lost in Love” do Air Supply, e todo seu visual de gosto meio duvidoso (ou por causa dele mesmo). Na atual lista, apesar de termos belíssimos exemplos do uso das técnicas de edição, filmagem, fotografia etc., acabei citando muito mais exemplos de clipes de puro encantamento visual. Apesar de também serem tecnicamente impecáveis, foi pensando mais no impacto emocional causado por eles que procurei pautar as escolhas.

O resultado você confere abaixo:

Perfeição – Legião Urbana

A Legião Urbana gravou poucos clipes e, para falar a verdade, a maioria deles são bem ruinzinhos. Foi somente no último que a banda conseguiu acertar, entregando um vídeo muito bonito e com uma produção caprichada. Sendo esse o clipe da segunda melhor música do disco só contou a favor.

Losing My Religion – R.E.M.

Eu estava na seção das televisões de uma loja qualquer de eletrodomésticos, quando, começou a passar esse clipe quando o assisti pela primeira. Apesar de não poder ouvir a música fiquei encantado com a bela fotografia do vídeo e com a sua forte simbologia (e isso numa época em que eu sequer sabia o que era simbologia). Somente anos depois, quando já escutava o R.E.M. fui descobrir que uma das minhas canções preferidas do grupo tinha esse vídeo como clipe musical.

Don’t Go Away ­– Oasis

Foi justamente com “Don’t Go Away” que conheci o Oasis, isso quando eles já se achavam a última coca-cola gelada do deserto ao meio dia. O irmão beatlemaníaco de um amigo me emprestou uma fita VHS com o filme “Yellow Submarine” e uma miríade de videoclipes diversos, dentre eles o dessa canção, que, ao lado de “Stand by Me” é a única coisa que presta do disco Be Here Now. No entanto, as belas imagens evocando as obras de Rene Magritte (pintor que eu já começava a conhecer) me pegaram de jeito na madrugada chuvosa em que o assisti pela primeira vez. O clipe de “Wonderwall” com suas imagens em preto e branco é até mais bonito, mas “Don’t Go Away” ainda hoje é o meu preferido filmado pelos malas sem alça dos irmãos Gallagher.

Bad – Michael Jackson

No post anterior comentei sobre aquela época em que ficávamos aguardando o mais novo clip da rainha ou do rei do pop no fim do Fantástico. Falei do meu clipe preferido da Madonna, mas esqueci de falar daquele que deve ser o dono dos clipes mais legais da história da música: Michael Jackson. Apesar de “Thriller” ser o mais famoso, meu preferido sempre foi “Bad”, pois foi o primeiro que assisti, justamente no final do jornalístico dominical da Globo. Lembro até hoje da reação espontânea (e espantada) de minha mãe ao assistir o vídeo: “Oxi! Michael Jackson é branco agora?!”

Minha Alma (A Paz Que Não Quero) – O Rappa

Um grupo de crianças reunindo-se na periferia de alguma grande cidade marcam uma saída para se divertir. Logo em seguida ouve-se os primeiros versos: “A minha alma está armada/ e apontada para a cara do sossego.” Pronto! Bastou isso para me impressionar com esse que é um dos mais belos e contundentes clipes já filmados no Brasil. E isso logo na sua estreia na MTV. Poucas vezes crítica e reflexão social foram tão bem casadas entre texto e imagem.

Bitter Sweet Symphony – The Verve

A canção por si só já é meio hipnótica com aquela melodia se repetindo do começo ao fim. Junte a isso um vídeo onde o vocalista da banda se põe a cantar enquanto caminha por uma rua qualquer de Londres sem se preocupar em desviar das pessoas, chegando a derrubar algumas inclusive, tudo isso gravado em apenas dois planos contínuos e quase sem cortes. O resultado: um dos clipes mais hipnóticos e clássicos da música. Agora, se as pessoas com quem o cantor esbarra na rua são atores de fato ou não, isso eu já não faço a menor ideia.

One of Us – Joan Osborne

A primeira vez que escutei essa baladinha nada romântica foi na coletânea Rock Ballads lá no já distante ano de 1998. Logo de cara a melodia e a voz de Joan Osborne me encantaram. Aí fui traduzir a letra e encontrei uma série de reflexões sobre Deus e a humanidade que me deram muito sobre o que pensar. Somente muito depois fui conhecer o clipe que, com seu desfile de figuras tão exoticamente normais – além dos planos fechados no rosto de Joan, falando pelo lado técnico que mais me atrai nos clipes –, serviu para selar em definitivo meu encanto pela canção.

Hey Brother – Avicii

Para não dizer que só gosto de clipes antigos, me encantei com esse belo vídeo sobre os laços de amizade e fraternidade que surgem no contexto da vida de veteranos de guerra. No vídeo vemos a relação de companheirismo de dois amigos que, à medida que o vídeo se desenrola percebemos serem filhos de dois combatentes. A história não deixa muito claro, mas aparentemente esses soldados foram mortos em batalha (ou ao menos um deles) e as famílias se aproximaram em virtude dessa tragédia. Apesar de ser uma estratégia manjada apelar para o sentimento patriótico em relação aos veteranos e suas famílias (isso nos EUA), o resultado final ficou realmente muito bonito.

A Estrada – Cidade Negra

Apesar de gostar muito desse clipe, na minha opinião ele teria ficado muito melhor se tivesse apenas as cenas em animação do astronauta (ou alien?) na Lua intercaladas com as cenas das crianças brincando. Ter colocado as imagens dos integrantes da banda ficou meio desnecessário para não dizer que, as cenas deles jogando bola num cenário que se propõem a imitar a baixa gravidade lunar, ficaram bem bobas. Mesmo assim gosto bastante desse clipe pela combinação bem sacada entre a solidão do ambiente lunar com a temática da solidão ao se percorrer uma estrada particularmente longa e difícil.

Stop In the Name of Love – The Hollies

Assisti esse clipe pela primeira vez lá naquela mesma fita VHS de “Don’t Go Away”. Infelizmente o vídeo não trazia as informações técnicas da canção (naquele padrão que ficou famoso com a MTV). Assim, fiquei anos sem saber quem cantava ou mesmo o nome daquela canção que, ajudado pelas imagens do clip, parecia ser repúdio a intolerância belicista de uma iminente hecatombe nuclear. Já perdia minhas esperanças de descobrir mais informações sobre o vídeo, quando, para minha surpresa, escuto a mesma canção, porém numa versão diferente, no filme X-Men Dias de um Futuro Esquecido! O resto foi moleza: uma googleada na trilha sonora do filme bastou para descobrir o nome da canção. Outra googleada e descobri que a versão do filme era a original gravada pela banda The Supremes em 1965, enquanto a do clipe que me intrigou era uma regravação feita em 1983 pela banda The Hollies que, como já comentado pesou a mão na mensagem pacifista do vídeo, isso numa canção cuja letra era só mais a falar de amor e abandono. Embora o vídeo de 83 seja exagerado, piegas e até meio cafona e bobo, fica aqui sua menção por ter permanecido um mistério para mim por quase vinte anos.

*  *  *

E vocês? Também curtem um bom vídeo clipe? Fiquem a vontade para comentar! Pode ser clipes carregado de simbolismo, filosóficos, políticos ou mesmo um mistério piegas e cafona de mais de 20 anos.

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5 BLOGS QUE SIGO E RECOMENDO

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Um amigo costuma dizer que, se você não encontrar algo na internet é porque esse algo não existe. De fato, hoje em dia, não existe virtualmente nada que não seja possível encontrarmos na grande rede. Eu mesmo encontrei na internet um literal universo de coisas que antes eu apenas sonhava um dia poder ser rico o suficiente para poder ter acesso. Coisas como ter a discografia completa do David Bowie ou poder assistir de novo aquele filme bacana que passou uma vez no InterCine e depois nunca mais outra vez. Ou ainda: poder ler todas as revistas dos X-Men (e da Mulher-Maravilha também) e aqueles gibis europeus que jamais seriam lançadas no Brasil.

Com a internet tudo isso se tornou possível graças a sua capacidade de tornar acessíveis os mais diversos e diferentes tipos de conteúdo. Já se tornou um clichê a afirmação de que nunca antes o conhecimento se tornou tão acessível quanto atualmente. Mas isso não a torna menos verdadeira. Infelizmente, o fato de toda essa informação e conteúdo estar disponível não significa necessariamente que só temos material interessante e de qualidade a disposição. Páginas, blogs, canais no Youtube e perfis em redes sociais destilando ódio, machismo, misoginia, preconceito, racismo e todo tipo de coisa similar, sob a falsa imagem da brincadeira e humor ou da hipócrita máscara da liberdade de opinião é o que não falta. E gente acessando esse tipo de lixo também não.

Pensando nisso, decidi compartilhar com vocês um pouco daquilo que costumo ler e acompanhar pela internet. São espaços onde todo esse ódio e raiva não prevalecem. Ao contrário, invés de ódio irracional e desinformação variada, procuram difundir conhecimento e informações relevantes, além de promover boas iniciativas, sempre abertas a debaterem temas importantes de maneira racional. Em suma, conteúdo edificante e instrutivo de maneira a mais acessível, simples e ampla possível.

Pretendo publicar dois ou três posts nessa linha. Hoje apresento cinco blogs os quais sempre estou lendo, visitando e onde ­– posso afirmar sem medo nenhum –, aprendo muito mais do que em anos de escola e de universidade (embora com isso eu não esteja dizendo que você deva deixar a escola de lado ou desistir de fazer uma graduação). Quem curte a página do Habeas Mentem no Facebook, vai perceber que, volta e meia, estou compartilhando material desses blogs. Aqui, além de apresenta-los brevemente, e aos seus respectivos donos e donas, explico porque gosto tanto deles.

Boa leitura!

1-Momentum Saga

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Eu não faço a mínima ideia de como conheci o Momentum Saga. Tudo o que lembro é que, assim de repente, era esse o blog que eu estava sempre acessando e lendo. Por tratar de um monte de coisas que me interessam, a exemplo de Ficção Científica, literatura, ciência, Jornada nas Estrelas e Geografia, além das resenhas de livros e filmes, não é difícil entender o motivo de gostar tanto do Saga, capitaneado pela Lady Sybylla (Geógrafa, Professora, escritora e Mestra em Paleontologia). Isso e o fato da escrita da Sybylla ser excelente, sempre muito bem embasada, além de sua coragem em encarar e se posicionar firmemente sobre temas tidos como controversos ou polêmicos. Foi no Saga onde aprendi sobre feminismo, questões de gênero e um monte de temas relevantes. De longe é um dos melhores blogs brasileiros e, com certeza, o melhor sobre Ficção Científica e aquilo que se conveniou chamar de cultura nerd. Hoje, além de leitura obrigatória, tenho o orgulho de dizer que sou amigo da Sybylla por quem tenho um carinho e admiração imensos.

2-Meteorópole

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E foi por intermédio do Momentum Saga, do qual é parceiro, que conheci o Meteorópole. Comandado pela incrível Samantha Martins (Bacharel em Meteorologia e Mestra na área de modelagem da atmosfera), fala principalmente sobre meteorologia, explicando conceitos, tirando dúvidas, mas trata também de um monte de outros temas bacanas e interessantes. Aliás, essa é uma das grandes qualidades do blog: a diversidade de temas e assuntos tratados, sempre com muita qualidade e clareza. A Sam, que também se tornou uma querida amiga, tem uma escrita super agradável aliada a uma capacidade quase infinita de transformar qualquer assunto, por mais complicado que seja, em textos extremamente simples e de fácil entendimento. E, assim como a Sybylla, não tem medo de se posicionar e também já escreveu vários textos muito pertinentes (e informativos, como não poderia deixar de ser) sobre feminismo.

3-Cabaré das Ideias

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Outro blog fantástico que conheci através do Saga. Comandado pelo sábio Mestre Ben Hazrael (Licenciado e Bacharel em História, Mestre e Doutor em Ciência Política – e também um Mestre Jedi), o Cabaré das Ideias fala de muitos dos mesmos temas do Saga e do Meteorópole com idêntica qualidade e propriedade. Mas o que me encanta mesmo aqui – não apenas por serem muito lúcidas e coerentes, mas também por tratarem de material pouco conhecido, em geral fora do mercado mainstream americano ­– são as resenhas das HQs feitas pelo Ben, uma paixão que dividimos (e assunto sobre o qual quase não falei ainda aqui no blog, mas que prometo mudar). Excelentes também são suas resenhas sobre filmes, séries e livros, invariavelmente apresentando salutares e bem vindas novidades nessas áreas. O blog andou um tempo meio parado devido a outras responsabilidades do Mestre Ben, mas aos poucos ele tá retomando o ritmo com postagens regulares. Nem preciso dizer que esse é outro blogueiro o qual tenho uma relação muito boa, além de ter o prazer de, volta e meia me bater com ele pelos corredores da Universidade onde trabalho, na qual, por feliz coincidência, ele ministra aulas na Pós-Graduação. Se você gosta de textos sobre produções inteligentes da cultura pop seu lugar é no Cabaré das Ideias.

4-Quadrinheiros

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E, já que o assunto é quadrinhos, não posso deixar esse pessoal fora da lista.  Sob o comando do Nerdbully (Bruno Andreotti, Historiador e Mestre em Ciências Sociais), Picareta Psíquico (Mauricio Zanolini, graduado em Design e pós-graduado em Pedagogia), Sidekick (Iberê Moreno, graduado em Relações Internacionais e Mestre em Comunicação Social e História), Quotista (Filipe Makoto Yamakami, Historiador e Professor) e do Velho Quadrinheiro (Adriano Marangoni, Historiador e Mestre em Ciências Sociais), além da participação de blogueiros convidados – os RedShirts – cada postagem no blog vale por um verdadeiro minicurso de história, antropologia, sociologia, design e outros. Recentemente juntaram-se ao time Goes Murdock e John Holland que escrevem principalmente sobre a linha Vertigo e a Mochi que lança um olhar sobre o mundo dos Mangás e Animes. Sob o lema Diversão e Rigor, já criaram um canal no Youtube, realizaram cursos e mais recentemente publicaram um livro, onde analisam a construção narrativa do épico Guerra Civil da Marvel, além do seu enredo, contexto editorial e histórico, seus criadores, as narrativas paralelas e as consequências para todo o Universo Marvel. Um dos mais, se não o mais completo blog sobre quadrinhos no Brasil.

5-HQRock

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Ainda falando em quadrinhos, outro blog bastante completo sobre o tema é o HQRock, que, como o próprio nome entrega também fala (e com muita propriedade) de Rock, quadrinhos, além dos filmes que tratem dessas duas temáticas, além de notícias relacionadas e resenhas. Comandado pelo enciclopédico Irapuan Peixoto (Doutor em Sociologia, professor universitário, músico e escritor amador), o HQRock tem como principal qualidade justamente esse caráter enciclopédico de seu autor. O Irapuan sabe muita, mas muita coisa mesmo sobre quadrinhos e rock e costuma postar dossiês riquíssimos sobre bandas, discografias, super-heróis e cronologias. Quer saber tudo sobre o Led Zeppelin? Lá tem! Quer entender a complicada cronologia dos X-Men? O Irapuan explica! Conheci o blog quando pesquisava justamente sobre a cronologia dos heróis mutantes e me encantei com um dossiê muito mais do que completo dos heróis. E logo virou minha referência, principalmente quando preciso de alguma informação ao escrever sobre o tema quadrinhos e rock aqui no blog.

*  *  *

Existem muitos outros blogs que eu leio, curto bastante e acompanho. Procurei aqui citar os meus preferidos e que estão atuantes, com postagens regulares. Numa outra ocasião postarei mais alguns blogs, além de canais do Youtube que também valem uma conferida.

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10 FILMES QUE AMO COM CRIANÇAS OU ADOLESCENTES

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Dia das Crianças chegou e a internet, em especial nos domínios do titio Mark Zuckerberg, está lotada de imagens de crianças fofinhas e de lembranças saudosas da infância. Para lembrar a data me peguei fazendo uma lista de filmes marcantes cujas histórias tivessem crianças ou adolescentes como protagonistas. Para refinar um pouco procurei dentre os mais de vinte títulos lembrados, selecionar dez que não fossem figurinhas carimbadas nesse tipo de lista. Assim, filmes como Conta Comigo e Os Goonies ficaram de fora, apesar de amá-los muito. Outro critério usado foi deixar apenas filmes que tenham me marcado de alguma maneira na primeira vez em que os assisti, pois penso que isso ajuda a refletir sobre o tipo de adolescente que eu era, uma vez que, a maioria deles são filmes que assisti entre meus 12 e 18 anos.

O resultado final acabou sendo uma maravilhosa e eclética compilação de filmes que, de uma maneira ou de outra me marcaram profundamente. Tem de tudo um pouco: desde os já famosos clássicos da Sessão da Tarde, a filmes quase totalmente desconhecidos, além de filmes cult premiados e animações desprezadas quando do lançamento.

Importante frisar que essa lista não é dos melhores filmes com crianças já produzidos, mas sim uma lista dos filmes com crianças e/ou adolescentes que me marcaram de algum modo e ainda hoje fazem parte da minha vida. Alguns são filmes consagrados, outros nem tanto. Procurei ordena-los por ordem de preferência e gosto puramente pessoal e totalmente emocional, apresentado para cada um o seu trailer original, alguns dados técnicos, uma breve sinopse e o porquê me marcarem tanto. Boa leitura.

10-Ponte Para Terabítia

Data de lançamento e duração: 16 de março de 2007 (1h 34min)

Direção: Gabor Csupo

Elenco: Josh Hutcherson, Anna Sophia Robb, Zooey Deschanel

Gêneros: Fantasia, Aventura

Título Original: Bridge to Terabithia

Nacionalidade: EUA

Sinopse: Jess Aarons (Josh Hutcherson) durante todo o verão treinou para ser o garoto mais rápido da escola, mas seus planos são ameaçados por Leslie Burke (Anna Sophia Robb), que o vence numa corrida que deveria ser apenas para garotos. Logo Jess e Leslie tornam-se grandes amigos e, juntos, criam o reino secreto de Terabítia, um lugar mágico onde lutam contra Dark Master (Matt Gibbons) e suas criaturas, além de conspirar contra as brincadeiras de mau gosto que são feitas na escola.

Assisti esse filme numa particularmente tediosa tarde de sábado. Confesso não ter me empolgado logo de início com ele, mas tudo mudou com seu final. Adoro finais tristes e, apesar de ter achado o filme todo meio clichezão, seu final me pegou de jeito. Dos filmes dessa lista é dos poucos que não assisti na adolescência. Apesar dos critérios relatados acima decidi deixar ele aqui apenas para mostrar o quanto esse filme me marcou.

9-Meu Primeiro Amor

Data de lançamento e duração: 27 de Novembro de 1991 (1h 45min)

Direção: Howard Zieff

Elenco: Anna Chlumsky, Macaulay Culkin, Dan Aykroyd, Jamie Lee Curtis

Gêneros: Romance, Drama

Título original: My Girl

Nacionalidade: EUA

Sinopse: Vada Sultenfuss (Anna Chlumsky), é obcecada com a morte, pois sua mãe morreu e seu pai, Harry Sultenfuss (Dan Aykroyd), é um agente funerário que não lhe dá a devida atenção. Vada é apaixonada por Jake Bixler (Griffin Dunne), seu professor de inglês, e no verão faz parte de uma classe de poesia só para impressioná-lo. Paralelamente é muito amiga de Thomas J. Sennett (Macaulay Culkin), um garoto que é alérgico a tudo. Quando Harry contrata Shelly DeVoto (Jamie Lee Curtis), uma maquiadora para os funerais, e se apaixona por ela, Vada se sente ultrajada e quer fazer qualquer coisa que estiver em seu poder para separá-los.

Quando o assisti na sua estreia na TV aberta, Macauly Culkin estava no auge da carreira por conta de Esqueceram de Mim. Por isso mesmo esperava um filme de comédia, mas com algumas doses de romance. Felizmente ele não era nada disso e assim fui apresentado a um dos filmes mais lindamente doloridos que já assisti. Seu final não foi nada do que eu esperava e, de verdade, foi aqui que iniciou minha predileção por histórias com finais tristes.

8-Viagem Ao Mundo dos Sonhos

Data de lançamento e duração: 5 de junho de 1986 (1h 49min)

Direção: Joe Dante

Elenco: Robert Picardo, James Cromwell, Dana Ivey

Gêneros: Fantasia, Aventura

Título original: Explorers

Nacionalidade: EUA

Sinopse: Tudo com o que Ben Crandall (Ethan Hawke) sempre sonhou torna-se real quando, com a ajuda de seus amigos Wolfgang Müller (River Phoenix) e Darren Woods (Jason Presson), ele se lança na criação de uma nave espacial em seu laboratório. Os três jovens garotos veem então cada vez mais próxima a oportunidade de fazer a viagem interplanetária que sempre desejaram.

Clássico da Sessão da Tarde, esse filme era tudo o que sempre sonhei na minha infância. A possibilidade de construir uma nave espacial no quintal de casa e viajar pelos cosmos! Lembro de até ter escrito uma redação no colégio com tema praticamente idêntico, isso muito antes de tê-lo assistido. Um filme com um dedinho na ficção, mas onde a fantasia reina solta deixando nossa imaginação voar livre.

7-A Volta de Roxy Carmichael

Data de lançamento e duração: 1990 (89min)

Direção: Jim Abrahams

Elenco: Winona Ryder, Jeff Daniels, Carla Gugino

Gênero: Comédia dramática

Título original: Welcome Home, Roxy Carmichael

Nacionalidade: EUA

Sinopse: Após 15 anos em uma pequena cidade de Ohio, Roxy Carmichael (Ava Fabian), uma celebridade, vai retornar à sua cidade natal. Tal acontecimento provoca uma certa excitação em grande parte dos habitantes, incluindo Denton Webb (Jeff Daniels), seu ex-marido. Mas é Dinky Bossetti (Winona Ryder), uma adolescente que foi adotada e que é ignorada pela maioria dos seus colegas, que é a mais afetada por tal fato, pois ela acredita ser a filha secreta de Roxy.

Existe apenas um único motivo para eu ter assistido esse filme: Winona Ryder. Por ter assistido filmes como Os Fantasmas Se Divertem e Edward Mãos de Tesoura eu era completamente apaixonado pela futura mãe do pequeno Will Byers. Ou seja, foi ver seu nome na chamada e já preparei o cantinho no sofá para assistir a instigante história da cidadezinha que vira de cabeça pra baixo com a notícia do retorno da filha ilustre. O filme é tão interessante que, por muito pouco esqueço de Winona e da própria Roxy Carmichael. Felizmente também aqui minha queridinha Garota Interrompida nos entrega um bom trabalho na pele da deslocada e estranha Dinky Bossetti, que acreditava ser a filha abandonada da tal Roxy. Personagem com a qual me identifiquei totalmente diga-se de passagem.

6-O Jardim Secreto

Data de lançamento e duração: 1993 (1h 42min)

Direção: Agnieszka Holland

Elenco: Irène Jacob, Kate Maberly, Maggie Smith

Gêneros: Drama, Família, Fantasia

Título original: The Secret Garden

Nacionalidade: EUA

Sinopse: No início do século XX, Mary Lennox (Kate Maberly) vivia na Índia com seus pais, mas, após a morte deles é obrigada a viver em Liverpool, na Inglaterra, com seu tio Lorde Archibald Craven (John Lynch), na antiga e cheia de segredos mansão Misselthwaite administrada pela rigorosa e fria governanta Sra. Medlock (Maggie Smith). Lorde Craven perdeu a mulher há dez anos e nunca mais conseguiu superar a tragédia e Colin Craven (Heydon Prowse), seu filho, também sobre de extrema apatia, sempre recolhido no seu quarto. Mas, uma vez negligenciada, Mary passa a explorar a propriedade e descobre um jardim abandonado. Entusiasmada decide restaurar o lugar com a ajuda do filho de um dos serviçais da casa, conquistando assim a atenção do primo doente. Juntos eles desafiam as regras da casa e o velho jardim se transforma em um lugar mágico, cheio de flores, surpresas e alegria.

No início de minha adolescência, lá pelos distantes idos de 1994, passei a sofrer de constantes crises de insônia. Por mais que tentasse o sono só vinha lá pelas quatro ou cinco da manhã. Depois de um período de vãs tentativas rolando na cama sem o sono chegar, desisti e me acostumei a passar esses períodos assistindo as sessões de cinema da madrugada. Para minha sorte acabei encontrando um número incrível de produções cinematográficas maravilhosas que me marcaram profundamente, dos quais todos a seguir (com exceção do número 2) fazem parte, além de muitos outros. Esse O Jardim Secreto foi o primeiro deles. Não sei bem porque ele me marcou tanto na época, mas o fato é que mesmo hoje a história me encanta por sua simplicidade e inocência. Talvez seja saturação de tantas explosões, CGI e 3D que tomou conta das produções mainstream atuais. Reencontrar uma história tão singela é quase como um alívio. Outra coisa que adoro nesse filme é que encontro ecos dele em muitas outras obras diversas, sendo a mais marcante de todas a primeira parte do quadrinho Origens, onde conhecemos a infância e juventude do Wolverine. A história aqui é praticamente a mesma, com direito a jardim e tudo.

5-O Profissional

Data de lançamento e duração: 17 de fevereiro de 1995 (1h 43min)

Direção: Luc Besson

Elenco: Jean Reno, Gary Oldman, Natalie Portman

Gêneros: Policial, Drama, Suspense, Ação

Título original: Léon

Nacionalidade: França

Sinopse: Em Nova York o assassino profissional Leon (Jean Reno) passa a cuidar e proteger a jovem Mathilda (Natalie Portman), uma menina de 12 anos que é a única sobrevivente de sua família morta por policiais envolvidos com o tráfico de drogas e deseja se tornar uma assassina, para poder vingar a morte do seu irmão de 4 anos. Enquanto ela cuida da casa e ensina o pistoleiro a ler e a escrever, ele lhe ensina o básico de como manejar uma arma.

Esse filme foi uma porrada na minha adolescência. Primeiro por ter um estilo bem diferente das produções norte-americanas. Segundo por apresentar um herói que é o bandido e um bandido que é o policial, numa certeira mostra dos variados tons de cinza existentes na suposta dicotomia entre bem e mal. Terceiro pelo talento do trio principal de atores, com um destaque para a sobrenatural e soberba atuação de Gary Oldman. E para variar mais um final triste para a lista!

4-Bem-Vindo à Casa de Bonecas

Data de lançamento: 22 de março de 1996 (1h 27min)

Direção: Todd Solondz

Elenco: Heather Matarazzo, Matthew Faber, Bill Buell

Gênero: Comédia dramática

Título original: Welcome to the Dollhouse

Nacionalidade: Eua

Sinopse: Dawn Weiner (Heather Matarazzo) não tem motivos para gostar da escola, na qual estuda na sétima série. Ela é uma adolescente complexada e há motivos para isto. No seu colégio é ridicularizada pelos colegas, que a chamam de “Salsicha”, e seu relacionamento com sua família não é dos melhores. Ela deseja ser aceita de qualquer jeito e para isto planeja namorar um rapaz mais velho, que é muito popular, apesar disto ser totalmente improvável.

E por falar em porrada, Bem-Vindo à Casa de Bonecas é uma verdadeira surra. Um filme dolorido, cruel até, mas extremamente necessário de se assistir. Uma pequena obra-prima mais do que nunca necessária para se discutir a maneira como lidamos e tratamos nossas crianças e jovens hoje em dia, seja na realidade norte-americana, seja na nossa realidade brasileira, que, quer gostemos ou não, cada vez mais emula aquele comportamento.

3-A Guerra dos Botões

Data de lançamento: Desconhecida (1h e 34 min)

Direção: John Roberts

Elenco: Brendan McNamara, Colm Meaney, Darag Naughton, Gerard Kearney, Gregg Fitzgerald, John Coffey, Paul Batt

Gênero: Comédia

Título original: The War of Buttons

Nacionalidade: Reino Unido, França, Japão

Sinopse: Gangues rivais de crianças irlandesas em Ballydowse e Carrickdowse participam constantemente de batalhas onde são cortados os botões, os cordões dos sapatos e a roupa interior dos adversários capturados. Enquanto os enfrentamentos causam, obviamente, problemas na comunidade, os dois líderes desenvolvem uma involuntária admiração um pelo outro, e criam uma estranha amizade.

Esse é fácil, fácil um dos meus filmes preferidos. Impossível não se cativar com a história dos grupos de crianças de vilarejos rivais que passam a se digladiar em divertidos e inusitados combates numa guerra que, como diz a frase no cartaz, ao contrário da maioria que dura anos, essa precisa terminar antes do jantar. Aliás, mas que se cativar, impossível não se identificar com a história, já que poucos foram os grupos de crianças que não rivalizaram com o grupo diferente que vivia na rua ou bairro vizinhos ou mesmo numa escola diferente. Uma pena que o filme seja tão difícil de encontrar atualmente, seja física, seja digitalmente.

2-O Gigante de Ferro

Data de lançamento: 1999 (1h 25min)

Direção: Brad Bird

Elenco: Jennifer Aniston, Harry Connick Jr, Vin Diesel

Gêneros: Animação, Ação, Aventura, Ficção científica

Título original: The Iron Giant

Nacionalidade: EUA

Sinopse: Em plenos anos 50, vive no Maine o jovem Hogarth. Quando ele repentinamente encontra um gigantesco robô de origem desconhecida, logo um forte laço de amizade se forma entre os dois. Porém, assim que a existência do robô é revelada, um agente do governo parte em seu encalço, no intuito de destruí-lo.

Antes de fazer sucesso com Os Incríveis e Ratatouille, Brad Bird me encantou com essa linda e comovente história recheada de referências a quadrinhos. Uma história simples naquele espírito digno das mais brilhantes histórias infantis: nem sofisticada demais para as crianças e nem simplória demais para os adultos. Ao lado de Bem-Vindo à Casa de Bonecas é o filme mais recomendado dessa lista.

1-Aquela Noite

Data de lançamento: 1992 (1h e 29min)

Direção: Craig Bolotin

Elenco: C. Thomas Howell, Eliza Dushku, Helen Shaver, Juliette Lewis, Katherine Heigl

Gêneros: Romance

Título original: That Night

Nacionalidade: Eua

Sinopse: Na década de 60, Alice (Eliza Dushku) admira sua vizinha adolescente, Sheryl (Juliette Lewis), que muda de namorado toda semana. A menina chega a usar o mesmo perfume e compra os mesmos discos que a vizinha. Quando Sheryl começa a sair com Rick (C. Thomas Howell), todos desaprovam o romance, exceto Alice que, ao se juntar ao casal, vive uma noite inesquecível.

Me preparando para mais uma noite de insônia, eis que o finado Inter-Cine (lembra?), revela os candidatos para o público escolher: O Exterminador do Futuro II, Aquela Noite e um terceiro candidato qualquer facilmente esquecível. Achando ser uma barbada, mal acreditei quando titio Swarza perdeu na escolha do público para a história da menina que sonhava ser como a vizinha mais velha. No dia seguinte, mesmo sendo uma das raras noites em que dona insônia não dava as caras, fiquei até tarde assistindo o filme para saber o que ele tinha de tão especial. E acabei encontrando uma singela e bela história que me encantou de tal maneira que, ainda hoje, passados pouco menos de vinte anos, é meu filme predileto. Não é nenhuma obra-prima do cinema, não possui um roteiro extremamente inteligente e cativante, nem mesmo tem atuações excepcionais. Mas é um filme tão sincero, tão gostoso de assistir, que foi impossível não me apaixonar. E para meu desespero, é outro filme difícil de encontrar, mas que, felizmente, tem no Netflix, abençoado seja!

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AUTORAS/ES QUE ME INFLUENCIARAM

A querida Sybylla, capitã do Momentum Saga, me marcou em sua página do Facebook para responder esse desafio. As regras são bem simples: devo listar 20 autoras e autores que me influenciaram e que sempre ficarão comigo; devo listar os primeiros vinte nomes que me vierem a mente em mais ou menos 15 minutos e depois marcar mais 15 amigos (incluindo aí o amigo que me marcou para que possa ver minha lista).

Bom, por aí já deu pra ver que esse era pra ser um desafio a ser respondido lá mesmo nos domínios do titio Lex Luthor, digo, Mark Zuckerberg. Mas, aproveitando o período intenso de trabalho aqui na universidade a dificultar minha dedicação aos textos ainda a serem postados no Habeas, resolvi pegar a ideia e trazê-la para cá. Mantendo o espírito da primeira regra, listei os 20 primeiros nomes que vieram na minha mente. Procurei apenas tomar o cuidado de verificar se não fui lembrando apenas de nomes lidos recentemente e, portanto, ainda frescos na minha memória, mas sim nomes que, de fato, me influenciaram e que, acredito piamente, continuarão comigo.

Embora não fosse uma regra, procurei falar brevemente sobre cada um dos nomes citados. Sendo a lista um pouco extensa (20 nomes!), procurei ser o mais breve e direto possível nos comentários sobre cada.

E quanto a regra de marcar 15 amigos, prefiro marcar os leitores dessa postagem que façam suas listas e respondam aqui nos comentários ou em seus blogs, fanpages etc. E se der, coloquem os links nos comentários também para que possamos conhecer suas influências literárias.

1-Monteiro Lobato

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Foi com esse autor que iniciei o meu gosto pela leitura conforme já contei nesse post.

2-Silvia Cintra Franco

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Primeira autora da lista da série Vaga-Lume. Seus livros com protagonistas femininas fortes e interessantes sempre me encantaram. Foi no seu livro “A Barreira do Inferno” que fui apresentado ao termo “feminista” e a Simone Beauvoir.

3-Maria José Dupré

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Autora de um dos livros mais doídos que já li. “Éramos Seis” conta a sofrida história de Dona Lola. Também escreveu as deliciosas aventuras do Cachorrinho Samba e “A Ilha Perdida”, outro clássico da Vaga-Lume.

4-Agatha Christie

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Sou viciado nas histórias da Rainha do Crime, pelo modo como ela conduz as histórias, com tramas muito bem amarradas e instigantes.

5-Cecília Meireles

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Me encanta desde que li “Ou Isto Ou Aquilo”, numa longínqua 1ª série.

6-José Maviael Monteiro

José Maviael Monteiro

O sergipano da lista que me orgulha e encanta com seus livros na série Vaga-Lume “Os Barcos de Papel”, “O Outro Lado da Ilha” e “O Ninho dos Gaviões”.

7-Marcos Rey

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Outro autor bacana demais da Vaga-Lume e o que mais publicou para o pequeno Luminoso – nome do vaga-lume cheio de estilo e mascote da série.

8-Pedro Bandeira

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“A Marca de Uma Lágrima”, versão adolescente do clássico “Cyrano de Bergerac”, é, ainda hoje, o meu livro preferido do autor. Pedro Bandeira é daqueles autores com jeito pra escrever para adolescentes.

9-J. J. Benítez

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Existem autores que nos mostram o que fazer e aqueles que nos ensinam o que devemos evitar. J. J. Benítez se encaixa na segunda opção.

10-J. K. Rowling

JK Rowling

Só fui ler sua obra mais famosa muito recentemente. Só uma coisa a dizer: Perfeita!

11-J. R. R. Tolkien

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A cativante história de uma jornada cheia de perigos e de detalhes, com personagens interessantes e um enredo maravilhoso. E depois de “O Hobbit” ele elevaria isso a enésima potência com “O Senhor dos Anéis”.

12-Maurício de Sousa

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Se há um responsável por eu adorar história em quadrinhos, esse é certamente Maurício de Souza e suas histórias da turminha do Limoeiro.

13-Chris Claremont

Chris Claremont

E se há um responsável por eu ser fanático pelos X-Men, esse certamente é Chris Claremont e sua fase dourada a frente dos Filhos do Átomo.

14-Ziraldo

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Só por ter escrito “Flicts”, que eu li quando tinha nove anos na biblioteca da escola, Ziraldo já merece estar nessa lista.

15-Will Eisner

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Gênio que me ensinou que quadrinhos também é arte e literatura das boas!

16-Gabriel Garcia Marquez

Gabriel Garcia Marques

Por encantar um adolescente com um curioso e instigante conto lido numa edição qualquer de uma Playboy qualquer. Um brinde da revista pelo lançamento de seu mais novo livro: “Doze Contos Peregrinos”.

17-Máximo Gorki

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Novamente um conto instigante lido por um adolescente ávido por novas leituras num velho calhamaço intitulado Titãs do Amor. O começo de um amor platônico com a literatura russa.

18-Clarice Lispector

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Antes de virar celebridade de textos que nunca escreveu no Facebook, li (e me apaixonei por) seu conto “O Banho”. Encanto com seus textos densos que sempre exigem uma releitura, um novo olhar.

19-Alan Moore

Alan Moore

Maurício de Souza iniciou a paixão, Chris Claremont e Will Eisner consolidaram, mas quem mostrou mesmo o quão maravilhoso, fascinante, denso e cheio de possibilidades é o mundo das HQs, este, certamente, foi o britânico mago barbudo.

20-George Orwell

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O autor de “A Revolução dos Bichos” e “1984”. Livros que já conheci adulto, mas mesmo assim me influenciaram como poucos.

*  *  *

Finalmente, enquanto ainda no processo de criação da lista, acabei sendo marcado novamente, desta vez pela amiga Izabela, uma das madrinhas do Habeas Mentem. Taí, Iza! Desafio respondido!

10 MELHORES ATORES E ATRIZES RECORRENTES DE JORNADA NAS ESTRELAS

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Finalmente finalizo a série de listas dos melhores a trabalharem em Jornada nas Estrelas. Depois de listar os 10 Melhores Atores e Atrizes Convidados de Jornada Nas Estrelas e os 10 Melhores Atores e Atrizes de Jornada Nas Estrelas, hoje listo os 10 melhores atores e atrizes recorrentes, ou seja, aqueles que, apesar de não serem do elenco regular, volta e meia davam as caras na série.

E essa é uma listinha bem peculiar. Se nas demais havia um equilíbrio com astros de todas as franquias aparecendo com um número praticamente similar, aqui temos a compreensível ausência de nomes da Série Clássica. Por ter sido a mais fortemente episódica, a Série Clássica praticamente não teve atores recorrentes interpretando os mesmos personagens. Ao menos nas duas outras listas ela conseguiu garantir o topo do pódio.

Outra característica bem peculiar dessa lista é a forte presença de vilões e antagonistas. Dos dez nomes que cito abaixo, apenas um deles é claramente um mocinho (no caso mocinha) e três deles são aquilo que podemos chamar, na melhor das hipóteses de aliados de ocasião. Personagens que ou começaram vilões ou no decorrer da série se tornaram vilões, tendo ainda aqueles que acabaram por revelar sua verdadeira identidade vilanesca ou simplesmente abraçaram o lado sombrio do antagonismo. Destaque para Deep Sapce Nine que nos brinda com cinco nomes da lista (além de outros três nomes que deram as caras por lá), supremacia que não existiu em nenhuma das outras listas.

E nunca é demais lembrar: gostou? Não gostou? Concorda? Discorda? Fique a vontade para comentar, sempre respeitando nossa política de comentários. E boa leitura!

10-Michelle Forbes (Ro Laren em A Nova Geração)

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Michelle Forbes interpretou a teimosa e durona Alferes Ro Laren em 8 episódios da Nova Geração. Mas ela garante mesmo sua presença nessa lista por sua excelente atuação no igualmente excelente episódio “Alferes Ro” da 5ª temporada, onde já chega dizendo a que veio logo em sua primeira aparição. Sua caracterização foi tão boa que serviu de base para criação da personagem da Major Kira Nerys em Deep Space Nine. Tanto que o penteado da personagem no episódio piloto “Emissário” é idêntico ao de Ro, além da atitude voluntariosa. Performance essa que ela repetiria em seu último episódio na série “Sem Provocações” da 7ª temporada. Uma pena que, apesar de ter aparecido em 8 episódios, apenas nesses dois o talento de Forbes foi muito bem aproveitado, pois nos demais invariavelmente ela era não muito mais que a oficial do leme coadjuvante do dia. Mesmo assim, não é qualquer uma que consegue lugar no coração dos fãs trekkers com tão poucos episódios e, de quebra, servir de base para uma das personagens mais legais e interessantes de toda a franquia. Merecido décimo lugar para Michelle Forbes.

09-Martha Hackett (Seska em Voyager)

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Martha Hackett já tinha aparecido em Jornada no papel da Romulana T’Rul no episódio duplo “A Busca”, que abre a terceira temporada de Deep Space Nine. Mas foi interpretando Seska em Voyager, que Hackett nos entregou uma excelente interpretação da espiã cardassiana disfarçada de bajoriana e que se alia aos Kazons, os vilões recorrentes da série nas duas primeiras temporadas da série. Em 13 episódios, onde desfilou cinismo e um indiscutível talento para a manipulação, Seska se tornaria numa das personagens recorrentes mais queridas de Voyager.

08-Kenneth Marshall (Tenente-Comandante Michael Eddington em Deep Space Nine)

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Se tem um personagem que eu achava sem graça e pouco interessante enquanto ele era apenas o responsável pela segurança na Estação quanto aos assuntos da Frota Estelar (sempre em oposição ao Comissário Odo, o responsável original pela segurança), esse com certeza era o Comandante Eddignton. Mas a coisa muda de figura quando o certinho Eddington se revela um traidor Maqui no excelente “For the Cause” da 4ª temporada. É incrível a mudança que o ator canadense Kenneth Marshall consegue imprimir no personagem, dando um tom totalmente novo e mais interessante, envolvendo-o de um heroísmo que chega a nos fazer não só entender, mas também, de certo modo, torcer por sua causa. Aliás, como todo bom vilão. Nisso tudo o mais legal é que, ao rever os episódios anteriores à traição, passamos até a gostar mais do personagem. Ou, nesse caso, odiá-lo ainda mais por tanto cinismo. O Capitão Sisko que o diga!

07-John de Lancie (Q em A Nova Geração)

John de Lancie Q

Só pela deliciosa dinâmica com Patrick Stewart, John de Lancie já merecia estar nessa lista (dinâmica repetida com igual qualidade, mas infelizmente com menos tempo em tela, com Kate Mulgrew). Vivendo o impagável Q, o ser onipotente que, aparentemente, vive apenas para atormentar a vida de Picard por praticamente todas as sete temporadas de A Nova Geração (com exceção da 5ª). Desde sua primeira aparição no episódio piloto, até o episódio final, de Lancie sempre entrega excelentes e sólidas interpretações, mesmo quando os episódios em si não são lá essas coisas, como aconteceu no mediano “Hide and Q” (me recuso a usar o bobo nome desse episódio em português) da primeira temporada. Em compensação não decepcionava em episódios que acabaram se tornando clássicos, a exemplo de “Trama” da 6ª temporada e no duplo episódio final “Tudo o Que é Bom…”. Excelente ator a integrar a franquia e que estaria com certeza bem mais a frente na lista, não fosse as atuações destruidoras dos próximos listados.

06-Whoopi Goldberg (Guinan em A Nova Geração)

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Atriz consagrada do cinema, vencedora do Oscar por sua atuação impecável da charlatã Oda Mae Brown em “Ghost – Do Outro Lado da Vida”, indicada a melhor atriz vivendo Celie em “A Rosa Púrpura”, Caryn Elaine Johnson – verdadeiro nome da Whoopi Goldberg –, praticamente pediu pra fazer parte do elenco de A Nova Geração. E, olha, que bom que aceitaram! Vivendo a el auriana Guinan, barthender da nave, o Ten Forward, Whoopi (que também é dançarina, cantora, apresentadora, comediante e mais um monte de coisas) parece ter inspirado os roteiristas da série, que escreveram apenas falas perfeitas para sua personagem. Pode verificar: embora não apareça muito, sempre que Guinan dá as caras é com relevância para o andamento da história ou para a motivação personagens, com diálogos perfeitos, interpretados a maestria com aquele jeitão calmo e meio zombeteiro de quem tem mais de 500 anos de idade, da personagem. Ao lado do Q de John de Lancie, a Guinan de Whoopi Goldberg é aquela personagem sem a qual A Nova Geração até existiria, mas sem uma boa dose de charme, inteligência e qualidade. Só não vale fazer outro “Meu Parceiro é um Dinossauro”, né Whoopi?

05-Salome Jens (Transmorfa em Deep Space Nine)

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Atriz experiente do cinema americano, Salome Jens já tinha aparecido no episódio “A Busca” da 6ª Temporada da Nova Geração, interpretando uma personagem muito parecida, esteticamente falando, com a personagem que renderia sua fama entre os trekkers: a Transmorfa líder do Dominion. Tendo agradado no papel da humanoide no episódio da Nova Geração, Jens deu um show como a Fundadora principal, sempre entregando boas atuações apesar da maquiagem, de modo muito idêntico ao colega Rene Auberjonois (que também já deu as caras nessa série de listas vivendo o igualmente transmorfo Odo), com quem teve momentos perfeitos de atuação. Fugindo do estereótipo da vilã que quer dominar o mundo (no caso o Quadrante Alfa), Jens interpretou uma vilã com múltiplas camadas, daquelas que nos levam a entender seus motivos e de vez em quando torcer por eles. Mas só de vez em quando.

04-Louise Fletcher (Vedek Winn em Deep Space Nine)

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Estelle Louise Fletcher é outra atriz oscarizada a integrar o elenco de Jornada nas estrelas, tendo ganhado sua estatueta (além do Bafta e do Globo de Ouro) ao dar vida a Enfermeira Ratched no clássico “Um Estranho no Ninho”, onde contracenou com Jack Nicholson. Mas, se esse foi seu papel mais famoso na telona seu papel, para os trekkers ela é conhecida mesmo como a cínica, dissimulada e maquiavélica vilã Vedek Win, que tanto infernizou o pessoal da Estação Nove. Com atuações emblemáticas, Fletcher entregou umas das maiores vilãs da franquia, daquelas que nos contorcemos de ódio, loucos para estrangular a infeliz, principalmente nas temporadas finais da série, onde se tornaram mais comuns as dobradinhas com o próximo nome da lista.

Antes de passar adiante, uma curiosidade bacana: ao receber seu Oscar, Louise Fletcher fez seu discurso em língua de sinais para homenagear seus pais que são surdos.

03-Marc Alaimo (Gul Dukat em Deep Space Nine)

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Apesar de ter atuado em várias séries de TV e na primeira versão de “O Vingador do Futuro”, Marc Alaimo é  mais conhecido mesmo como Gul Dukat, um dos, se não, o mais odiado vilão de toda a franquia. Praticamente um ator regular da série, Alaimo esteve presente em todos as temporadas de Deep Space, nos deliciando com suas vilanias, ora aporrinhando a pobre da Major Kira, ora tramando (e enrolando) sua comparsa Vedek Win, entregando um verdadeiro caminhão de momentos antológicos. É outro ator com muita bagagem de Jornada, tendo vivido um capitão romulano em “A Zona Neutra”, último episódio da 1ª temporada da Nova Geração, além de dar vida ao primeiro cardassiano a aparecer em tela, Gul Macet, no excelente episódio “Feridas” da 4ª temporada também de A Nova Geração, além de outras aparições menores. Merecida medalha de bronze para o intérprete do maquiavélico cardassiano.

02-Andrew Robinson (Elim Garak em Deep Space Nine)

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Aqui temos um ator cujo trabalho admiro demais. Tendo vivido no cinema o serial killer Scorpio no filme “Dirty Harry” e Larry Cotton em “Hellraiser”, Robinson é um especialista em personagem problemáticos, como o sempre dissimulado Elim Garak, o cardassiano exilado na Estação 9, cujo passado enigmático sabemos apenas algumas suspeitas, muitos rumores e quase nada de concreto. Situação essa sempre administrada à perfeição por seu intérprete, que, no decorrer da série parece ter desenvolvido um gosto sádico em enrolar, não apenas o pobre doutor Bashir, mas todos nós em sua teia de meias-verdades, verdades e possíveis mentiras. Capaz de entregar uma gama incrível de nuances debaixo da pesada maquiagem cardassiana (e da falsa cara simpática – ou não – e sonsa), Robinson leva uma mais que merecida medalha de prata.

01-Jeffrey Combs (vários, mas especialmente Shran em Enterprise)

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De longe o melhor recorrente que Jornada nas Estrelas já teve. Não apenas por ser um excelente ator, mas por ter dado vida a vários personagens recorrentes, e, principalmente, por ter interpretado um dos melhores personagens da Série Enterprise: o desconfiado e belicoso Comandante andoriano Shran. Além dele, Combs ainda interpretou o vorta Weyon e o ferengi Brunt em Deep Space Nine, além de Tiron na bomba chamada “Meridian” da 3ª temporada também de Deep Space Nine, Penk, em “Tsunkatse” da 6ª Temporada de Voyager e Krem, outro ferengi, desta vez em Enterprise no episódio da 1ª Temporada “Acquisition”. Sua principal qualidade é justamente ter vivido tantos e tão diferentes personagens, imprimindo em cada um deles personalidades completamente distintas. Tendo sobrevivido ao sofrível episódio de estreia em Jornada (o já citado “Meridian”), Combs teve a chance de retornar para cativar os fãs com suas interpretações de Weyon e Shran, sendo esse último, na minha opinião, sua melhor e mais consistente interpretação na franquia. Aqui ele pôs a prova sua capacidade de criar personas diversas, fazendo do andoriano uma referência para os demais que interpretassem a raça de pele azul. E não sei até onde isso é qualidade do ator ou do operador mecatrônico das antenas do personagem, mas sempre achei muito interessante a maneira como ele atua interagindo com os movimentos da antena. Pegue qualquer episódio em que Shran apareça e você vai ver que há uma íntima relação entre suas expressões faciais e a movimentação das antenas que lhe dão ainda mais personalidade. Enfim, medalha de ouro com louvor para o múltiplas faces Jeffrey Combs.

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OITO MULHERES PARA SE CONHECER NESSE 8 DE MARÇO

O Oito de março está aí novamente e, novamente, a internet está tomada das declarações de sempre em homenagem às mulheres. Muitas delas copiadas daquela fanpage bacana que a galera curte, enquanto outras caem no lugar-comum de tecer elogios a sua  beleza e capacidade multitarefas de atuar como mãe, dona de casa e ainda trabalhar fora.

Preferindo fugir do mais do mesmo optei por relembrar oito mulheres  que, com seus exemplos em variadas áreas, nos lembram que, mais que homenagem num dia do ano, as mulheres merecem respeito. Lembram ainda que, embora muito se tenha avançado nesse sentido, ainda existe um longo caminho a percorrer. Nas palavras de Denise Rangel: “Enquanto houver violência doméstica e familiar, desigualdade salarial, estupro, machismo e sexismo, não há porque receber parabéns”.

1-Malala Yousafzai

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Malala Youzafzai é uma estudante paquistanesa de 16 anos. Conhecida mundialmente pelo ativismo a favor da educação das mulheres na sociedade islâmica, Malala foi fortemente estimulada pelo pai a estudar, apesar de viver numa região com forte influência do grupo radical talibã. Aos onze anos, Malala criou um blog sobre a vida em sua cidade, as tentativas de controle do talibã de sua região e seu ponto de vista a respeito da educação das mulheres. Quando um documentário sobre sua vida foi gravado pelo The New York Times, ela ganhou notoriedade, sendo nomeada ao Prêmio Internacional da Criança.

No entanto, em 9 de outubro de 2009, o ônibus escolar onde Malala voltava para casa foi atacado. Duas garotas foram feridas e Malala ficou entre a vida e a morte ao receber um tiro na cabeça. O grupo talibã assumiu a autoria do ataque.

Após uma semana lutando pela vida, Malala apresentou uma melhora em seu quadro clínico que lhe permitiu ser transferida para o Hospital Queen Elizabeth no Reino Unido. Três meses depois Malala pode finalmente deixar o hospital.

Aos 16 anos discursou perante a Assembleia da Juventude da ONU. Apesar do ataque, a garota paquistanesa continuou a apoiar a educação para mulheres. Sua principal mensagem nesse discurso foi: “Vamos pegar nossos livros e canetas. Eles são nossas armas mais poderosas. Uma criança, um professor, uma caneta e um livro podem mudar o mundo. A educação é a única solução”.

2-Gabrielle Andersen-Scheiss

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A suíça Gabrielle Andersen-Scheiss não é uma heroína do esporte por um grande feito. Não venceu nenhuma competição importante, não conquistou nenhuma medalha olímpica, tampouco é considerada um nome vencedor do esporte suíço. Mas o status de heroína de Gabrielle aparece devido ao esforço e espírito esportivo.

A suíça participou da maratona feminina dos Jogos Olímpicos de 1984, em Los Angeles. Era a primeira vez que as mulheres disputavam a prova nas Olimpíadas e 37 atletas iniciaram a prova. Gabrielle, que tinha 39 anos na época, não vinha bem na prova. Não apenas com relação à sua colocação, mas fisicamente. Desidratada e sofrendo de hipertermia, a atleta recusava-se a receber ajuda médica, pois seria desclassificada. Perto do final entrou no Estádio Coliseum notavelmente debilitada. Restavam 400 metros para o fim do sacrifício. Incentivada pelos aplausos dos torcedores e recomendada pela equipe médica a desistir, Gabrielle percorreu os 400 metros finais mais acompanhados da história do atletismo. A suíça tinha dificuldades em manter-se de pé. Gabrielle tinha o rosto transfigurado pelo excessivo esforço e o andar arrastado devido às fortes câimbras. Ignorando a todo momento os médicos que a acompanhavam de perto e pediam para que ela desistisse, a atleta completou a prova na 37ª e última posição, com o tempo de 2h:48min:42s. Reconhecendo o esforço de Gabrielle, a IAAF criou o artigo “Andersen-Scheiss”, que permite que os atletas sejam atendidos pela equipe médica durante as competições sem serem desclassificados.

Após a recuperação, Gabrielle justificou seu esforço pelo fato de já estar com 39 anos, o que não daria a ela outra oportunidade de disputar uma Olimpíada e que queria honrar seu diploma de participação completando a prova.

3-Florence Nightingale

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Florence Nightingale era uma dama da aristocracia inglesa que, ao saber das condições inumanas a que estavam sujeitos os soldados feridos durante a Guerra da Criméia, decidiu cuidar deles quando ninguém mais o pretendia. Apesar dos conhecimentos sobre infecções causadas por micro-organismos ainda não existirem, Florence cuidava da higiene e limpeza dos hospitais de campanha com a maior atenção, assim como da ventilação. Perto dela nunca houve uma janela fechada! A taxa de mortes depois da chegada de Florence caiu de 50% para 2% apenas! Além de cuidar dos feridos nos hospitais ela ia até os campos de batalha dirigir pessoalmente o serviço de recolhimento dos feridos, para que não fossem maltratados. A noite percorria os campos com uma lâmpada acesa vindo daí a ser reconhecida entre os soldados como a Dama da Lâmpada. Com o fim da guerra, voltou para a Inglaterra onde fundou a primeira escola de enfermeira nos moldes modernos. É considerada a fundadora da enfermagem moderna!

4-Dorothy Counts

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Primeira mulher negra a ser aceita em uma universidade tipicamente branca, Dorothy Counts vinha de uma família que prezava os estudos. Seu pai era professor universitário em uma universidade majoritariamente negra e sua mãe, embora não atuasse, possuía diploma de nível superior. Durante quatro dias em que ela tentou acompanhara as aulas na Harry Harding ela aguentou todo tipo de humilhação: insultos, cuspidas, saques a seu armário. “Quando meu pai me levou naquela manhã, um de seus amigos da universidade, o doutor Thompson, nos acompanhou”, diz ela se referindo ao homem que a segue na foto. “A rua estava bloqueada e meu pai tinha ido procurar onde estacionar. Quando eu vi toda aquela gente, não pensei no que poderia acontecer. Eles tinham sabido pelo jornal que quatro estudantes (negros) tinham sido selecionados para escolas predominantemente brancas.”, conta ela. Quando começaram a fazer ameaças telefônicas seus pais entenderam que a vida de Dorothy poderia estar em risco e optaram por tira-la da universidade. Após e mudarem para a Pensilvânia ela passou a frequentar uma universidade mista.

Os quatro dias em que Dorothy tentou assistir as aulas foi extremamente importante para a consolidação do Movimento pelos Direitos Civis. Atualmente Dorothy é formada em Psicologia e tem uma importante atuação na luta pela igualdade racial.

5-Amelia Mary Earhart

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Amelia Mary Earhart nasceu em Atchison, Kansas e teve uma educação bem pouco convencional para a época. Durante toda a sua infância conturbada, Amelia manteve um álbum de recortes de jornal sobre mulheres de sucesso em carreiras predominantemente masculinas como: direção e produção de filmes, advocacia, publicidade, gerência e engenharia mecânica. Durante as férias de Natal em 1917, visitou sua irmã em Toronto, Ontário e revoltou-se ao ver o retorno dos soldados feridos na Primeira Guerra Mundial. Quando a pandemia de Gripe Espanhola chegou a Toronto, Earhart se manteve ocupada na dura tarefa de enfermeira. Acabou por contrair gripe, pneumonia e sinusite.

Por essa época, Earhart visitou, com uma jovem amiga, uma feira aérea que acontecia conjuntamente com a Exposição Nacional do Canadá em Toronto. Um dos destaques do dia foi a exibição aérea de um “ás” da Primeira Guerra Mundial. O piloto avistou do ar Earhart e a amiga, que estavam observando de uma clareira isolada abaixo dele, e mergulhou na direção delas. Quando a aeronave se aproximou, algo dentro dela despertou. Trabalhando em vários empregos, como fotógrafa, motorista de caminhão e estenógrafa na companhia telefônica da cidade, conseguiu juntar $1,000 para aulas de voo. Para chegar até à base aérea, Amelia pegava um ônibus até o ponto final e ainda andava cerca de 6,5 km. Sua professora foi Anita “Neta” Snook, uma das mulheres pioneiras da aviação. Em 22 de outubro de 1922, Earhart voou a uma altitude de 1.4000 pés, batendo um recorde mundial para aviadoras. Em 15 de maio de 1923, Earhart torna-se a 16.ª mulher a conseguir uma licença de voo da Fédération Aéronautique Internationale (FAI).

Earhart manteve seu interesse na aviação, tornando-se membro da “American Aeronautical Society” de Boston, sendo eleita vice-presidente posteriormente. Escreveu para o jornal local promovendo a aviação, e iniciando o projeto de uma organização para pilotos femininos. Em 1928 Amelia tornou-se a primeira mulher a travessar o Atlântico, mas como passageira num voo por instrumentos e tornou-se a primeira mulher a efetuar um voo solo de ida e volta através do continente norte-americano. Em 1930, tornou-se oficial da “National Aeronautic Association” onde trabalhou ativamente para estabelecer a separação dos recordes femininos. Amelia advogou vigorosamente pelas mulheres-piloto e, quando em 1934 a corrida “Bendix Trophy” baniu as mulheres, ela recusou-se a voar com a atriz Mary Pickford para abertura da corrida em Cleveland. Aos 34 anos, na manhã de 20 de maio de 1932, Earhart partiu de Harbour Grace, Terra Nova para Paris no seu Lockheed Vega 5b, replicando assim o voo solo de Charles Lindbergh. Após um voo de 14 horas e 56 minutos durante o qual ela enfrentou fortes ventos do norte, gelo e problemas mecânicos, Earhart pousou num pasto em Culmore, norte de Derry, Irlanda do Norte. O local é agora sede de um pequeno museu, o “Amelia Earhart Centre”. Como a primeira mulher a efetuar um voo solo sem escalas através do Atlântico, Earhart recebeu a “Distinguished Flying Cross” do Congresso dos Estados Unidos, a “Cruz de Cavaleiro” da Legião de Honra do governo francês e a “Medalha de Ouro” da National Geographic Society das mãos do presidente Herbert Hoover.

Em 1937, Amelia tentou por duas vezes o seu famoso voo mundial. Na terceira tentativa o Electra pilotado por Amelia desapareceu após decolar da Nova Guiné no Pacífico. Buscas intensas foram realizadas, mas nada se encontrou o que deu margem a uma série de teorias conspiratórias. Muitas dessas afirmavam que ela foi abatida pelos japoneses por ser na realidade espiã americana, enquanto as mais famosas (e fascinantes) são as que envolvem a abdução de seu avião por discos-voadores, teorias que foram desenvolvidas no excelente episódio “The 37’s” da segunda temporada de Jornada nas Estrelas Voyager. Amelia Earhart foi uma celebridade internacionalmente conhecida durante sua vida. Sua timidez carismática, independência, persistência, frieza sob pressão, coragem e objetivos profissionais definidos somando-se as circunstâncias de seu desaparecimento ainda jovem, fizeram sua fama na cultura popular. Centenas de artigos e livros foram escritos sobre sua vida e frequentemente é citada como estímulo motivacional, especialmente para mulheres, sendo normalmente lembrada como um ícone feminista.

6-Maria Sklodowska (Madame Marie Curie)

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Nascida Maria Sklodowska, tornou-se mundialmente conhecida como Madame Marie Curie. Polaca de nascimento, precisou fugir pra Cracóvia quando jovem. Estudou na Sorbonne licenciando-se em Matemática e Física. Em 1894 conheceu Pierre Curie, professor na Faculdade de Física, com quem no ano seguinte se casou. Ele ajudou em seus estudos para descobrir elementos químicos como o radio, o polônio, e a radioatividade. Tornou-se a primeira pessoa a ser laureada duas vezes com o prêmio Nobel. Faleceu em 1934 de leucemia, muito provavelmente adquirida devido as incessantes horas de trabalho em seu laboratório. Fez descobertas no campo da radioatividade (quando essa ainda possuía ares de magia) e descobriu os elementos rádio e polônio. Um dos mais brilhantes nomes femininos da ciência!

7-Cecília Helena Payne-Gaposchkin

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Cecília Payne-Gaposchkin nasceu na Inglaterra em 10 de maio de 1900, mudando-se depois para os Estados Unidos. Ainda na Inglaterra ela estudou química, física e botânica em Cambridge. Na época as mulheres podiam cursar uma universidade, mas não recebiam um diploma de graduação ao fim do curso. Isso motivou Cecília a ir para os Estados Unidos onde recebera uma bolsa no observatório de Harvard. Lá, incentivada pelo diretor do observatório, ela escreveu sua tese de doutorado “Atmosferas Estelares, Uma Contribuição para o Estudo da Observação da Alta Temperatura nas Camadas de Inversão das Estrelas” (Stellar Atmospheres, A Contribution to the Observational Study of High Temperature in the Reversing Layers of Stars) em 1925. Foi graças também a essa tese que se estabeleceu que o hidrogênio é o principal componente do Sol, numa época em que se acreditava que sua composição era similar a da Terra. A tese de Cecília também ajudou a comprovar a Teoria do Big Bang. Primeira tese de doutorado de Harvard, ela foi considerada pelo astrônomo Otto Struve como: “indubitavelmente a tese de doutoramento mais brilhante jamais escrita em astronomia”. Apesar de continuar ativamente trabalhando em astronomia em Harvard, foi somente em 1938 que lhe foi outorgado oficialmente o título de Astrônoma e somente em 1956 ocupou uma cátedra em seu departamento, sendo a primeira mulher a ocupar essa posição.

Cecília Payne-Gaposchkin faleceu em 1975.

8-Maria Goeppert-Mayer

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Maria Göppert-Mayer nasceu na cidade de Kattowitz, na época pertencente a Alemanha (e atualmente Katowice na Polônia). Foi uma notável pesquisadora sobre a estrutura do átomo e uma das poucas mulheres a receber o Nobel de Física (1963), tendo dividido o prêmio com outros dois cientistas com projetos distintos. Foi educada na Universidade de Göttingen, onde seu pai era professor de pediatria, doutorou-se, casou com o físico-químico americano Joseph E. Mayer  e foi morar nos Estados Unidos, passando a ensinar na Johns Hopkins University por nove anos, tornando-se cidadã americana em 1933. Ensinou no Sarah Lawrence College (1939) e na Columbia University (1939-1945), onde demonstrou que o núcleo atômico tinha uma estrutura de prótons-nêutrons encapsulados e mantidos juntos por uma força de natureza complexa e trabalhou na separação de isótopos de urânio para construção da bomba atômica no Manhattan Project. Continuou suas pesquisas no Institute for Nuclear Studies da Universidade de Chicago (1945) e no Argonne National Laboratory (1946-1960) e publicou a obra Elementoary Teory of NuclearShell Structure em 1955. Após sofrer um derrame cerebral em 1960 que a deixou parcialmente paralítica, trabalhou para a Universidade da Califórnia, em San Diego (1960-1972) onde morreu em 1972.

Obviamente muitas outras mulheres importantes ficaram de fora dessa lista a qual é apenas um recorte de uma lista muito maior. Nomes importantes, cujas histórias merecem, e devem, ser conhecidas e compartilhadas, nos ajudando sempre a não apenas homenagear num dia específico mas a respeitar todas as mulheres todos os dias.