TAG: MINHA UNIVERSIDADE – GEOGRAFIA LICENCIATURA

Há bastante tempo atrás respondi essa TAG muito interessante e curiosa sobre como eu era em meu tempo de escola, originalmente ideia do blog Just Lia. Ao revisitar a postagem notei que essa era uma ideia derivada de outra similar, sendo que essa se referia aos tempos de universidade. Nem preciso dizer que curti bastante a iniciativa de se falar um pouco mais tanto sobre meus anos de universidade, como também sobre o curso em si.

São 15 perguntas e se você quiser responder também é só lembrar de citar o post original no Just Lia.

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  1. Qual seu curso de graduação?

Eu cursei Geografia Licenciatura na Universidade Federal de Sergipe.

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Brasão da Universidade Federal de Sergipe remodelado para comemorar seus 50 anos de existência

  1. Quantos períodos ele tem? E em qual você está?

Na época o curso de Geografia possuía oito períodos, durando, portanto, 4 anos. Me formei em 2011 depois de sete anos e meio de muita luta, conforme eu já contei nesse Guestpost no Meteorópole.

  1. Porque você escolheu esse curso?

No Guestpost e também nesse post aqui, eu conto como e porque escolhi a Geografia com um pouco mais de detalhes. Mas em resumo eu sempre sonhei fazer jornalismo, mas ao reprovar no primeiro vestibular decidi fazer Geografia um tanto por incentivo de minha mãe.

  1. Antes de escolher esse curso você pesquisou sobre o mercado de trabalho e o piso salarial?

Por ter escolhido o curso tão em cima da hora, não tive tempo de fazer esse tipo de pesquisa. Mas, sendo sincero, nunca fui muito de ligar para a questão salarial especificamente. Quanto ao mercado de trabalho, sendo um curso de licenciatura, não havia muitas dúvidas quanto à situação.

  1. Como foi seu primeiro dia de aula? Tem dicas para os calouros?

Meu primeiro dia de aula começou dando a tônica de como seriam minhas chegadas nas aulas iniciais da manhã: atrasado. Era aula de Organização do Espaço Mundial com o Prof. Edvaldo e, ao chegar atrasado vestido como um típico punk, atraí um olhar dos mais curiosos do velho mestre.

Minha dica primeira é esquecer tudo o que viveu antes nos ensinos médio e fundamental. Nem pior e nem melhor, a realidade no ensino superior é apenas diferente e exige que os alunos sejam mais proativos na hora do estudo. Sabe aquela coisa do seu Professor de história mastigar todo o conteúdo pra você? Pois é, esqueça. Outra boa dica é ser curioso. Procure conversar com os colegas, tanto os calouros como você, como também com os veteranos. Se informe sobre as disciplinas, os professores, processos administrativos e acadêmicos, onde ficam os diversos setores da universidade. Ou seja, procure o máximo de informação possível. Mais cedo ou mais tarde elas vão ser muito úteis.

  1. Sobre seu TCC, já começou a fazer? Qual tema pretende abordar?

 Na época o currículo do curso não previa a necessidade de se fazer um TCC, o famoso (e temido), Trabalho de Conclusão de Curso. O mais próximo disso era um relatório de atividade de Estágio, em geral feito em duplas. Eu e minha dupla estagiamos numa turma do ensino noturno do Colégio Estadual Presidente Costa e Silva (atualmente Colégio Estadual Professor João Costa). No relatório traçamos um perfil do aluno do turno da noite e analisamos as dificuldades enfrentadas por esse aluno, via de regra trabalhador durante o dia, em conciliar estudo e trabalho.

Colégio Estadual Prof. João Costa

Colégio Estadual Presidente Costa e Silva (atualmente Colégio Estadual Professor João Costa)

  1. Você se considera uma boa aluna(o)?

Apesar de ter sido um excelente aluno no ensino fundamental menor (da 1ª à 4ª série), bom no fundamental maior (da 5ª à 8ª série) e regular no ensino médio, considero que na universidade fui um aluno um tanto medíocre. Parte por precisar trabalhar e estudar, outro tanto pois por essa época já ter me decepcionado de vez com todo o sistema educacional em nosso país. No entanto, isso não me impediu de procurar correr atrás por conta própria de mais leitura e conteúdo.

  1. Você está 100% satisfeita com o curso que escolheu?

Durante o curso tive sérias dúvidas se era aquilo mesmo o que queria. Mas todas elas se foram quando comecei a lecionar. Apesar das dificuldades que enfrentei nos primeiros anos como professor, lecionar me ajudou a ter uma visão mais pé no chão da profissão e me ajudou a perceber o quanto ela era capaz de fornecer em prazer e satisfação ao exercê-la.

  1. O seu curso tem algum material especifico que não tem em outros cursos? (ex: estetoscópio e calculadora cientifica.)

Até onde eu saiba não existe nenhum material que seja específico do curso. Utilizamos bastante mapas e cartas e, em certos casos, aparelhos como o GPS. No entanto tanto as cartas e o GPS são muito utilizados por diversas outras áreas do conhecimento além da Geografia, embora sejam, quase sempre, ligadas a ela, especialmente pelo senso comum das pessoas.

  1. Na sua faculdade teve trote? Se sim como foi?

Não houve trote. Na realidade a UFS e outras universidades no Nordeste não possuem um histórico de trotes (ao menos não aqueles violentos ou humilhantes). Não é muito raro, no entanto, os veteranos promoverem trotes solidários, com arrecadação de roupas ou materiais de limpeza para instituições de caridade ou de acolhimento. Um desses trotes que ficou em minha memória foi o que foi feito tempos depois, quando eu já era veterano. Com a desculpa de que iríamos fazer uma dinâmica de grupo pedimos um dos calçados de cada calouro colocando-o num saco. Enquanto passávamos informações sobre o curso, discretamente demos sumiço nesse saco. A partir daí fizemos os calouros iniciar uma peregrinação pelo campus a procura do calçado desaparecido. E, a cada ponto onde insinuávamos ser o local onde estaria o saco sumido (reitoria, biblioteca, restaurante universitário etc.), um veterano estrategicamente ali postado explicava o que era e para que servia cada um daqueles prédios para, então, indicar o próximo passo. Ao final dessa gincana – terminando exatamente onde começou –, os calouros tinham adquirido uma gama considerável de informações, não apenas sobre seu curso, mas também sobre toda a universidade. E de quebra recuperaram os calçados.

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Trote o curso não teve, mas visitas técnicas e viagens de estudo foram várias. Na foto, uma das visitas técnicas ao Município de Laranjeiras (Alguém já me achou aí?)

  1. Seu curso tem muita matemática?

Não muita. Somente no segundo período precisamos usar bastante a matemática ao cursarmos a disciplina Cartografia Temática, onde aprendemos a fazer gráficos e tabelas os mais variados, e não apenas analisando os dados nelas contidos. Mas caso fosse do seu interesse, havia a possibilidade de se pegar a disciplina Introdução à Estatística, e aí sim, a matemática come solta. E como a matemática e eu vivemos uma relação de amor não correspondido, tratei de ficar bem longe dessa disciplina.

  1. Geralmente nas faculdades existem o “ciclo natural de desistência” a turma começa com 70 alunos e permanecem só 20. Isso aconteceu na sua faculdade?

De modo geral o curso de Geografia não possui um histórico de grandes desistências. Muitos alunos se atrasam, mas as desistências são poucas relativamente falando. Aliás, o terceiro período era famoso como o semestre que separava os calouros, pois era quando pegávamos a disciplina Geomorfologia Estrutural com o temido Professor Hélio Mário e Geografia Agrária da exigente Professora Núbia Dias. A coisa mais comum era metade da turma não conseguir passar em uma ou outra, não raro, em ambas. E, curiosamente, apesar de ter perdido várias matérias, fui aprovado nessas duas logo na primeira vez em que as cursei.

  1. Quais dicas você daria para quem está querendo começar a fazer o mesmo curso que você?

Esse é um conselho que eu daria a qualquer pessoa independentemente do curso escolhido: pesquise bastante sobre o seu curso. Procure saber o máximo possível sobre ele. Assim as chances de escolher uma área e acabar se arrependendo depois serão bem menores. E se isso ocorrer não hesite em mudar de área, mas não faça isso sem refletir bastante antes.

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Na foto o garboso grupo de alunos (olha eu ali escondido) que ajudou a organizar um dos vários eventos o curso, nesse caso o I Simpósio Sergipano de Geografia Contemporânea

  1. Já ficou em DP? Possui algum método diferente de estudo?

Sendo bem sincero, perdi várias disciplinas. Boa parte devido a dupla jornada trabalho/estudo. Mas uma ou duas por outros motivos. Para ficar somente num caso bem específico houve a vez em que logo no primeiro dia de aula de Geografia Urbana I, após uma explanação do professor, um aluno fez um comentário muito pertinente e embasado. Para nossa surpresa, ao invés de elogiar o comentário o professor displicentemente comentou: “Já sei qual é o seu problema: você lê demais!” diante de uma turma atônita, que não sabia se aquilo era algum tipo de piada (garanto que não era pois já conhecia o professor do semestre anterior com quem cursei a disciplina Geografia da População), dei uma gostosa gargalhada, peguei meus livros e saí daquela sala para nunca mais voltar. Tempos depois tive que explicar ao colega que minha gargalhada não era para ele, mas sim para a situação ridícula de ver um professor universitário tripudiar assim e um aluno que fizera um comentário tão pertinente e enriquecedor para a aula.

Por esse exemplo podemos dizer que meu método diferenciado de estudo podia muito bem ser evitar aprender esses maus exemplos dados por alguns profissionais. Felizmente não por todos.

  1. Faça um resumo básico do seu curso para quem estiver interesse em fazê-lo.

Em seus quatro anos o curso de Geografia Licenciatura procura dar ao aluno as competências para poder entender como o ser humano em suas diferentes sociedades é e foi capaz de alterar a superfície terrestre criando um espaço próprio, procurando entender as relações existentes entre o homem (como sociedade) e esse espaço, seja ele natural ou antrópico. Ainda trabalha as competências necessárias para ser capaz de transmitir esse conhecimento de modo didático e crítico levando o aluno a refletir sobre essa intricada relação entre ser humano e espaço.

É um curso bastante rico e abrangente que procura estudar a sociedade humana através de seus mais variados aspectos, utilizando para isso conhecimentos igualmente diversos, tais como da biologia, climatologia, geologia, economia, história, filosofia etc. Se, assim como eu, você estudou uma geografia decoreba e extremamente chata na escola, esqueça tudo isso. Geografia é uma ciência extremamente crítica, interessante e capaz de nos dar um entendimento e compreensão muito abrangente do mundo em que vivemos.

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Finalmente depois de muito esforço e luta, colando grau ao lado de meus orgulhosos pais

Gostou das respostas? Pois então fique a vontade para responder também. Pode ser aqui nos comentários ou no seu blog. Só não esqueça de mandar o link.

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LIVROS 2017/2018

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Mais um ano se passou e aqui estou mantendo a tradição de fazer um levantamento das leituras que fiz no ano de 2017 e também o que venho planejando para o ano de 2018.

E, se 2016 foi um ano muito bom, 2017 foi realmente excepcional para as minhas leituras. Não só consegui atingir boa parte de minhas metas, mas também tive o prazer de ler obras incríveis e dos mais variados gêneros, exatamente um dos desafios que me impus. Li um pouquinho de quase tudo: de livros de geociências à estudos historiográficos; de biografias que remetem à ficção de tão fantásticas à romances questionadores da realidade.  E foram tantos livros bons que cheguei mesmo a ter dificuldades enormes, não só para escolher os melhores, como também para listar as decepções.

Alguns exemplos de boas leituras do ano que passou

Infelizmente, minhas leituras de quadrinhos continuam a decepcionar. Esse ano consegui a proeza de ler ainda menos quadrinhos do que no ano anterior. Como expliquei na postagem do ano passado, eu praticamente não compro mais quadrinhos, preferindo fazer o download e ler no computador em casa, deixando a leitura dos livros para o kindle ou nos volumes emprestados da biblioteca na universidade onde trabalho. Por isso boa parte das minhas leituras de novos quadrinhos são feitas em casa. E foi aí onde o problema começou, pois em 2017 meu tempo em casa pode ser resumido em: dar atenção ao meu filho, ajudando a cuidar do pequenino, além de estudar para concursos públicos. Mas se foram poucos os quadrinhos lidos, a qualidade do material lido compensou a quantidade.

Tomando por base o ano o que foi lido em 2017 estabeleci uma meta bem ambiciosa para esse ano. E nisso contei com uma ajuda perfeita da querida Capitã Sybylla do Momentum Saga, indicado nada menos que 52 obras, as quais somei algumas das leituras que não consegui completar antes do fim do ano passado.

Para quem tiver interesse em acompanhar meu progresso de leituras, fique à vontade para me seguir lá no Skoob.

2017

  1. Um livro e um quadrinho que te surpreenderam em 2017?

“Só Garotos” e “Quarto de Despejo”

Escolher uma única obra para esse item foi extremamente complicado. E mais complicado ainda foi tentar escolher apenas um dentre essas duas obras lindas. De um lado a cativante história de amor da garota magrela do interior dos EUA, tanto por seu fotógrafo de cabelos cacheados, como pela arte em suas infinitas possibilidades. Do outro a crueza e toda dor na história de uma catadora de lixo na maior cidade brasileira, que, ao sentir fome preferia escrever ao invés de xingar. São duas obras que, cada uma a seu jeito, cativam, prendem, encantam e emocionam.

Em “Só Garotos” Patti Smith, poeta, cantora, compositora e fotografa conta a história de maneira bem sóbria, poética até, fugindo do lugar-comum das biografias em geral. Partindo de sua infância, quando se percebe artista, até sua ida para Nova Iorque dos anos 60 e 70 livre – cidade apresentada pela autora de uma maneira equilibrada, livre dos deslumbramentos e depreciamentos típicos de quem escreve sobre a época –, cada lembrança contada tem um objetivo certo: alicerçar o caminho para o inusitado triângulo amoroso entre Patti, seu querido fotografo, Robert, e as artes. Uma história que emociona nos pequenos detalhes e nas suas pequenas descobertas como artistas, amantes, amigos.

Já em “Quarto de Despejo” encontramos toda a dor da vida de Maria Carolina de Jesus, catadora de papel, vivendo na São Paulo da metade do século passado as mesmas dificuldades de muitos brasileiros de hoje. Com seu jeito simples e humilde, refletido em seu texto coloquial de quem teve pouco acesso aos estudos, temos uma vontade imensa e irresistível de escrever sobre tudo aquilo que, mas do que visto, é sofrido. Nas palavras de Maria Carolina encontrei ecos de uma realidade teimosa em persistir ainda hoje. Ecos da realidade vivida por minha avó, igualmente uma mulher negra, pobre sem acesso a educação e de quem lembrava a cada virada de página.

Maus

“Maus”

Não é de hoje que quero ler “Maus”. Finalmente esse ano consegui realizar o desejo ao encontrar o volume único com um precinho excelente no Estante Virtual. Eu já comecei a leitura sabendo da importância e da qualidade da obra. Mesmo assim, não teve como não ficar profundamente impressionado com a história de Vladek Spielgman, contada por seu filho Art Spielgman com rara objetividade, embora, sem nunca perder a sensibilidade. Apesar de ter sua história contada pelo próprio filho, o Vladek que encontramos nas páginas não é, nem de longe, um herói maior que vida, sobrevivente de um dos momentos mais sombrios da história da humanidade, personificação esperada de uma história contada pelo seu próprio filho. Mas não aqui. Ao invés do herói o que vemos é um homem mesquinho, teimoso, preconceituoso e oportunista, do tipo que aparenta nunca dar ponto sem nó. Mas também é um homem carente, solitário, e ressentido da ausência do filho. Ou seja, um ser humano como qualquer outro. E é justamente aí onde reside, em minha opinião, o grande mérito de “Maus”: essa não é mais uma história uma sobre heróis e vilões, tragédias e milagres dentre tantas já ouvidas e vividas nos anos de Holocausto. É a história de uma humanidade capaz de ser tão terrivelmente mesquinha e, ao mesmo tempo, guardar dentro de si um potencial para o bem quase infindável vista pelos olhos de um pessoa comum, que, em momento algum se apercebe desse fato. É uma história que nos ajuda a entender um pouco mais sobre nós mesmos, ao mesmo tempo em que incomoda com mais e mais perguntas sobre nosso papel na história.

  1. Um livro e um quadrinho que te decepcionaram em 2017?

De Roswell à Varginha

“De Roswell à Varginha”

Se tem um tema o qual eu gosto de ler é sobre os supostamente verdadeiros casos ufológicos. No entanto, longe de ser uma versão brazuca do Giorgio Tsoukalos (nem cabelo pra isso tenho), eu procuro ser bastante cético quanto a esses relatos, sempre mantendo os pés no chão, evitando ao máximo me deixar levar pelo sensacionalismo que, invariavelmente, os acompanham. Ainda assim o tema me fascina. Especialmente o assim chamado Caso Varginha. Por ter alcançado grande repercussão até mesmo internacionalmente justamente na época de minha adolescência (mais precisamente em janeiro de 1996), esse foi um caso que até hoje chama muito a minha atenção. Por isso, que, quando encontrei esse livrinho, de autoria do ufólogo Renato Azevedo, fiquei bem empolgado e ansioso por sua leitura. Especialmente ao descobrir que a obra não tinha a pretensão de ser um relatório “verídico” dos fatos supostamente ocorridos, mas sim uma história de ficção baseadas nesses acontecimentos fazendo uma ponte entre o famoso caso brasileiro e seu equivalente americano, ocorrido meio século antes em Roswell.

Infelizmente, apesar disso, já bem no começo o livro não se decide se é texto de ficção ou obra de pesquisa, isso sem falar nos vários personagens clichês. O texto foi claudicando nessa levada até o seu término, e, apesar de tudo o que foi relatado e de alguns buracos na trama, até que terminou bem. O título também não ajuda em nada, pois fala-se bem mais de Varginha (e do caso Itaipu, outro caso ocorrido no Brasil) do que o de Roswell. Uma pena porque a ideia de se abordar o ocorrido em Varginha é muito interessante. Mas o livro poderia ser bem melhor.

O Grande Duque

“O Grande Duque”

“O Grande Duque” conta a história de Wulf o melhor piloto da Luftwaffe e de Lilya, pertencente ao esquadrão de pilotas russas que fazem missões noturnas, “As Bruxas da Noite”, durante a Segunda Guerra Mundial. Para falar a verdade, essa não é uma HQ ruim. Belamente ilustrada e com um roteiro até que interessante, ela está aqui porque me incomodou bastante o modo como a história de Lilya e das Bruxas da Noite foi retratada. Ao final da história sabemos muito mais das intenções e da história do piloto alemão do que de sua colega russa, a qual, de modo geral, quando não estava voando, era mostrada como apenas como uma mulher bonita que precisava usar de sexo para conseguir o que queria ou sair de problemas. De fato, somente numa única ocasião ela não usou esse “artifício”, mas que não foi mostrada explicitamente, ficando apenas subentendida. Aliás, todas as mulheres na história são mostradas como conseguindo o que querem quase sempre fazendo uso do sexo. Apesar de entender todas as dificuldades enfrentadas pelas mulheres naquele período, penso que não custa nada se esforçar um pouquinho em mostrar isso como um convite à reflexão e questionamento. Assim, fica aqui a decepção com a HQ quanto a esse detalhe bem importante.

  1. A melhor adaptação que você viu em 2017?

Estrelas Além do Tempo

“Estrelas Além do Tempo”

Eu li o livro de Margot Lee Shetterly poucos dias antes de assistir o filme estrelado por Katharine Johnson, Dorothy Vaughan e Mary Jackson. E, apesar de livro e filme serem bem diferentes um do outro, é impressionante como ambos conseguem ser lindamente inspiradores cada um ao seu modo. O livro: um belo e excepcional exemplo de pesquisa historiográfica do trabalho das computadoras das mulheres, em especial as negras, nos primórdios da NACA (mais tarde, NASA). O filme: uma inspiradora e necessária obra sobre as dificuldades de ser uma mulher negra procurando seu espaço num ambiente de trabalho dominado por homens brancos nos anos 60. O filme acerta ao se concentrar na história de Katharine Johnson (que fez os cálculos de reentrada da cápsula espacial levando o astronauta John Glenn), Dorothy Vaughan (uma das únicas supervisoras negras da agência) e Mary Jackson (a primeira engenheira negra da Nasa), deixando a obra original mais acessível ao público não acostumado com a leitura de obras mais acadêmicas. Mesmo exagerando em alguns detalhes e criando algumas cenas que nunca existiram de fato, o enredo é perfeito em demonstrar a segregação existente para com as mulheres negras, mas principalmente em tirar do ocultamento a história de mulheres tão importantes naquele que é considerado um dos momentos mais marcantes da história da humanidade: a conquista do espaço. E nisso, meus amigos, contou com a ajuda primorosa, elogiada e, importante destacar, premiada do trio de atrizes principais.

Mulher Maravilha

“Mulher Maravilha”

Aprendi a gostar da Mulher Maravilha lendo alguns formatinhos da personagem na fase Géorge Perez, tida por muitos como sua melhor fase até hoje. Um encanto que cresceu com a qualidade da série animada Liga da Justiça e Liga da Justiça Sem Limites. Por isso e por entender que já estava mais do que na hora de vermos um filme decente com uma heroína no protagonismo, eu estava tão ansioso pela estreia de “Mulher Maravilha” estrelado por Gal Gadot. Expectativa que cresceu uns mil por cento depois de Batman vs. Superman. Mesmo não gostando desse filme, o aparecimento triunfal da filha de Hipólita e a incrível comoção que ela causou, foi algo incrível de se sentir. E o filme não decepcionou em nada! Um enredo enxuto, tranquilo, tocando em temas pertinentes sobre representatividade não apenas feminina, com boas atuações e, ponto alto em minha opinião, sem aquela overdose de batalhas megalomaníacas, cuja única função na trama é fazer valer o uso da tecnologia 3D. O ritmo da história é calmo, tratando de contar a história sem pressa e sem atropelos, permitindo que tenhamos contato com as personagens e soframos de verdade quando algo acontece com eles. Em resumo: uma adaptação impecável e nada menos que merecida para a primeira super-heroína dos quadrinhos.

  1. Um livro e um quadrinho que não conseguiu terminar em 2017?

A Guerra Não Tem Rosto de Mulher

“A Guerra Não Tem Rosto de Mulher”

De todos os livros que não consegui ler em 2017 o que mais senti foi essa obra que trata das memórias das veteranas russas da Segunda Guerra Mundial. Justamente por não se concentrar naquilo que já conhecemos pelos livros, filmes e miríades de obras que já abordaram o conflito, tais como grandes batalhas, estratégias e coisas afim, mas na perspectiva dessas veteranas, revelando o ser humano escondido pelo conflito, que quero muito ler esse livro.

Placas Tectônicas

“Placas Tectônicas”

Quando marquei essa HQ de Margaux Motin no texto do ano passado para minha meta de leitura, eu dei como justificativa o fato de tanta gente boa falar bem dela. E de lá para cá a vontade só cresceu ao ter tido contato com mais alguns detalhes do enredo, de sua linda arte e de várias outras resenhas elogiosas ao trabalho. Agora é só conseguir comprar a HQ para poder conferir em primeira mão.

  1. Quantos livros e quadrinhos você conseguiu ler em 2017?

Para 2017 eu estipulei inicialmente uma meta de 50 obras, sendo 30 livros e 20 quadrinhos. E, apesar da leitura dos quadrinhos ter caminhado meio devagar, a leitura dos livros correu a jato. Já na metade do ano eu tinha lido 28 livros. Com isso me empolguei e coloquei mais 30 livros para o restante do ano. Ou seja, no total foram 60 livros estabelecidos como meta de leitura. E já que a leitura dos quadrinhos não evoluiu, mantive a meta de 20 quadrinhos. Mas mesmo com um começo a jato, no segundo semestre fui obrigado a diminuir o ritmo para me dedicar aos estudos para concurso. Por causa disso acabei lendo um total de 46 obras: 42 livros e 4 quadrinhos. No total li 22 livros a mais e cinco quadrinhos a menos quando comparado com a meta do ano anterior de 2016. E foram também mais páginas lidas em 2017, num total de 15.087, enquanto em 2017, li apenas 8.155 páginas.

Nas imagens, outras três excelentes leituras que recomendo bastante.

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2018

  1. Um livro e um quadrinho que está ansioso pela leitura em 2018?

Deixe as Estrelas Falarem

“Deixe as Estrelas Falarem”

Livro da Capitã Sybylla. Motivo mais do que suficiente para eu estar ansioso por sua leitura. Sou fã de tudo o que Sybylla escreve, não apenas de seus textos no Momentum Saga, mas também de seus contos e livros, os quais recomendo bastante.

Uma Bolota Molenga e Feliz

“Uma Bolota Molenga e Feliz”

Conheço as tirinhas de Sarah Andersen pelas postagens de amigos e conhecidos nas redes sociais. Sua bem dosada mistura de humor e reflexão me cativaram de imediato, trazendo junto a vontade de ler essa coletânea.

  1. Um (ou mais) desafio que se dispôs a participar em 2018?

Antes mesmo da Sybylla recomendar esses 52 livros escritos por mulheres para ler nesse ano de 2018 eu já andava com a ideia pela cabeça: não apenas ler livros escritos por mulheres mas também livros sobre mulheres, ou ambos de preferência. E assim ficou estabelecido o meu desafio para o ano. Isso e tentar de algum jeito aumentar o número de HQs lidas. Na realidade, esse é meu segundo desafio: ler todas as 20 HQs listadas em minha meta de leitura.

  1. A adaptação mais aguardada por você em 2018?

Pantera Negra

“Pantera Negra”

Se ano passado a minha adaptação mais aguardada era a merecida primeira adaptação de um quadrinho protagonizado por uma mulher, imaginem a minha expectativa para assistir a adaptação do primeiro herói negro dos quadrinhos, repleto de personagens negros, tanto homens e mulheres! Que venha o “Pantera Negra”.

  1. Uma leitura que pretende retomar em 2018?

Os Sonâmbulos – Como Eclodiu a Primeira Guerra Mundial

“Os Sonâmbulos – Como Eclodiu a Primeira Guerra Mundial”

Esse foi o livro que eu estava lendo quando terminou o ano de 2017, bem na época que comecei a pegar pesado nos estudos. É um livro bem interessante sobre os motivos que levaram ao início do conflito, ampliando algumas informações, esclarecendo outras e trazendo à tona outro tanto. Como não abandonei sua leitura, não necessariamente pretendo retoma-lo, mas sim finaliza-lo.

Homem-Aranha A Última Caçada de Kraven-Vol. 2

“Homem Aranha: A Última Caçada de Kraven, vol. 2”.

Li o primeiro volume e posterguei o segundo. Tá na hora de retomar essa clássica leitura.

  1. Três livros e três quadrinhos da sua meta para 2018?

1-O Que É Lugar de Fala? de Djamila Ribeiro. Traz questionamentos sobre um tema pertinente e necessário, escrito por uma autora extremamente coerente e capacitada.

2-Star Wars: Legado de Sangue de Claudia Gray. Um dos livros mais comentados e bem resenhados do universo expandido, tendo como protagonista ninguém menos que a Senadora Leia. Para mim são motivos suficientes para tê-lo na minha meta.

3-Os Despossuídos de Ursula K. Le Guin. A leitura dessa autora é obrigatória e imprescindível para qualquer fã de ficção científica.

1-“Angela Della Morte” de Salvador Sanz. Uma agente especial que engana o próprio corpo simulando sua morte para liberar sua alma e, assim, ocupar outras pessoas para realizar suas missões. Ficção científica com traços de terror e lindas imagens.

2-“Bordados” de Marjane Satrapi. Penso ser obrigação de todo fã de quadrinhos conhecer a obra completa de Marjani Satrapi.

3-“Retalhos” de Craig Thompson. Um extenuante trabalho de pesquisa de sete anos para criar uma obra sensível num show de gravuras inspiradas na caligrafia árabe. Se isso não for motivo suficiente para querer ler essa obra, não sei mais o que é.

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Até mais!

 

TAG: LIVROS 2017

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Uma das máximas mais antigas de nosso país (se não a mais antiga) é aquela que diz: “No Brasil o ano só começa depois do carnaval.” Sendo assim, agora que a tradicional festa da carne já se foi, que tal saudar o ano novo que de fato se inicia com uma breve vista d’olhos nas minhas leituras no ano de 2016 e também nas minhas metas e desafios para o ano de 2017? E como já tá virando tradição, faço isso respondendo a essa TAG na qual fui marcado lá no já distante ano de 2015, pelo sábio Mestre Ben Hazrael do Cabaré das Ideias. Inclusive, se você quiser conferir minhas respostas anteriores, é só clicar aqui e aqui.

O ano que passou foi muito proveitoso no quesito por minhas leituras em dia. Há muito tempo eu não lia tanto por puro prazer. Muito disso graças ao estímulo trazido ao ganhar meu falecido e-reader. Mesmo depois do coitado ter quebrado, continuei catando todo tipo de leitura. E nisso tenho muita sorte, pois trabalho numa universidade com uma vasta biblioteca. E como, no momento, não estou em condições financeiras para sair comprando todos os livros que desejo, é justamente essa biblioteca que tem me salvado. Infelizmente nem todos os livros desejados acabo encontrando por lá, mas os que encontro já dá pro gasto.

Por outro lado, a quantidade de leituras de quadrinhos foi bem menor do que eu pretendia. Dos 18 quadrinhos que estabeleci como meta de leitura, consegui ler apenas 9. Muito de não conseguir chegar nem perto de atingir a meta foi devido a quase  não mais comprar quadrinhos em mídia física. Principalmente pela questão do custo, mas também pela disponibilidade de títulos ser muito maior em mídia digital. Títulos estrangeiros que dificilmente seriam publicados por aqui, são facilmente encontrados em páginas que se dispõem a traduzir essas obras e disponibiliza-las na rede. Infelizmente, a leitura desse material na tela do computador não é das mais adequadas, cansando logo a vista. E esse foi o principal motivo de não ter lido tantas HQs em 2016.

Para esse ano de 2017 estabeleci como meta a leitura de 30 livros além de 20 HQs. Falo um pouco sobre essas obras a seguir, mas se quiser saber quais são todas elas, fique a vontade para visitar minha página no Skoob ou me seguir lá, se quiser. O link é esse aqui.

E uma boa leitura!

2016

  1. Um livro e um quadrinho que te surpreenderam em 2016?

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Esse ano eu consegui ler livros bem variados com temáticas e gêneros um tanto diferentes entre si. Muitos desses surpreenderam por serem totalmente diferentes do que eu esperava, a exemplo de “O Nome da Rosa” do meu quase xará, Umberto Eco. Esse era um livro que eu supunha ter uma leitura mais complicada do que realmente tem, me surpreendendo pela fluidez de sua leitura, apesar das muitas e muitas partes (e mesmo alguns diálogos) em latim. Outros como “Ensaio Sobre a Cegueira” de José Saramago e “A Cor Púrpura” de Alice Walker mesmo com minha expectativa lá em cima, conseguiram ser ainda melhores do que eu tinha imaginado. E  cada um desses poderia figurar nesse quesito tranquilamente como grande surpresa, mas optei mesmo por ficar com “Meu Casaco de General” de Luiz Eduardo Soares. O livro narra os quinhentos dias em que o autor fez parte da Secretária de Segurança Pública do Rio de Janeiro durante o governo de Anthony Garotinho. Achei o livro por acaso enquanto acompanhava um colega na biblioteca da universidade onde trabalho e sua capa e temática me chamaram a atenção. Dei uma chance e tive uma mais do que grata surpresa com os relatos de puro descaso e omissão com a segurança naquele estado. Descaso esse que, com certeza não é exclusividade do Rio de Janeiro e nem ficou naquele passado nem tão distante assim do final dos anos 90 e início dos anos 2000. As já inúmeras rebeliões em presídios em todo o país somente nesse comecinho de 2017 e o caos que se instaurou no Espírito Santo com a greve dos policiais que o digam. Se tem um livro que recomendo bastante esse ano, com certeza é “Meu Casaco de General”.

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Infelizmente, como eu comentei na introdução, eu não li tantos quadrinhos como eu queria. No entanto, se a quantidade foi pouca ao menos a qualidade se manteve. Eu já sou fã da série Os Mundos de Aldebaran tendo gostado muito do primeiro ciclo onde conhecemos os descendentes da tentativa humana de colonizar um planeta no sistema de Aldebaran, e do segundo ciclo onde as tentativas de colonização passam a ser no sistema de Betelgeuse. Em ambos os personagens precisam lidar com a misteriosa Mantrise e seus segredos, em tramas bem escritas, com reviravoltas e personagens interessantes com grande destaque para as personagens femininas. Outro destaque são os belos desenhos de Luis Eduardo Oliveira, ou LEO, ao apresentar mundo inteiros além de flora e fauna bem diversificada e exótica. Mesmo tendo todos esses elementos o primeiro capítulo de “Antares”, que faz parte do terceiro ciclo, conseguiu me surpreender, não apenas por manter a qualidade dos ciclos anteriores, mas também por entregar uma história nova com foco diferente em relação as demais, apresentando novos personagens e também um enigma novinho a ser desvendado pela verdadeira heroína das tramas anteriores, a jovem Kim Keller.

  1. Um livro e um quadrinho que te decepcionaram em 2016?

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O livro “Prato Sujo” de Marcia Kedouk chegou lá em casa emprestado por um casal de amigos. Logo a temática chamou minha atenção, pois ele se propunha a contar como a indústria dos alimentos viciou e ainda vicia nosso cérebro com substâncias prazerosas, pouco nutritivas porém muito lucrativas. O começo foi bem ao contar essa história. Mas do meio pro final o livro começou a cansar e ele acabou não sendo tudo aquilo que eu imaginava. É uma leitura leve, bem instrutivo, mas eu esperava um pouco mais dele. Talvez a expectativa é que tenha estragado a leitura.

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Eu comecei a ler a série de três HQs Megalex não apenas por ser um quadrinho de ficção científica, mas também por ter a frente o nome do autor chileno Alejandro Jodorowsky, parceiro de Moebius no clássico “O Incal”. A série foi muito bem em seu primeiro livro “A Anomalia”, apresentando o mundo de Megalex num futuro automatizado, em que tudo, até mesmo o nascimento de cada pessoa, é convertido num processo mecânico, onde não existe espaço para nenhum falha. A história tem início com a fuga de um soldado que, por ter crescido demais, é considerado uma anomalia mas consegue escapar do controle de qualidade (a execução sumária) e acaba sendo resgatado por uma misteriosa moça careca. O segundo volume, “O Anjo Corcunda”, mantém a qualidade do primeiro volume, muito embora não sem algumas críticas. A principal, ao meu ver, é a desnecessária erotização da Princesa Kavatah e da misteriosa rebelde careca (tanto uma como a outra são desenhadas com seios enormes), além do uso de uma ou duas piadas envolvendo os seios dessa última. A terceira parte “O Coração de Kavatah” não só manteve a pegada e a qualidade como também a erotização das personagens. Mas também apresentou algumas reviravoltas instigantes e revelações bem boladas. No entanto, quando a história parecia que ia engrenar pra valer, ela termina de repente num desfecho bem meia boca e decepcionante, deixando um gostinho bem amargo pra uma HQ que prometeu muito mais do que cumpriu.

  1. A melhor adaptação que você viu em 2016?

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Eu estou bem devagar no quesito filmes. Nos cinemas esse ano assisti somente Batman vs. Superman, mas embora tenha até gostado do filme, sei que ele não é nem de longe a melhor adaptação do ano. Na TV também não tenho assistido muitos filmes. Mas fiquei positivamente surpreso com o filme do Homem Formiga. Então fica sendo ele mesmo.

  1. Um livro e um quadrinho que não conseguiu terminar em 2016?

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Eu não consegui ler vários livros de minha meta, alguns porque não consegui compra-los outros porque são bem difíceis de encontrar mesmo nas bibliotecas. O melhor exemplo nesse último caso foi o do livro “Sergipe Colonial II” da historiadora e geógrafa sergipana Maria Thétis Nunes. Quero muito ler esse livro não apenas pelo desejo de aprender mais sobre meu estado, mas também por ser fundamental nas minhas pesquisas para a última parte no apanhado histórico que estou publicando aqui no blog. Sem falar de sua importância para um outro projeto que venho desenvolvendo e sobre o qual falarei mais em breve. No entanto, para essa questão particular, vou citar aqui a “Síntese da Coleção da História Geral da África Vol. 2” como sendo o livro não lido em 2016. Por seu tamanho, tendo quase 1000 páginas que requerem uma leitura atenta, demorei a terminar a leitura do volume 1 e, apesar de tê-la iniciado ainda em 2016, só consegui terminar esse volume 2 em 2017.

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Robert Crumb, um dos fundadores do movimento underground, é famoso por abordar temas como drogas e sexo em suas obras. Ao decidir adaptar o primeiro livro da Bíblia deixou todo mundo curioso sobre o que ele tinha em mente. E o resultado é “Gênesis”, HQ fruto de um trabalho de pesquisa minucioso e muito sério, com uma qualidade irretocável. Infelizmente por conta do tamanho da obra não deu pra terminar sua leitura. Mas se você quer saber mais sobre essa belíssima obra recomendo assistir esse vídeo produzido pelos Quadrinheiros onde a obra é dissecada.

  1. Quantos livros e quadrinhos você conseguiu ler em 2016?

Eu tinha estipulado uma meta de 41 obras, entre livros e quadrinhos, para ler em 2016. Eram 23 livros e 18 quadrinhos, sendo que desses li um total de 29 obras: 20 livros e 9 Quadrinhos. Foram dois livros e quatro quadrinhos a mais se comparado com a meta do ano anterior. E, para minha total surpresa, foram menos páginas lidas em 2016, num total de 8.155, enquanto em 2015, li 9.267 páginas.

 2017

  1. Um livro e um quadrinho que está ansioso pela leitura em 2017?

Nas duas postagens anteriores eu expliquei que não costumo acompanhar os lançamentos de novas obras. Então para não dar as mesmas desculpas dos anos anteriores, resolvi alterar levemente a pergunta desse quesito. Assim, ao invés de responder por quais lançamentos estou ansioso, prefiro dizer por quais leituras estou ansioso para iniciar nesse ano.

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Dos livros, estou muito ansioso por iniciar a leitura de “Estrelas Além do Tempo”. Desde que tomei conhecimento da história por ele contada desejo ler esse livro. E graças a querida amiga Sybylla, vou poder matar essa vontade.

Nos quadrinhos estou muito ansioso para ler o segundo volume de “Rainhas de Sangue: Isabel-A Loba da França”. Gostei bastante do primeiro volume, especialmente pelos belos desenhos do artista Jaime Calderón.

  1. Um (ou mais) desafio que se dispôs a participar em 2017?

Eu passei todo o ano de 2016 planejando ler os livros de Milton Santos. E tinha como meta comprar alguns para começar a compor minha biblioteca geográfica e, aqueles que não encontra-se para compra, pega-los emprestado na biblioteca da universidade. Mas como minhas condições financeiras esse ano talvez não me permitam o pequeno luxo de comprar livros e, sendo poucos os títulos do geógrafo baiano disponíveis na biblioteca,  fui obrigado a adiar o plano. Assim, me propus três desafios particulares: o primeiro, ler a maior quantidade de livros cuja temática seja voltada para a ciência geográfica. O segundo é ler o maior número possível de obras de autores sergipanos ou cuja temática seja Sergipe. Já o terceiro é retomar a leitura abandonada de três livros: “O Dia do Curinga” e “O Mundo de Sofia” ambos do autor norueguês Jostein Gaarder e “O Espírito das Leis” de Montesquieu.

  1. A adaptação mais aguardada por você em 2017?

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Eu sou tão por fora disso de datas de lançamento, que ao responder a TAG ano passado eu afirmei estar ansioso pelo lançamento do filme da Mulher Maravilha. Nenhum problema nisso a não ser pelo fato do filme estrear mesmo só em 2 de junho de 2017, e isso lá nos EUA. Pelo visto ansiedade pouca é bobagem.

  1. Uma leitura que pretende retomar em 2017?

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Já que adiantei os livros que pretendo retomar ao responder o item 7, aqui falarei sobre os quadrinhos. Ano passado pretendia retomar a leitura da obra “Os Passageiros do Vento”. Faltavam três volumes, mas só consegui ler um deles e por isso pretendo retomar a leitura finalizando os dois últimos volumes. Além desses quero muito poder terminar “O Incal”, obra icônica de Moebius e Jodorowsky. Nem que seja para poder tira o gostinho amargo que ficou com o final de Megalex.

  1. Três livros e três quadrinhos da sua meta para 2017?

1-Só Garotos de Patti Smith. Apesar de gostar de livros que contem a história de grandes astros da música ou de bandas famosas, nem sempre consigo encontra-los com facilidade. Aproveitei que a biblioteca aqui tinha essa autobiografia da Patti Smith para inclui-la em minha meta de leituras para esse ano.

2-Quarto de Despejo de Carolina Maria de Jesus. Julgo ser esse um livro essencial. E, sendo assim, já passou, e muito, da hora de ler.

3-A Independência do Solo que Habitamos: Poder, Autonomia e Cultura Política na Construção do Império Brasileiro – Sergipe (1750-1831) de Edna Maria Matos Antonio. Tese de doutorado, transformada em livro através do Programa de Publicações Digitais da Pró-Reitoria de Pós-Graduação da Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho (UNESP). Para conhecer um pouco mais a fundo sobre como se deu o processo de emancipação política de Sergipe.

1-“Maus” de Art Spiegelman. Clássico quadrinho vencedor do Pulitzer. Uma visão diferenciada dos horrores da Segunda Guerra, objeto de estudo em várias especialidades. Decidi que esse ano tenho de ler essa obra-prima, mesmo que para isso precise compra-la.

2-“Placas Tectônicas” de Margaux Motin. Tenho visto tanta gente boa falando bem dessa HQ que resolvi arriscar. Pelo que já li sobre ela é coisa fina e promete.

3-“Campos de Batalha” de Garth Ennis (texto) e Russ Braun e Peter Snejbjerg (desenhos). Desde que tomei conhecimento da existência de um esquadrão de pilotas russas enviadas em missões noturnas contra os nazistas na Segunda Guerra me interessei em saber mais sobre elas.

*  *  *

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TAG: COMO VOCÊ ERA NOS TEMPOS DE ESCOLA

Vi essa TAG no Momentum Saga, que, por sua vez, viu no Just Lia. Como já faz um tempinho que não respondo uma TAG assim novinha em folha, cá estou eu respondendo sobre como eu era nos meus saudosos tempos de escola.

Durante minha infância e adolescência eu estudei em várias escolas diferentes, alternando períodos em escolas públicas e outros em particulares. Para essa TAG vou privilegiar o período entre 1990 a 2001, correspondente a todo o ensino fundamental e médio. Nesse período estudei em três diferentes escolas, uma particular o Santa Fé (SF) e duas públicas, a Escola Estadual Professora Ofenísia Soares Freire (OSF) e a Escola de 1º e 2º Graus Governador João Alves Filho (JAF)*. Para facilitar a leitura, utilizei no texto as siglas que acompanham os nomes das escolas.

Em cada uma dessas três escolas eu vivi bons e maus momentos que me marcaram profundamente. Ao responder as perguntas da TAG irei identificando onde e quando ocorreu cada evento. Em algumas respostas relatei momentos ocorridos nas três, já em outras apenas uma ou duas delas.

  1. Quem era você na escola, como você era? E como era sua escola?

No OSF eu cursei da 1ª à 5ª série do fundamental. Nessa época eu era extremamente tímido e também extremamente dedicado aos estudos e por isso eu procurava sentar na frente. Essa também era uma tática para fugir dos colegas bagunceiros, que volta e meia me escolhiam como alvo de suas brincadeiras de mau gosto.

Já na época de SF, onde fiz a 6ª e 7ª série e do JAF, onde fiz todo o ensino médio, eu já estava mais desinibido e a vontade e por isso mesmo fui migrando aos poucos para as carteiras que ficavam no fundo da sala. Foi também nesse período onde comecei a refletir sobre o sistema de ensino e a desgostar daquele sistema que privilegiava a decoreba em detrimento ao raciocínio. Um pouco por causa disso e muito por causa da própria adolescência, passei a desinteressar um pouco dos estudos e a me tornar mais rebelde.

  1. Qual era sua tribo?

Nunca fui muito de integrar esse ou aquele rótulo. Tirando o período de OSF, eu era conhecido por conversar e ter amizades com todo mundo. E, sendo bem sincero, depois de anos onde a timidez me impedia de me aproximar e fazer amizades, eu realmente gostava de ser alguém capaz de fazer amizades com os mais diferentes tipos de colegas.

Foi somente na época de JAF que passei a ser identificado mais como roqueiro, pois passei a frequentar as aulas usando calças rasgadas e riscadas, um tênis super detonado, com grampos remendando os calcanhares rasgados (e que logo ganharia o apelido de Brutus), e nas aulas de reposição aos sábados ou aulas extra-classe – quando estávamos liberados da camisa do uniforme –, camisas de minhas bandas preferidas. Mas nem por isso deixei de ter amizade ou conversar com o pessoal que curtia pagode ou forró. Aliás a minha melhor amiga nessa época era uma forrozeira incorrigível.

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Eu e minha amiga irmã Dani no intervalo (pelo menos eu acho que era o intervalo)

  1. No recreio, onde era mais fácil te encontrar?

Quando no OSF brincando com dois amigos que também eram vizinhos e estudavam na mesma sala. Já no SF eu passava boa parte do tempo conversando com as meninas da sala ou de outras turmas. Por essa época eu não tinha muita paciência para as brincadeiras da moda nas escolas, em geral muito violentas. Ou então estava na cantina tentando descolar um rango grátis. A dona da cantina fazia supletivo à noite e em troca de lanche grátis eu a ajudava com as atividades e trabalhos de casa.

Finalmente quando estudei no JAF eu poderia ser facilmente encontrado pelos corredores em animados bate-papos com colegas e amigos que curtiam as mesmas coisas que eu. Pela primeira vez na vida eu encontrava pessoas que eram tão ou mais viciadas em leitura, curtiam o mesmo tipo de som e também adoravam escrever. Dalvinha, Aline, Tiago e eu formávamos uma espécie de grupo intelectual onde debatíamos de tudo, de Nietsche a livros de auto-ajuda, de Nirvana a Paulo Coelho. Debatíamos, trocávamos dicas de leituras, líamos os textos uns dos outros, combinávamos de ir ao cinema ou saraus de poesias. Pra falar a verdade, as vezes nem precisávamos estar no intervalo para ficar pelos corredores de papo.

  1. Já namorou ou ficou com alguém da escola? Foi dentro ou fora da escola?

Namorar, namorar alguém da escola propriamente falando, nunca namorei. Mas ao cursar o terceiro ano do ensino médio passei por um período de popularidade no JAF, que o garotinho tímido do OSF jamais sonharia ter, nem mesmo em seus devaneios mais loucos. Nessa época fiquei com uma garota que conheci nas escadarias da escola. Aliás, hoje faz exatamente 15 anos que ficamos pela primeira vez. Lembro, pois era o dia do meu aniversário e acabamos flagrados aos beijos e abraços pela Professora de Química e vários amigos de turma que me zuaram muito depois.

Pouco tempo depois durante a gincana do colégio fiquei com uma menina extremamente bonita, que me gerou muitas críticas e advertências por parte de alguns colegas e amigos, pois ela tinha fama de ser “rodada”. Não dei ouvidos e continuei ficando com ela de vez em quando.

Finalmente, já no finalzinho do ano acabei ficando com a mesma Aline do grupinho citado no tópico acima. Embora tenhamos nos entendido super bem desde o dia em que nos conhecemos, uma série de encontros e desencontros dignos de uma novela mexicana, impediu que ficássemos antes. Isso gerou muitas coisas boas, mas também muitas ruins, que, quem sabe um dia eu conto por aqui.

  1. Já fez alguma coisa escondida ou contra as regras? Já cabulou aula?

Até entrar no JAF eu era muito certinho e não gostava de cabular (ou gazear aula, como dizemos aqui). Tudo isso mudou obviamente ao passar a estudar no JAF, na época reconhecidamente um dos colégios, senão o mais, violento do estado. Gazear aula era uma prática comum entre os alunos. Várias vezes passei pelo vão aberto por nós mesmos na grade dos fundos da escola, para atividades triviais como assistir cinema no shopping próximo, ou outras bem menos ortodoxas, como ir até o Calçadão da 13 de Julho para beber vinho barato, que comprávamos através de uma cotinha entre os gazeadores, ao som de muito rock.

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Visão atual da Escola João Alves Filho e da grade pela qual fugíamos para gazear as aulas

  1. Se lembra de alguma modinha que você seguiu?

Nunca gostei de modinhas e não lembro de ter participado de nenhuma. Na verdade sempre tive pavor de moda ou qualquer coisa similar. Mas lembro que fui eu e alguns amigos que costumavam assistir televisão lá em casa, que viciamos a galera da escola em vários programas que passavam na TV Cultura. Doug, O Mundo de Beakman são alguns exemplos. Isso na época do SF.

  1. Qual foi o melhor e o pior dia?

O melhor dia foi no segundo ano do ensino médio quando ganhamos a gincana escolar. Era o ano 2000 e todas as atividades da gincana deveriam ser cumpridas utilizando temas brasileiros. Por puro desleixo minha turma simplesmente deixou o barco andar e quando demos por nós, já era véspera da gincana e não tínhamos nada pronto. No desespero fizemos uma reunião de emergência onde minha amiga-irmã Dani nos estimulou a correr atrás do prejuízo usando o argumento de que não poderíamos passar a vergonha de não apresentar nada. Do nada nos mobilizamos e, sem pensar em vitória, cumprimos cada uma das tarefas preocupando-nos apenas em nos divertir e não passar a dita vergonha. O resultado final foi tão leve, espontâneo e brasileiro (éramos uma turma muito ufanista, muito ligada as coisas do Brasil e do próprio estado de Sergipe), que acabamos por ganhar a gincana com uma gigantesca vantagem em relação a segunda colocada. Nem a gente acreditou!

Tive vários momentos ruins em toda minha vida escolar. Mas aquele que mais me marcou foi quando reprovei a 6ª Série no SF e precisei contar para minha mãe. Sua expressão de decepção ficou permanentemente gravada em minha mente e coração.

  1. Se envolveu em algum tipo de briga ou movimento/protesto?

Foi no JAF onde aprendi a importância da militância política e onde desenvolvi uma postura que eu poderia chamar de esquerdo-anárquica. Não muito fã de cumprir normas que eu julgava autoritárias, incoerentes ou simplesmente imbecis, tendo lido livros como 1984 e fã de punk rock, eu costumava ter alguns embates homéricos com a diretora da escola, por conta de determinadas regras que visavam moralizar a escola. Estando bem popular na época do terceiro ano, cheguei a ser convidado a participar do Grêmio Estudantil, mas recusei, explicando que poderiam contar comigo para ajudar no que fosse preciso, mas não queria me ver preso a nenhum grupo, para poder continuar tendo a liberdade de criticar o que quer que estivesse errado, fosse de onde fosse.

Quanto as brigas literais, de murro e pontapés nunca briguei na escola. Quando mais novo por medo da surra dupla que levaria em casa (de minha mãe e do meu pai), e mais velho por consciência de que minha mãe já se desgastava demais num emprego cansativo para ainda ter que ir na escola pra ouvir reclamação do filho brigão.

  1. Sua escola tinha alguma lenda, tipo loira do banheiro? Você tinha algum medo na escola?

Quando estudei no OSF muitos garotos costumavam subir até a enorme caixa d’água da escola para nadar lá dentro. Outros costumavam jogar as carteiras quebradas lá dentro, por sabe-se lá qual motivo. Isso acabou gerando a lenda de que um garoto teria morrido lá dentro ao se cortar nas ferragens das carteiras velhas que lentamente enferrujavam dentro da caixa d’água.

A história do garoto era lenda, mas um garoto realmente quase morreu afogado certa vez e água que saía dos bebedouros tinha um forte gosto de ferrugem.

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A entrada do Ofenísia Soares Freire atualmente fechada para reformas**

  1. Sofreu ou causou Bullying em alguém?

Principalmente na época de OSF eu sofri uma certa quantidade bullying, principalmente dos garotos mais velhos. Muito calado, muito estudioso e com gostos e costumes meio estranhos, os valentões adoravam me zuar. Particularmente não guardo mágoa, pois tudo isso me ajudou a me defender e a ter uma atitude mais positiva sobre mim mesmo.

Até onde lembre, jamais causei bullying. Mas como é mais fácil lembrar de nossa própria dor e não da causada por nós…

  1. Como era a sua performance em apresentações da escola? Curtia?

Eu só fui participar de apresentações já na época do JAF, quando já dominava quase totalmente minha timidez. E eu adorava participar de apresentações de seminários, gincanas e feiras literárias. É por causa da apresentação de uma versão moderna do Auto da Barca do Inferno do autor português Gil Vicente (que entraria pra história do JAF), onde interpretei um pastor que roubava os fiéis, que alguns amigos dessa época ainda hoje me chamam de pastor!

  1. Do que você mais lembra desse tempo? Quais as coisas que mais te trazem lembranças?

Lembro de muitas, mas muitas coisas mesmo da época de OSF, SF e JAF. Mesmo com os problemas e momentos ruins foram os momentos mais felizes da minha vida. Especialmente o último ano de OSF, o último do SF e o último no JAF (particularmente esse último) foram anos marcantes para mim, que me deixaram uma gama enorme de boas lembranças.

  1. Teve algum professor(a) ou funcionário(a) que te marcou?

A Professora Malvina de Geografia na 5ª Série no OSF. Durona, ninguém andava fora da linha em sua aula. Mas era também extremamente competente. A Professora Adalgisa de Biologia e Leila de Química do ensino médio no JAF também me marcaram pelo comprometimento. Enquanto muitos professores fingiam que davam aula e nos fingíamos que estudávamos, elas jamais deixaram de passar um conteúdo sequer de sua matéria e nem de tentar enfiar em nossas cabeças teimosas a importância do estudo.

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Turma (ou parte dela) do 3º Ano D. Essa foto é especial pois foi tirada poucos dias depois do ataque às Torres Gêmeas em 11 de Setembro de 2001

  1. Se você pudesse voltar no tempo, o que você diria pra você mesmo naquela época?

Esse é um ponto sobre o qual já refleti muito na minha vida. E nos últimos tempos, tenho chegado a conclusão de que não diria nada. Deixar-me-ia seguir o curso que segui, pois, mesmos que alguns tenham sido muito dolorosos, me deixaram como legado ensinamentos profundos e importantes em minha vida atual.

Pensando bem, diria algo sim. Um breve, porém caloroso: “Viva intensamente essa vida! Você não vai se arrepender!”

E tenho certeza de que seria atendido.

Gostou das respostas? Pois então fique a vontade para responder também. Pode ser aqui nos comentários ou no seu blog. Só não esqueça de mandar o link.

*Atualmente a Escola de 1º e 2º Graus Governador João Alves Filho passou a se chamar Centro de Excelência Professor José Carlos de Sousa. A mudança se deu em cumprimento da determinação do Tribunal de Justiça, que obriga a remoção dos nomes de pessoas vivas em prédios e demais logradouros públicos de Sergipe, inclusive fachadas, placas interna ou externamente, material publicitário, documentos e outros papéis oficiais.

**A Escola Estadual Professora Ofenísia Freire teve sua reforma finalizada recentemente. Abaixo ponho uma foto da nova fachada da escola.

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Nova fachada da Escola Estadual Prof.ª Ofenísia Soares Freire em imagem do Google Maps

TAG: LIVROS 2016

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Há exatamente um ano eu era tagueado pelo Mestre Ben Hazrael, dono do Cabaré das Ideias, para responder uma TAG sobre os livros lidos no ano de 2014. Já naquela data eu tinha a ideia de retornar ao texto para ver o que tinha mudado, bem como minha leitura se desenvolveu (ou regrediu) no ano de 2015 com relação ao ano anterior.

Logo depois de escrever a TAG original, adquiri de minha querida amiga Sybylla um e-reader Kindle, que, olha vou te contar, foi a melhor aquisição que já fiz na vida. Com ele voltei a ler como só tinha conseguido antes de entrar na universidade. E só não li mais, pois precisava estudar para os concursos da vida e também porque num lamentável incidente a tela do aparelhinho quebrou, impossibilitando seu uso. E, infelizmente, ainda não tive como comprar outro.

Mas isso é história para outro texto, o qual, aliás, já está quase pronto pra nascer. Por agora voltemos às minhas leituras nesse ano de 2015 e os meus planos para o ano que vem:

2015

  1. Um livro que te surpreendeu em 2015?

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“O Hobbit” de J. R. R. Tolkien. Finalmente tive a oportunidade de ler o tão famoso livro de Tolkien, tão amado por tantos. E foi uma surpresa imensa descobrir uma leitura leve, intensa e cheia de emoção e aventura, bem diferente de tudo o que esperava em virtude de minha experiência com “A Sociedade do Anel”. Bem menos detalhista que a saga da Guerra do Anel, esse livro é do tipo que considero um perfeito exemplo de obra infanto-juvenil, ou seja, direcionado para crianças, mas que qualquer adulto consegue ler sem achar a leitura chata.

  1. Um livro que te decepcionou em 2015?

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Eu poderia dizer “Os Segredos do Nazismo” de Sérgio Pereira Couto. Mas vou ficar com “Operação Cavalo de Tróia 3 – Saidan” de J. J. Benítez por dois bons motivos. Primeiro: eu já citei a obra de Sérgio Pereira Couto nessa outra TAG sobre arrependimentos literários. Segundo: apesar de toda a galhofada do Benítez em afirmar que a história de seus “Cavalo de Tróia” é real, eu gostei bastante do primeiro livro (tirando a parte introdutória. Essa só foi capaz de me levar a risos e muita vergonha alheia). Mas para tanto, foi preciso esquecer a lenga-lenga do autor e encarar toda a história como uma ficção científica, cuja premissa básica seria o hight-concept: e se pudéssemos voltar no tempo e testemunhar a veracidade da ressurreição de Cristo? Com isso em mente a história é bem interessante. Ainda assim, mesmo nesse primeiro livro, já esgota um pouco todo o papo pseudo-místico-religioso. O que eu não esperava é que o terceiro livro da série fosse basicamente todo baseado nesse papo, que, analisando direitinho, não diz nada com nada. Isso sem falar na parte introdutória, que, a exemplo do primeiro livro, se propõe a contar como Benítez conseguiu ter acesso a documentação base para os livros. Um primor de vergonha alheia.

  1. A melhor adaptação que você viu em 2015?
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Imagem do W Arte Pop

Quando respondi a TAG no ano passado, eu respondi que estava ansioso por assistir “Jogos Vorazes A Esperança Parte 2”. Mas acabou que nem consegui assistir o filme ainda. De fato assisti bem poucos filmes dos lançados em 2015. Por isso a resposta aqui vai ser a coletânea de filmes da série Harry Potter. Apesar de ter bastante críticas a adaptação das obras para a telona, ainda assim são filmes muito bons.

  1. Um livro que não conseguiu terminar em 2015?
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Imagem do Mais Leitura BCO

“História Geral da África, vol. I” de J. Ki-Zerbo (org.). O livro é parte de uma coletânea em oito volumes publicada pela Unesco, escrita e produzida por mais de 350 especialistas das mais variadas áreas do conhecimento, sob a direção de um Comitê Científico Internacional formado por 39 intelectuais, dos quais dois terços eram africanos e é uma joia inestimável de conhecimento sobre a África. Denso e minucioso é uma obra para ser estudada, muito mais que apenas lida. Por isso mesmo ainda não consegui terminar sua leitura. Isso e às mais de 900 páginas que compõem só esse primeiro volume. E para os interessados, o site da Unesco disponibiliza gratuitamente os livros no formato PDF em seu site.

  1. Quantos livros você conseguiu ler em 2015?

Segundo minhas anotações no Skoob eu li 26 livros e somente cinco Quadrinhos. Achei muito pouco, pois esse é praticamente o mesmo número de livros que li um ano antes. E quanto aos Quadrinhos li menos ainda, pois um ano antes eu tinha lido bem uns trinta títulos. Mas se a quantidade não foi lá essas coisas, a qualidade das obras foi muito melhor.

2016

  1. Um livro que está ansioso pelo lançamento em 2016?

Universo Desconstruído

Continuo completamente por fora dos lançamentos literários. E já que Universo Desconstruído Vol. II  já foi lançado (não comecei a ler ainda porque quero ler no kindle, na telinha do celular é muito cansativo), não estou particularmente ansioso por nenhum  outro lançamento.

  1. Um (ou mais) desafio que se dispôs a participar em 2016?

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“Desafio literário? Pra mim vai ser aumentar o número de livros lidos nesse ano, já que li poucos no ano passado. Quero ler mais e diversificar mais minhas leituras. Quero fugir do mais do mesmo.” Essa foi minha resposta no ano passado e continua valendo para esse ano. Antes do kindle quebrar eu tinha separado alguns clássicos da literatura mundial e brasileira para ler ou reler. Títulos de Dostoievski, a saga “O Tempo e o Vento” de Érico Veríssimo e “As Veias Abertas da América Latina” de Eduardo Galeano. Esse será meu verdadeiro desafio para esse ano.

  1. A adaptação mais aguardada por você em 2016?

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Eu nunca fui muito fã do Superman nos quadrinhos, embora sempre tenha surpresas até que agradáveis quando o personagem vai para outras mídias, como o cinema ou a tela da TV. O mesmo vem acontecendo com o Capitão América. O primeiro filme foi ok, legalzinho, mas o segundo foi muito bom! Por isso estou bem ansioso para assistir “Capitão América: Guerra Civil”. Outra adaptação pela qual estou muito ansioso é “Mulher Maravilha”, mas estou com um pezinho atrás, com medo de que façam besteira. Na realidade estou mesmo é tentando manter a expectativa baixa para não me decepcionar.

  1. Uma leitura que pretende retomar em 2016?

Passageiros+Do+Vento+T3+-+00+A

“Os passageiros do Vento 3 – A Feitoria de Judá” de François Bourgeon. Considerada a obra-prima de François Bourgeon, a série Os Passageiros do Vento conta a história da nobre Isa que teve sua identidade roubada em aventuras pelo oceano no século XVIII. Leitura encantadora, lindamente ilustrada pelo próprio Bourgeon, parei a leitura no livro 2 “O Pontão” e pretendo retomar lendo esse livro 3, o livro 4, “A hora da Serpente” e o quinto e último livro intitulado “Ébano”.

  1. Três livros da sua meta para 2016?

Baixar-Livro-Americanah-Chimamanda-Ngozi-Adichie-em-PDF-ePub-e-Mobi                       preconceito linguistico                      As veias abertas da america latina

1-“Americanah” de Chimamanda Ngozi Adichie. Li como aperitivo “Sejamos Todos Feministas” e me encantei. Agora mais do que nunca quero ler e ter esse livro em minha estante.

2-“Preconceito linguístico: o que é, como se faz” de Marcos Bagno. Recomendação da Samantha do Meteorópole. Por se tratar de um assunto que considero muito importante não vejo a hora de começar a lê-lo.

3-“As Veias Abertas da América Latina” de Eduardo Galeano. Esse eu já iniciei a leitura tem pouco menos de uma semana. Por algum mistério insondável nenhum professor na universidade julgou que deveríamos ler. Agora estou correndo atrás do prejuízo.

No ano passado eu tinha de repassar o desafio. Vou manter a ideia e marco para responde-lo a minha amiga Jéssica Amaral, que depois de muitas tentativas iniciou o promissor Chocolate Por Obséquio. Aproveito para marcar também minha outra querida amiga/irmã Dani, que, ainda não escreve em nenhum blog, mas que já passou da hora de se aventurar por essas sendas.

E quem se sentir a vontade pode responder também. No seu blog ou aqui nos comentários.

TAG: SKOOB – MINHA ESTANTE VIRTUAL

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O Skoob é um tipo de rede social de leitores usada para facilitar a organização de todo o material já lido por alguém ou que pretende ler. E também serve para se conhecer outros apaixonados por leitura.

A ideia da TAG surgiu nesse post na página do Skoob no Facebook. Vários blogs responderam, dentre eles o Meteorópole e o Momemtum Saga. As respostas da Samantha você pode conferir aqui e as da Sybylla aqui. E como não poderia deixar de ser fui marcado pela Sybylla para responder também. Abaixo você pode conferir minhas respostinhas básicas:

  1. Quantos livros lidos você tem na sua aba LIDO no skoob?

No momento tenho 159 livros, 91 quadrinhos e 8 revistas. Acredito que, dos livros, eu tenha conseguido registrar a maioria, mas quanto aos quadrinhos e revistas tem vários que eu simplesmente não lembro os títulos e por isso não os registrei.

  1. Qual livro você está lendo?

Em teoria eu estou lendo 5 livros. Digo em teoria porque dois deles, “O Espírito das Leis” e “História do Pensamento Geográfico e Epistemologia em Geografia” estão mais para abandonados. O primeiro porque precisei devolver a Biblioteca e o segundo por falta de tempo. Já a leitura dos 3 restantes tem me ocupado bastante.

O Espirito das Leis Martins Fontes

  1. Quantos livros tem na sua aba QUERO LER?

Tenho 16. Além dos volumes da Coleção Operação Cavalo de Troia (uma série que acho muito instigante e sobre a qual ainda escreverei algumas linhas nesse blog), tenho muita vontade de ler “Ensaio Sobre a Cegueira” e “Crime e Castigo”. Na realidade eu quero ler vários livros de Dostoiévski.

  1. Você está relendo algum livro? Qual é?

No momento não estou relendo nenhum. Até flertei com “O Senhor dos Anéis – A Sociedade do Anel”, mas optei por ler aqueles que ainda me são inéditos.

  1. Quantos livros você já abandonou? Quais são eles?

Apenas dois. Acho que “O Mundo de Sofia” foi o primeiro livro que abandonei na minha vida. A professora de Introdução ao Pensamento Geográfico (disciplina que cursei em meu primeiro semestre na universidade) pediu para que lêssemos o livro mais famoso de Jostein Gaarder. Mas, sendo bem sincero, achei a obra muito chata e Sofia uma personagem muito insossa. Os elogios para a obra são rasgados, mas gosto é assim mesmo né? O outro é “Os Sertões”. Embora o adore (já li vários trechos dele e já fiz um trabalho bem legal sobre a segunda parte O Homem na época de escola), esse é um livro complexo cuja leitura requer muita atenção e cuidado. Por isso quero retornar a ele num momento apropriado onde possa me dedicar exclusivamente a sua leitura.

Os Sertões Blog Folha

  1. Quantas resenhas você tem cadastradas no skoob?

Apenas duas. Uma que é quase um resumo da minha resenha para o “Guerra Justa” que fiz aqui mesmo no blog e outra de um livro que adoro da minha época de adolescência, “Uma Chance na Vida”. Sou de escrever poucas resenhas, mas quero me esforçar mais nesse ponto.

  1. Quantos livros avaliados você tem na sua lista?

São 133 os avaliados. Gosto de avaliar os livros que leio, os filmes que assisto, os discos que escuto. Na época de escola cheguei a fazer uma lista com os livros e filmes que li e assisti, todos devidamente avaliados com notas entre 0 e 10. Pena que perdi essas listinhas.

  1. Na aba FAVORITOS, quantos livros você tem registrados? Cite alguns.

Tenho 24 livros marcados como favoritos, e mais 25 quadrinhos. Ao contrário da música e do cinema onde tenho a minha cantora preferida e meu filme preferido, eu não tenho um único livro como sendo o preferido. Mas tenho um carinho muito especial pelo “Os Barcos de Papel” do meu conterrâneo José Maviael Monteiro e “Éramos Seis” de Maria José Dupré. Outro que adoro é “Doze Contos Peregrinos” de Gabriel Garcia Marques.

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Qualquer dia conto como encantei com esse livro

  1. Quantos livros você tem na aba TENHO?

Tenho 18 livros, marcados, mas essa numeração é incorreta, pois recentemente adquiri um Kindle que veio com um caminhão lotado de livros arquivados. E eu contabilizo os livros digitais também. Mas livro físico mesmo eu tenho poucos. Uns dez acredito.

  1. Quantos livros você tem nos DESEJADOS?

No momento não tenho nenhum livro desejado justamente por ter conseguido esses com o Kindle.

  1. Quantos livros emprestados no momento? Quais?

Tenho apenas um como emprestado e fiz questão de marca-lo assim porque o emprestei há mais de 15 anos e nunca mais vi nem sombra de sua capa! É tipo um lembrete para nunca mais emprestar livros. “Convite Para um Homicídio” de Agatha Christie é o sumido, um dos primeiros livros que comprei com meu dinheiro.

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Procura-se :D

  1. Você quer trocar algum livro? Quais são?

Por enquanto não tenho interesse em trocar livros.

  1. Na aba META, quantos livros você tem marcados? Cumpriu essa meta?

São 26 os livros e um quadrinho que coloquei até agora como meta de leitura para o ano. Marquei esse número justamente por ser o desafio que me impus lá na TAG: Livros. Até agora consegui ler 12 livros, um total de 4.353 páginas lidas num ritmo de 20 páginas por dia.

  1. Qual é o número no teu paginômetro? (contador de páginas já lidas)

Contabiliza 30.133 páginas lidas.

  1. Qual o link do teu perfil do Skoob?

Humberto Junior. Fiquem a vontade para adicionar e/ou seguir.

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