TAG: MINHA UNIVERSIDADE – GEOGRAFIA LICENCIATURA

Há bastante tempo atrás respondi essa TAG muito interessante e curiosa sobre como eu era em meu tempo de escola, originalmente ideia do blog Just Lia. Ao revisitar a postagem notei que essa era uma ideia derivada de outra similar, sendo que essa se referia aos tempos de universidade. Nem preciso dizer que curti bastante a iniciativa de se falar um pouco mais tanto sobre meus anos de universidade, como também sobre o curso em si.

São 15 perguntas e se você quiser responder também é só lembrar de citar o post original no Just Lia.

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  1. Qual seu curso de graduação?

Eu cursei Geografia Licenciatura na Universidade Federal de Sergipe.

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Brasão da Universidade Federal de Sergipe remodelado para comemorar seus 50 anos de existência

  1. Quantos períodos ele tem? E em qual você está?

Na época o curso de Geografia possuía oito períodos, durando, portanto, 4 anos. Me formei em 2011 depois de sete anos e meio de muita luta, conforme eu já contei nesse Guestpost no Meteorópole.

  1. Porque você escolheu esse curso?

No Guestpost e também nesse post aqui, eu conto como e porque escolhi a Geografia com um pouco mais de detalhes. Mas em resumo eu sempre sonhei fazer jornalismo, mas ao reprovar no primeiro vestibular decidi fazer Geografia um tanto por incentivo de minha mãe.

  1. Antes de escolher esse curso você pesquisou sobre o mercado de trabalho e o piso salarial?

Por ter escolhido o curso tão em cima da hora, não tive tempo de fazer esse tipo de pesquisa. Mas, sendo sincero, nunca fui muito de ligar para a questão salarial especificamente. Quanto ao mercado de trabalho, sendo um curso de licenciatura, não havia muitas dúvidas quanto à situação.

  1. Como foi seu primeiro dia de aula? Tem dicas para os calouros?

Meu primeiro dia de aula começou dando a tônica de como seriam minhas chegadas nas aulas iniciais da manhã: atrasado. Era aula de Organização do Espaço Mundial com o Prof. Edvaldo e, ao chegar atrasado vestido como um típico punk, atraí um olhar dos mais curiosos do velho mestre.

Minha dica primeira é esquecer tudo o que viveu antes nos ensinos médio e fundamental. Nem pior e nem melhor, a realidade no ensino superior é apenas diferente e exige que os alunos sejam mais proativos na hora do estudo. Sabe aquela coisa do seu Professor de história mastigar todo o conteúdo pra você? Pois é, esqueça. Outra boa dica é ser curioso. Procure conversar com os colegas, tanto os calouros como você, como também com os veteranos. Se informe sobre as disciplinas, os professores, processos administrativos e acadêmicos, onde ficam os diversos setores da universidade. Ou seja, procure o máximo de informação possível. Mais cedo ou mais tarde elas vão ser muito úteis.

  1. Sobre seu TCC, já começou a fazer? Qual tema pretende abordar?

 Na época o currículo do curso não previa a necessidade de se fazer um TCC, o famoso (e temido), Trabalho de Conclusão de Curso. O mais próximo disso era um relatório de atividade de Estágio, em geral feito em duplas. Eu e minha dupla estagiamos numa turma do ensino noturno do Colégio Estadual Presidente Costa e Silva (atualmente Colégio Estadual Professor João Costa). No relatório traçamos um perfil do aluno do turno da noite e analisamos as dificuldades enfrentadas por esse aluno, via de regra trabalhador durante o dia, em conciliar estudo e trabalho.

Colégio Estadual Prof. João Costa

Colégio Estadual Presidente Costa e Silva (atualmente Colégio Estadual Professor João Costa)

  1. Você se considera uma boa aluna(o)?

Apesar de ter sido um excelente aluno no ensino fundamental menor (da 1ª à 4ª série), bom no fundamental maior (da 5ª à 8ª série) e regular no ensino médio, considero que na universidade fui um aluno um tanto medíocre. Parte por precisar trabalhar e estudar, outro tanto pois por essa época já ter me decepcionado de vez com todo o sistema educacional em nosso país. No entanto, isso não me impediu de procurar correr atrás por conta própria de mais leitura e conteúdo.

  1. Você está 100% satisfeita com o curso que escolheu?

Durante o curso tive sérias dúvidas se era aquilo mesmo o que queria. Mas todas elas se foram quando comecei a lecionar. Apesar das dificuldades que enfrentei nos primeiros anos como professor, lecionar me ajudou a ter uma visão mais pé no chão da profissão e me ajudou a perceber o quanto ela era capaz de fornecer em prazer e satisfação ao exercê-la.

  1. O seu curso tem algum material especifico que não tem em outros cursos? (ex: estetoscópio e calculadora cientifica.)

Até onde eu saiba não existe nenhum material que seja específico do curso. Utilizamos bastante mapas e cartas e, em certos casos, aparelhos como o GPS. No entanto tanto as cartas e o GPS são muito utilizados por diversas outras áreas do conhecimento além da Geografia, embora sejam, quase sempre, ligadas a ela, especialmente pelo senso comum das pessoas.

  1. Na sua faculdade teve trote? Se sim como foi?

Não houve trote. Na realidade a UFS e outras universidades no Nordeste não possuem um histórico de trotes (ao menos não aqueles violentos ou humilhantes). Não é muito raro, no entanto, os veteranos promoverem trotes solidários, com arrecadação de roupas ou materiais de limpeza para instituições de caridade ou de acolhimento. Um desses trotes que ficou em minha memória foi o que foi feito tempos depois, quando eu já era veterano. Com a desculpa de que iríamos fazer uma dinâmica de grupo pedimos um dos calçados de cada calouro colocando-o num saco. Enquanto passávamos informações sobre o curso, discretamente demos sumiço nesse saco. A partir daí fizemos os calouros iniciar uma peregrinação pelo campus a procura do calçado desaparecido. E, a cada ponto onde insinuávamos ser o local onde estaria o saco sumido (reitoria, biblioteca, restaurante universitário etc.), um veterano estrategicamente ali postado explicava o que era e para que servia cada um daqueles prédios para, então, indicar o próximo passo. Ao final dessa gincana – terminando exatamente onde começou –, os calouros tinham adquirido uma gama considerável de informações, não apenas sobre seu curso, mas também sobre toda a universidade. E de quebra recuperaram os calçados.

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Trote o curso não teve, mas visitas técnicas e viagens de estudo foram várias. Na foto, uma das visitas técnicas ao Município de Laranjeiras (Alguém já me achou aí?)

  1. Seu curso tem muita matemática?

Não muita. Somente no segundo período precisamos usar bastante a matemática ao cursarmos a disciplina Cartografia Temática, onde aprendemos a fazer gráficos e tabelas os mais variados, e não apenas analisando os dados nelas contidos. Mas caso fosse do seu interesse, havia a possibilidade de se pegar a disciplina Introdução à Estatística, e aí sim, a matemática come solta. E como a matemática e eu vivemos uma relação de amor não correspondido, tratei de ficar bem longe dessa disciplina.

  1. Geralmente nas faculdades existem o “ciclo natural de desistência” a turma começa com 70 alunos e permanecem só 20. Isso aconteceu na sua faculdade?

De modo geral o curso de Geografia não possui um histórico de grandes desistências. Muitos alunos se atrasam, mas as desistências são poucas relativamente falando. Aliás, o terceiro período era famoso como o semestre que separava os calouros, pois era quando pegávamos a disciplina Geomorfologia Estrutural com o temido Professor Hélio Mário e Geografia Agrária da exigente Professora Núbia Dias. A coisa mais comum era metade da turma não conseguir passar em uma ou outra, não raro, em ambas. E, curiosamente, apesar de ter perdido várias matérias, fui aprovado nessas duas logo na primeira vez em que as cursei.

  1. Quais dicas você daria para quem está querendo começar a fazer o mesmo curso que você?

Esse é um conselho que eu daria a qualquer pessoa independentemente do curso escolhido: pesquise bastante sobre o seu curso. Procure saber o máximo possível sobre ele. Assim as chances de escolher uma área e acabar se arrependendo depois serão bem menores. E se isso ocorrer não hesite em mudar de área, mas não faça isso sem refletir bastante antes.

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Na foto o garboso grupo de alunos (olha eu ali escondido) que ajudou a organizar um dos vários eventos o curso, nesse caso o I Simpósio Sergipano de Geografia Contemporânea

  1. Já ficou em DP? Possui algum método diferente de estudo?

Sendo bem sincero, perdi várias disciplinas. Boa parte devido a dupla jornada trabalho/estudo. Mas uma ou duas por outros motivos. Para ficar somente num caso bem específico houve a vez em que logo no primeiro dia de aula de Geografia Urbana I, após uma explanação do professor, um aluno fez um comentário muito pertinente e embasado. Para nossa surpresa, ao invés de elogiar o comentário o professor displicentemente comentou: “Já sei qual é o seu problema: você lê demais!” diante de uma turma atônita, que não sabia se aquilo era algum tipo de piada (garanto que não era pois já conhecia o professor do semestre anterior com quem cursei a disciplina Geografia da População), dei uma gostosa gargalhada, peguei meus livros e saí daquela sala para nunca mais voltar. Tempos depois tive que explicar ao colega que minha gargalhada não era para ele, mas sim para a situação ridícula de ver um professor universitário tripudiar assim e um aluno que fizera um comentário tão pertinente e enriquecedor para a aula.

Por esse exemplo podemos dizer que meu método diferenciado de estudo podia muito bem ser evitar aprender esses maus exemplos dados por alguns profissionais. Felizmente não por todos.

  1. Faça um resumo básico do seu curso para quem estiver interesse em fazê-lo.

Em seus quatro anos o curso de Geografia Licenciatura procura dar ao aluno as competências para poder entender como o ser humano em suas diferentes sociedades é e foi capaz de alterar a superfície terrestre criando um espaço próprio, procurando entender as relações existentes entre o homem (como sociedade) e esse espaço, seja ele natural ou antrópico. Ainda trabalha as competências necessárias para ser capaz de transmitir esse conhecimento de modo didático e crítico levando o aluno a refletir sobre essa intricada relação entre ser humano e espaço.

É um curso bastante rico e abrangente que procura estudar a sociedade humana através de seus mais variados aspectos, utilizando para isso conhecimentos igualmente diversos, tais como da biologia, climatologia, geologia, economia, história, filosofia etc. Se, assim como eu, você estudou uma geografia decoreba e extremamente chata na escola, esqueça tudo isso. Geografia é uma ciência extremamente crítica, interessante e capaz de nos dar um entendimento e compreensão muito abrangente do mundo em que vivemos.

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Finalmente depois de muito esforço e luta, colando grau ao lado de meus orgulhosos pais

Gostou das respostas? Pois então fique a vontade para responder também. Pode ser aqui nos comentários ou no seu blog. Só não esqueça de mandar o link.

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TAG: COPA DO MUNDO

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Imagem copiada na cara dura do Momentum Saga

Tem tempo que não respondo uma TAG por aqui. Por isso, assim que vi essa no Momentum Saga, corri para responde-la. Especialmente agora, nessa fase de mata – quando o espírito de Mick Jagger baixou em mim e fez com que todo time que ganhava minha torcida acabava por ganhar de brinde uma passagem de despedida da Copa (precisei torcer pra Inglaterra pra ver se dava Croácia) –, nada como responder uma TAG sobre livros para relaxar.

Se você se animou (ou também está sem sorte nas torcidas), fique a vontade para participar. É só copiar as perguntas e mencionar o Blog Sem Serifa, criador da TAG.

Pênalti: um livro que te encheu de esperança

A Menina Quebrada

A Menina Quebrada” de Eliane Brum

Descobri Eliane Brum vagando pela biblioteca da universidade onde trabalho, onde encontrei esse livro, uma coletânea com 64 crônicas e artigos publicados pela autora no site da revista Época. Botei na lista de minhas leituras para esse ano sem muito interesse nele. E logo nas primeiras páginas a autora me surpreendeu com seu olhar, se não único, com certeza especial sobre as pessoas, relações, sentimentos, sociedade. Enfim, sobre a vida. Me encheu de esperança saber que ainda existem pessoas, não apenas capazes desse olhar especial, mas, principalmente, de serem capazes de escrever sobre elas.

 Prorrogação: um livro que merece continuação

O Boi Aruá

O Boi Aruá” de Luís Jardim

Apesar do título, esse livro conta três histórias diferentes, todas narradas por Sá Dondom, uma velha contadora de histórias, narrados aos meninos Pedro, Joãozinho e Juca. Somente o primeiro trata do boi do título, sendo os outros “História das Maracanãs” e “História do Bacurau”. Esse livro é uma delícia de ser ler especialmente para nós nordestinos, onde encontramos os mais variados aspectos do rico acervo mitológico do sertanejo condensadas nas histórias contadas por Sá Dondom. Uma pequena obra-prima do pernambucano Luís Jardim, que muito merece uma continuação. Uma pena o autor, falecido em 1987, não estar mais entre nós para poder nos agraciar com esse presente.

Impedimento: um livro que alguém precisou explicar para você

Porque Não Há Discos Voadores

Por Que Não Há Discos Voadores – A Lógica” de Max Sussol

Tudo nesse livro parecia indicar uma pesquisa fortemente embasada, cujo intuito seria apresentar evidências lógicas e cientificas mostrando os inúmeros avistamentos de objetos voadores não identificados serem, através de explicações bem menos extraordinárias que naves extraterrestres. Nada disso! O livro é uma imensa colagem (420 páginas!) de notícias e fatos históricos recentes – isso até o ano de 1986 – sem muita correlação entre si. O autor não manifestou nenhuma preocupação em explicar como essas informações comprovam a certeza manifesta no título. Somente nas últimas 20 páginas o “autor” finalmente aparece para afirmar que, conforme tudo o que foi exposto (!), é óbvio constatar que Discos Voadores não existem (!!). E aí de modo bem preguiçoso expõe algumas possibilidades. Sinceramente, para mim, esse livro é como aqueles trabalhos de alunos preguiçosos: um recorte de inúmeros textos diversos e no final o aluno quer nos convencer que pesquisou e fez o trabalho. Até hoje não entendo qual foi a tal lógica usada por seu “autor”. E, não sei o que é pior: se o fato de ainda não ter encontrado quem me explicasse a obra ou descobrir que esse é apenas a primeira parte de uma trilogia que ainda conta com os títulos: “Os Falsos Discos Voadores – Secreto” e “Não Existem Discos Voadores – Comprovado”!

Goleiro: um autor ou livro que segurou a barra, mesmo com várias críticas

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Preconceito Linguístico” de Marcos Bagno

Dos livros que já li, esse é sem dúvida o mais criticado. Eu o comprei e li por indicação da Samantha em uma resenha sua no Meteorópole. Por ter gostado tanto do livro fiquei profundamente impressionado com o número de críticas negativas do livro, tanto no Skoob (quem quiser me seguir é só clicar nesse link) como na internet como um todo. Nem tão surpreendente foi perceber o quanto essas críticas só ajudavam a confirmar todo o preconceito linguístico existente em nosso país. Aliás mais um tipo de preconceito no qual nos destacamos, infelizmente.

7×1: um livro que te deixou derrotada(o)

A Guerra Não Tem Rosto de Mulher

A Guerra Não Tem Rosto de Mulher” de Svetlana Aleksiévitch

Já li e já assisti muita coisa sobre as guerras mundiais. Mas nada do que eu já tinha visto antes poderia me preparar para esse livro. Ler os relatos das mulheres russas que lutaram na Grande Guerra Patriótica (como a Segunda Guerra Mundial é conhecida na Rússia) foi uma experiência destruidora acima de qualquer outra coisa. Esse é daqueles livros que, apesar da crueza e violência (ou mesmo por causa disso tudo) a leitura é essencial para entendermos melhor a participação feminina no pior conflito armado pelo qual a humanidade já passou até hoje.

Canarinho pistola: um livro que você leu usando a força do ódio

Diário da Corte

Diário da Corte” de Paulo Francis

Misógino, racista, esnobe. Diário da Corte é um livro que, através dos textos publicados pelo autor na Folha de São Paulo, nos mostra todas essas facetas do, assim considerado, “monstro sagrado” do jornalismo brasileiro Paulo Francis. Como lembrou um resenhista da obra no Skoob, ele “em um artigo sobre a sociedade Nova Iorquina dos anos 70, chama Bianca Jagger de prostituta, imagine o que não escreveria sobre Luciana Gimenez…” Para piorar o livro ainda apresenta passadas de pano inacreditáveis sobre esses preconceitos em sua orelha, prefácio e posfácio. Um livro que nem mesmo a alta erudição do Sr. Francis impediu de me dar engulhos a cada página lida.

Hexa: um livro que você não perde a esperança de que vai ler

Vovó Nagô e Papai Branco

Vovó Nagô e Papai Branco – usos e abusos da África no Brasil” de Beatriz Góis Dantas

Esse é considerado um “livro desmistificador, polêmico e iconoclasta, [onde] a autora mostra que a configuração das religiões afro-brasileiras se dá no confronto das posições ideológicas dos vários atores sociais: senhores, escravos, políticos, policiais, poderosos homens de negócio, padres, pais e mães-de-santo, psiquiatras etc.” Só por essa sinopse há muito tempo tenho vontade de ler esse livro, que é tido como um dos grandes trabalhos da antropóloga sergipana Beatriz Góis Dantas (sobre quem eu falei um pouquinho nesse post: Oito Mulheres Sergipanas Para Se Conhecer Nesse 8 de Março). Uma obra que, a despeito de seu status de polêmico, tenho certeza será muito enriquecedor.

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Até mais!

TAG: COMO VOCÊ ERA NOS TEMPOS DE ESCOLA

Vi essa TAG no Momentum Saga, que, por sua vez, viu no Just Lia. Como já faz um tempinho que não respondo uma TAG assim novinha em folha, cá estou eu respondendo sobre como eu era nos meus saudosos tempos de escola.

Durante minha infância e adolescência eu estudei em várias escolas diferentes, alternando períodos em escolas públicas e outros em particulares. Para essa TAG vou privilegiar o período entre 1990 a 2001, correspondente a todo o ensino fundamental e médio. Nesse período estudei em três diferentes escolas, uma particular o Santa Fé (SF) e duas públicas, a Escola Estadual Professora Ofenísia Soares Freire (OSF) e a Escola de 1º e 2º Graus Governador João Alves Filho (JAF)*. Para facilitar a leitura, utilizei no texto as siglas que acompanham os nomes das escolas.

Em cada uma dessas três escolas eu vivi bons e maus momentos que me marcaram profundamente. Ao responder as perguntas da TAG irei identificando onde e quando ocorreu cada evento. Em algumas respostas relatei momentos ocorridos nas três, já em outras apenas uma ou duas delas.

  1. Quem era você na escola, como você era? E como era sua escola?

No OSF eu cursei da 1ª à 5ª série do fundamental. Nessa época eu era extremamente tímido e também extremamente dedicado aos estudos e por isso eu procurava sentar na frente. Essa também era uma tática para fugir dos colegas bagunceiros, que volta e meia me escolhiam como alvo de suas brincadeiras de mau gosto.

Já na época de SF, onde fiz a 6ª e 7ª série e do JAF, onde fiz todo o ensino médio, eu já estava mais desinibido e a vontade e por isso mesmo fui migrando aos poucos para as carteiras que ficavam no fundo da sala. Foi também nesse período onde comecei a refletir sobre o sistema de ensino e a desgostar daquele sistema que privilegiava a decoreba em detrimento ao raciocínio. Um pouco por causa disso e muito por causa da própria adolescência, passei a desinteressar um pouco dos estudos e a me tornar mais rebelde.

  1. Qual era sua tribo?

Nunca fui muito de integrar esse ou aquele rótulo. Tirando o período de OSF, eu era conhecido por conversar e ter amizades com todo mundo. E, sendo bem sincero, depois de anos onde a timidez me impedia de me aproximar e fazer amizades, eu realmente gostava de ser alguém capaz de fazer amizades com os mais diferentes tipos de colegas.

Foi somente na época de JAF que passei a ser identificado mais como roqueiro, pois passei a frequentar as aulas usando calças rasgadas e riscadas, um tênis super detonado, com grampos remendando os calcanhares rasgados (e que logo ganharia o apelido de Brutus), e nas aulas de reposição aos sábados ou aulas extra-classe – quando estávamos liberados da camisa do uniforme –, camisas de minhas bandas preferidas. Mas nem por isso deixei de ter amizade ou conversar com o pessoal que curtia pagode ou forró. Aliás a minha melhor amiga nessa época era uma forrozeira incorrigível.

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Eu e minha amiga irmã Dani no intervalo (pelo menos eu acho que era o intervalo)

  1. No recreio, onde era mais fácil te encontrar?

Quando no OSF brincando com dois amigos que também eram vizinhos e estudavam na mesma sala. Já no SF eu passava boa parte do tempo conversando com as meninas da sala ou de outras turmas. Por essa época eu não tinha muita paciência para as brincadeiras da moda nas escolas, em geral muito violentas. Ou então estava na cantina tentando descolar um rango grátis. A dona da cantina fazia supletivo à noite e em troca de lanche grátis eu a ajudava com as atividades e trabalhos de casa.

Finalmente quando estudei no JAF eu poderia ser facilmente encontrado pelos corredores em animados bate-papos com colegas e amigos que curtiam as mesmas coisas que eu. Pela primeira vez na vida eu encontrava pessoas que eram tão ou mais viciadas em leitura, curtiam o mesmo tipo de som e também adoravam escrever. Dalvinha, Aline, Tiago e eu formávamos uma espécie de grupo intelectual onde debatíamos de tudo, de Nietsche a livros de auto-ajuda, de Nirvana a Paulo Coelho. Debatíamos, trocávamos dicas de leituras, líamos os textos uns dos outros, combinávamos de ir ao cinema ou saraus de poesias. Pra falar a verdade, as vezes nem precisávamos estar no intervalo para ficar pelos corredores de papo.

  1. Já namorou ou ficou com alguém da escola? Foi dentro ou fora da escola?

Namorar, namorar alguém da escola propriamente falando, nunca namorei. Mas ao cursar o terceiro ano do ensino médio passei por um período de popularidade no JAF, que o garotinho tímido do OSF jamais sonharia ter, nem mesmo em seus devaneios mais loucos. Nessa época fiquei com uma garota que conheci nas escadarias da escola. Aliás, hoje faz exatamente 15 anos que ficamos pela primeira vez. Lembro, pois era o dia do meu aniversário e acabamos flagrados aos beijos e abraços pela Professora de Química e vários amigos de turma que me zuaram muito depois.

Pouco tempo depois durante a gincana do colégio fiquei com uma menina extremamente bonita, que me gerou muitas críticas e advertências por parte de alguns colegas e amigos, pois ela tinha fama de ser “rodada”. Não dei ouvidos e continuei ficando com ela de vez em quando.

Finalmente, já no finalzinho do ano acabei ficando com a mesma Aline do grupinho citado no tópico acima. Embora tenhamos nos entendido super bem desde o dia em que nos conhecemos, uma série de encontros e desencontros dignos de uma novela mexicana, impediu que ficássemos antes. Isso gerou muitas coisas boas, mas também muitas ruins, que, quem sabe um dia eu conto por aqui.

  1. Já fez alguma coisa escondida ou contra as regras? Já cabulou aula?

Até entrar no JAF eu era muito certinho e não gostava de cabular (ou gazear aula, como dizemos aqui). Tudo isso mudou obviamente ao passar a estudar no JAF, na época reconhecidamente um dos colégios, senão o mais, violento do estado. Gazear aula era uma prática comum entre os alunos. Várias vezes passei pelo vão aberto por nós mesmos na grade dos fundos da escola, para atividades triviais como assistir cinema no shopping próximo, ou outras bem menos ortodoxas, como ir até o Calçadão da 13 de Julho para beber vinho barato, que comprávamos através de uma cotinha entre os gazeadores, ao som de muito rock.

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Visão atual da Escola João Alves Filho e da grade pela qual fugíamos para gazear as aulas

  1. Se lembra de alguma modinha que você seguiu?

Nunca gostei de modinhas e não lembro de ter participado de nenhuma. Na verdade sempre tive pavor de moda ou qualquer coisa similar. Mas lembro que fui eu e alguns amigos que costumavam assistir televisão lá em casa, que viciamos a galera da escola em vários programas que passavam na TV Cultura. Doug, O Mundo de Beakman são alguns exemplos. Isso na época do SF.

  1. Qual foi o melhor e o pior dia?

O melhor dia foi no segundo ano do ensino médio quando ganhamos a gincana escolar. Era o ano 2000 e todas as atividades da gincana deveriam ser cumpridas utilizando temas brasileiros. Por puro desleixo minha turma simplesmente deixou o barco andar e quando demos por nós, já era véspera da gincana e não tínhamos nada pronto. No desespero fizemos uma reunião de emergência onde minha amiga-irmã Dani nos estimulou a correr atrás do prejuízo usando o argumento de que não poderíamos passar a vergonha de não apresentar nada. Do nada nos mobilizamos e, sem pensar em vitória, cumprimos cada uma das tarefas preocupando-nos apenas em nos divertir e não passar a dita vergonha. O resultado final foi tão leve, espontâneo e brasileiro (éramos uma turma muito ufanista, muito ligada as coisas do Brasil e do próprio estado de Sergipe), que acabamos por ganhar a gincana com uma gigantesca vantagem em relação a segunda colocada. Nem a gente acreditou!

Tive vários momentos ruins em toda minha vida escolar. Mas aquele que mais me marcou foi quando reprovei a 6ª Série no SF e precisei contar para minha mãe. Sua expressão de decepção ficou permanentemente gravada em minha mente e coração.

  1. Se envolveu em algum tipo de briga ou movimento/protesto?

Foi no JAF onde aprendi a importância da militância política e onde desenvolvi uma postura que eu poderia chamar de esquerdo-anárquica. Não muito fã de cumprir normas que eu julgava autoritárias, incoerentes ou simplesmente imbecis, tendo lido livros como 1984 e fã de punk rock, eu costumava ter alguns embates homéricos com a diretora da escola, por conta de determinadas regras que visavam moralizar a escola. Estando bem popular na época do terceiro ano, cheguei a ser convidado a participar do Grêmio Estudantil, mas recusei, explicando que poderiam contar comigo para ajudar no que fosse preciso, mas não queria me ver preso a nenhum grupo, para poder continuar tendo a liberdade de criticar o que quer que estivesse errado, fosse de onde fosse.

Quanto as brigas literais, de murro e pontapés nunca briguei na escola. Quando mais novo por medo da surra dupla que levaria em casa (de minha mãe e do meu pai), e mais velho por consciência de que minha mãe já se desgastava demais num emprego cansativo para ainda ter que ir na escola pra ouvir reclamação do filho brigão.

  1. Sua escola tinha alguma lenda, tipo loira do banheiro? Você tinha algum medo na escola?

Quando estudei no OSF muitos garotos costumavam subir até a enorme caixa d’água da escola para nadar lá dentro. Outros costumavam jogar as carteiras quebradas lá dentro, por sabe-se lá qual motivo. Isso acabou gerando a lenda de que um garoto teria morrido lá dentro ao se cortar nas ferragens das carteiras velhas que lentamente enferrujavam dentro da caixa d’água.

A história do garoto era lenda, mas um garoto realmente quase morreu afogado certa vez e água que saía dos bebedouros tinha um forte gosto de ferrugem.

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A entrada do Ofenísia Soares Freire atualmente fechada para reformas**

  1. Sofreu ou causou Bullying em alguém?

Principalmente na época de OSF eu sofri uma certa quantidade bullying, principalmente dos garotos mais velhos. Muito calado, muito estudioso e com gostos e costumes meio estranhos, os valentões adoravam me zuar. Particularmente não guardo mágoa, pois tudo isso me ajudou a me defender e a ter uma atitude mais positiva sobre mim mesmo.

Até onde lembre, jamais causei bullying. Mas como é mais fácil lembrar de nossa própria dor e não da causada por nós…

  1. Como era a sua performance em apresentações da escola? Curtia?

Eu só fui participar de apresentações já na época do JAF, quando já dominava quase totalmente minha timidez. E eu adorava participar de apresentações de seminários, gincanas e feiras literárias. É por causa da apresentação de uma versão moderna do Auto da Barca do Inferno do autor português Gil Vicente (que entraria pra história do JAF), onde interpretei um pastor que roubava os fiéis, que alguns amigos dessa época ainda hoje me chamam de pastor!

  1. Do que você mais lembra desse tempo? Quais as coisas que mais te trazem lembranças?

Lembro de muitas, mas muitas coisas mesmo da época de OSF, SF e JAF. Mesmo com os problemas e momentos ruins foram os momentos mais felizes da minha vida. Especialmente o último ano de OSF, o último do SF e o último no JAF (particularmente esse último) foram anos marcantes para mim, que me deixaram uma gama enorme de boas lembranças.

  1. Teve algum professor(a) ou funcionário(a) que te marcou?

A Professora Malvina de Geografia na 5ª Série no OSF. Durona, ninguém andava fora da linha em sua aula. Mas era também extremamente competente. A Professora Adalgisa de Biologia e Leila de Química do ensino médio no JAF também me marcaram pelo comprometimento. Enquanto muitos professores fingiam que davam aula e nos fingíamos que estudávamos, elas jamais deixaram de passar um conteúdo sequer de sua matéria e nem de tentar enfiar em nossas cabeças teimosas a importância do estudo.

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Turma (ou parte dela) do 3º Ano D. Essa foto é especial pois foi tirada poucos dias depois do ataque às Torres Gêmeas em 11 de Setembro de 2001

  1. Se você pudesse voltar no tempo, o que você diria pra você mesmo naquela época?

Esse é um ponto sobre o qual já refleti muito na minha vida. E nos últimos tempos, tenho chegado a conclusão de que não diria nada. Deixar-me-ia seguir o curso que segui, pois, mesmos que alguns tenham sido muito dolorosos, me deixaram como legado ensinamentos profundos e importantes em minha vida atual.

Pensando bem, diria algo sim. Um breve, porém caloroso: “Viva intensamente essa vida! Você não vai se arrepender!”

E tenho certeza de que seria atendido.

Gostou das respostas? Pois então fique a vontade para responder também. Pode ser aqui nos comentários ou no seu blog. Só não esqueça de mandar o link.

*Atualmente a Escola de 1º e 2º Graus Governador João Alves Filho passou a se chamar Centro de Excelência Professor José Carlos de Sousa. A mudança se deu em cumprimento da determinação do Tribunal de Justiça, que obriga a remoção dos nomes de pessoas vivas em prédios e demais logradouros públicos de Sergipe, inclusive fachadas, placas interna ou externamente, material publicitário, documentos e outros papéis oficiais.

**A Escola Estadual Professora Ofenísia Freire teve sua reforma finalizada recentemente. Abaixo ponho uma foto da nova fachada da escola.

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Nova fachada da Escola Estadual Prof.ª Ofenísia Soares Freire em imagem do Google Maps

TAG: LIVROS 2016

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Há exatamente um ano eu era tagueado pelo Mestre Ben Hazrael, dono do Cabaré das Ideias, para responder uma TAG sobre os livros lidos no ano de 2014. Já naquela data eu tinha a ideia de retornar ao texto para ver o que tinha mudado, bem como minha leitura se desenvolveu (ou regrediu) no ano de 2015 com relação ao ano anterior.

Logo depois de escrever a TAG original, adquiri de minha querida amiga Sybylla um e-reader Kindle, que, olha vou te contar, foi a melhor aquisição que já fiz na vida. Com ele voltei a ler como só tinha conseguido antes de entrar na universidade. E só não li mais, pois precisava estudar para os concursos da vida e também porque num lamentável incidente a tela do aparelhinho quebrou, impossibilitando seu uso. E, infelizmente, ainda não tive como comprar outro.

Mas isso é história para outro texto, o qual, aliás, já está quase pronto pra nascer. Por agora voltemos às minhas leituras nesse ano de 2015 e os meus planos para o ano que vem:

2015

  1. Um livro que te surpreendeu em 2015?

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“O Hobbit” de J. R. R. Tolkien. Finalmente tive a oportunidade de ler o tão famoso livro de Tolkien, tão amado por tantos. E foi uma surpresa imensa descobrir uma leitura leve, intensa e cheia de emoção e aventura, bem diferente de tudo o que esperava em virtude de minha experiência com “A Sociedade do Anel”. Bem menos detalhista que a saga da Guerra do Anel, esse livro é do tipo que considero um perfeito exemplo de obra infanto-juvenil, ou seja, direcionado para crianças, mas que qualquer adulto consegue ler sem achar a leitura chata.

  1. Um livro que te decepcionou em 2015?

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Eu poderia dizer “Os Segredos do Nazismo” de Sérgio Pereira Couto. Mas vou ficar com “Operação Cavalo de Tróia 3 – Saidan” de J. J. Benítez por dois bons motivos. Primeiro: eu já citei a obra de Sérgio Pereira Couto nessa outra TAG sobre arrependimentos literários. Segundo: apesar de toda a galhofada do Benítez em afirmar que a história de seus “Cavalo de Tróia” é real, eu gostei bastante do primeiro livro (tirando a parte introdutória. Essa só foi capaz de me levar a risos e muita vergonha alheia). Mas para tanto, foi preciso esquecer a lenga-lenga do autor e encarar toda a história como uma ficção científica, cuja premissa básica seria o hight-concept: e se pudéssemos voltar no tempo e testemunhar a veracidade da ressurreição de Cristo? Com isso em mente a história é bem interessante. Ainda assim, mesmo nesse primeiro livro, já esgota um pouco todo o papo pseudo-místico-religioso. O que eu não esperava é que o terceiro livro da série fosse basicamente todo baseado nesse papo, que, analisando direitinho, não diz nada com nada. Isso sem falar na parte introdutória, que, a exemplo do primeiro livro, se propõe a contar como Benítez conseguiu ter acesso a documentação base para os livros. Um primor de vergonha alheia.

  1. A melhor adaptação que você viu em 2015?
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Imagem do W Arte Pop

Quando respondi a TAG no ano passado, eu respondi que estava ansioso por assistir “Jogos Vorazes A Esperança Parte 2”. Mas acabou que nem consegui assistir o filme ainda. De fato assisti bem poucos filmes dos lançados em 2015. Por isso a resposta aqui vai ser a coletânea de filmes da série Harry Potter. Apesar de ter bastante críticas a adaptação das obras para a telona, ainda assim são filmes muito bons.

  1. Um livro que não conseguiu terminar em 2015?
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Imagem do Mais Leitura BCO

“História Geral da África, vol. I” de J. Ki-Zerbo (org.). O livro é parte de uma coletânea em oito volumes publicada pela Unesco, escrita e produzida por mais de 350 especialistas das mais variadas áreas do conhecimento, sob a direção de um Comitê Científico Internacional formado por 39 intelectuais, dos quais dois terços eram africanos e é uma joia inestimável de conhecimento sobre a África. Denso e minucioso é uma obra para ser estudada, muito mais que apenas lida. Por isso mesmo ainda não consegui terminar sua leitura. Isso e às mais de 900 páginas que compõem só esse primeiro volume. E para os interessados, o site da Unesco disponibiliza gratuitamente os livros no formato PDF em seu site.

  1. Quantos livros você conseguiu ler em 2015?

Segundo minhas anotações no Skoob eu li 26 livros e somente cinco Quadrinhos. Achei muito pouco, pois esse é praticamente o mesmo número de livros que li um ano antes. E quanto aos Quadrinhos li menos ainda, pois um ano antes eu tinha lido bem uns trinta títulos. Mas se a quantidade não foi lá essas coisas, a qualidade das obras foi muito melhor.

2016

  1. Um livro que está ansioso pelo lançamento em 2016?

Universo Desconstruído

Continuo completamente por fora dos lançamentos literários. E já que Universo Desconstruído Vol. II  já foi lançado (não comecei a ler ainda porque quero ler no kindle, na telinha do celular é muito cansativo), não estou particularmente ansioso por nenhum  outro lançamento.

  1. Um (ou mais) desafio que se dispôs a participar em 2016?

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“Desafio literário? Pra mim vai ser aumentar o número de livros lidos nesse ano, já que li poucos no ano passado. Quero ler mais e diversificar mais minhas leituras. Quero fugir do mais do mesmo.” Essa foi minha resposta no ano passado e continua valendo para esse ano. Antes do kindle quebrar eu tinha separado alguns clássicos da literatura mundial e brasileira para ler ou reler. Títulos de Dostoievski, a saga “O Tempo e o Vento” de Érico Veríssimo e “As Veias Abertas da América Latina” de Eduardo Galeano. Esse será meu verdadeiro desafio para esse ano.

  1. A adaptação mais aguardada por você em 2016?

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Eu nunca fui muito fã do Superman nos quadrinhos, embora sempre tenha surpresas até que agradáveis quando o personagem vai para outras mídias, como o cinema ou a tela da TV. O mesmo vem acontecendo com o Capitão América. O primeiro filme foi ok, legalzinho, mas o segundo foi muito bom! Por isso estou bem ansioso para assistir “Capitão América: Guerra Civil”. Outra adaptação pela qual estou muito ansioso é “Mulher Maravilha”, mas estou com um pezinho atrás, com medo de que façam besteira. Na realidade estou mesmo é tentando manter a expectativa baixa para não me decepcionar.

  1. Uma leitura que pretende retomar em 2016?

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“Os passageiros do Vento 3 – A Feitoria de Judá” de François Bourgeon. Considerada a obra-prima de François Bourgeon, a série Os Passageiros do Vento conta a história da nobre Isa que teve sua identidade roubada em aventuras pelo oceano no século XVIII. Leitura encantadora, lindamente ilustrada pelo próprio Bourgeon, parei a leitura no livro 2 “O Pontão” e pretendo retomar lendo esse livro 3, o livro 4, “A hora da Serpente” e o quinto e último livro intitulado “Ébano”.

  1. Três livros da sua meta para 2016?

Baixar-Livro-Americanah-Chimamanda-Ngozi-Adichie-em-PDF-ePub-e-Mobi                       preconceito linguistico                      As veias abertas da america latina

1-“Americanah” de Chimamanda Ngozi Adichie. Li como aperitivo “Sejamos Todos Feministas” e me encantei. Agora mais do que nunca quero ler e ter esse livro em minha estante.

2-“Preconceito linguístico: o que é, como se faz” de Marcos Bagno. Recomendação da Samantha do Meteorópole. Por se tratar de um assunto que considero muito importante não vejo a hora de começar a lê-lo.

3-“As Veias Abertas da América Latina” de Eduardo Galeano. Esse eu já iniciei a leitura tem pouco menos de uma semana. Por algum mistério insondável nenhum professor na universidade julgou que deveríamos ler. Agora estou correndo atrás do prejuízo.

No ano passado eu tinha de repassar o desafio. Vou manter a ideia e marco para responde-lo a minha amiga Jéssica Amaral, que depois de muitas tentativas iniciou o promissor Chocolate Por Obséquio. Aproveito para marcar também minha outra querida amiga/irmã Dani, que, ainda não escreve em nenhum blog, mas que já passou da hora de se aventurar por essas sendas.

E quem se sentir a vontade pode responder também. No seu blog ou aqui nos comentários.

TAG: DIAS DA SEMANA EM LIVROS

E hoje temos uma TAG fresquinha para responder. A Capitã Sybylla deu a ordem e corri para atender. Nessa TAG devemos atribuir um livro de qualquer gênero a um dia específico da semana.

Peguei emprestado lá do Momentum Saga

Peguei emprestado lá do Momentum Saga

Quem quiser responder pode ficar a vontade. Pode ser nos comentários ou no seu blog mesmo. É só não esquecer de mandar o link pra divulgarmos.

Domingo – Um livro que você não quer que termine ou não quis que terminasse

Quadribol Através dos Séculos

“Quadribol Através dos Séculos” de Kennylworthy Whisp

Apesar de pequenino (63 páginas) esse livro é tão divertido, que nossa vontade era que ele tivesse 630 páginas. Uma ideia prá lá de bacana da autora da série dos livros do Harry Potter, J. K. Rowling, sob o pseudônimo do bruxo Kennylworthy Whisp, desvenda a mágica história de como o Quadribol surgiu e se tornou o esporte preferido dos bruxos do mundo todo. Um encantador exercício de metalinguagem.

Segunda – Um livro que você tem preguiça de começar

“O Senhor dos Anéis – As Duas Torres” de J. R. R. Tolkien.

“O Senhor dos Anéis – As Duas Torres” de J. R. R. Tolkien

Sou fascinado pela obra de Tolkien desde que li “A Sociedade do Anel” pouco depois de ver o filme. Mas, mesmo assim sempre que puxo “As Duas Torres”, vejo seu tamanho e lembro do quão minucioso Tolkien é em suas descrições me bate uma preguiça imensa de começar a leitura. Aí acabo desistindo e partindo para outras obras.

Terça – Um livro que você empurrou com a barriga ou leu por obrigação

“O Último Filho de Krypton” de Kevin J. Anderson

“Os Últimos Dias de Krypton” de Kevin J. Anderson

Esse livro começa muito bem e não é difícil se empolgar com a leitura a medida que vamos reconhecendo a clara inspiração do autor no filme do Superman de 1978 com Christopher Reeve. As descrições feitas de Jor El ou do General Zod no livro são exatamente as de Marlon Brando e de Terence Stamp. No entanto o livro vai perdendo ritmo e ficando extremamente enfadonho graças a uma divisão em inúmeros capítulos que só ajuda a tornar a história ainda mais lenta e arrastada. Também não ajuda em nada começar o livro como se fosse um prelúdio do filme para terminar com eventos completamente diferentes.

Quarta – Um livro que você deixou pela metade ou está lendo no momento

“A Invenção do Povo Judeu” de Shlomo Sand

“A Invenção do Povo Judeu” de Shlomo Sand

Uma análise coerente e vivaz das origens do povo judeu e dos mitos e crenças religiosas que alimentaram a criação do Estado de Israel na Palestina. Por não ser um livro simples, mas a proposta de um ensaio historiográfico do povo judeu sem deixar de abranger a questão israelo-palestina, esse livro requer uma leitura mais atenta e cuidadosa e, portanto, mais demorada. Mas é muito bom e recomendo fortemente.

Quinta – O livro de quinta. Um livro que você não recomenda

“O Ditador” de Sidney Sheldon

“O Ditador” de Sidney Sheldon

Sidney Sheldon pode até ser um grande escritor, mas é péssimo quando se trata de livros para os jovens. Esse “O Ditador” (cuja história é basicamente a mesma do filme “Luar sobre Parador” com Raul Julia, Richard Dreyfuss e Sonia Braga) é horrível e nem mesmo meu gosto bem duvidoso para leituras quando adolescente me fez gostar da história. Mas dizem que as obras dele para adultos são boas. Nunca tive coragem de confirmar.

Sexta – Um livro que você quer que chegue logo (lançamento ou compra)

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“Megalex” texto de Alejandro Jodorowsky e arte de Fred Beltran

Como não estou na expectativa de lançamento ou compra de nenhum livro, preferi responder que estou no aguardo da publicação em português dos três volumes dessa HQ do co-autor do “Incal”, onde somos apresentados a um futuro automatizado com rebeldes que pretendem aniquilar o regime tecnocrata vigente. Não é nenhuma obra prima, mas é bem interessante.

Sábado – Um livro que você quis começar novamente assim que ele terminou

“Sejamos Todos Feministas” de Chimamanda Ngozi Adichie

“Sejamos Todos Feministas” de Chimamanda Ngozi Adichie

Adaptação do discurso da autora nigeriana no TEDx Euston (para saber mais clique aqui e para assistir o discurso clique aqui, ambos em inglês), esse é outro exemplo de livro curto que adoraríamos que tivesse mais de 500 páginas. De forma simples, porém direta e contundente, Chimamanda nos apresenta a luta pela igualdade de gênero e o quanto ainda é preciso ser feito para alcança-la. Um livro que li de um fôlego e que dá vontade de ler toda hora. Lado bom: Americanah tem mais de 500 páginas e não vejo a hora de começar sua leitura.

***

Esses são meus livros em dias da semana. Conta aí quais seriam os seus!

Até a próxima!

TAG: SKOOB – MINHA ESTANTE VIRTUAL

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O Skoob é um tipo de rede social de leitores usada para facilitar a organização de todo o material já lido por alguém ou que pretende ler. E também serve para se conhecer outros apaixonados por leitura.

A ideia da TAG surgiu nesse post na página do Skoob no Facebook. Vários blogs responderam, dentre eles o Meteorópole e o Momemtum Saga. As respostas da Samantha você pode conferir aqui e as da Sybylla aqui. E como não poderia deixar de ser fui marcado pela Sybylla para responder também. Abaixo você pode conferir minhas respostinhas básicas:

  1. Quantos livros lidos você tem na sua aba LIDO no skoob?

No momento tenho 159 livros, 91 quadrinhos e 8 revistas. Acredito que, dos livros, eu tenha conseguido registrar a maioria, mas quanto aos quadrinhos e revistas tem vários que eu simplesmente não lembro os títulos e por isso não os registrei.

  1. Qual livro você está lendo?

Em teoria eu estou lendo 5 livros. Digo em teoria porque dois deles, “O Espírito das Leis” e “História do Pensamento Geográfico e Epistemologia em Geografia” estão mais para abandonados. O primeiro porque precisei devolver a Biblioteca e o segundo por falta de tempo. Já a leitura dos 3 restantes tem me ocupado bastante.

O Espirito das Leis Martins Fontes

  1. Quantos livros tem na sua aba QUERO LER?

Tenho 16. Além dos volumes da Coleção Operação Cavalo de Troia (uma série que acho muito instigante e sobre a qual ainda escreverei algumas linhas nesse blog), tenho muita vontade de ler “Ensaio Sobre a Cegueira” e “Crime e Castigo”. Na realidade eu quero ler vários livros de Dostoiévski.

  1. Você está relendo algum livro? Qual é?

No momento não estou relendo nenhum. Até flertei com “O Senhor dos Anéis – A Sociedade do Anel”, mas optei por ler aqueles que ainda me são inéditos.

  1. Quantos livros você já abandonou? Quais são eles?

Apenas dois. Acho que “O Mundo de Sofia” foi o primeiro livro que abandonei na minha vida. A professora de Introdução ao Pensamento Geográfico (disciplina que cursei em meu primeiro semestre na universidade) pediu para que lêssemos o livro mais famoso de Jostein Gaarder. Mas, sendo bem sincero, achei a obra muito chata e Sofia uma personagem muito insossa. Os elogios para a obra são rasgados, mas gosto é assim mesmo né? O outro é “Os Sertões”. Embora o adore (já li vários trechos dele e já fiz um trabalho bem legal sobre a segunda parte O Homem na época de escola), esse é um livro complexo cuja leitura requer muita atenção e cuidado. Por isso quero retornar a ele num momento apropriado onde possa me dedicar exclusivamente a sua leitura.

Os Sertões Blog Folha

  1. Quantas resenhas você tem cadastradas no skoob?

Apenas duas. Uma que é quase um resumo da minha resenha para o “Guerra Justa” que fiz aqui mesmo no blog e outra de um livro que adoro da minha época de adolescência, “Uma Chance na Vida”. Sou de escrever poucas resenhas, mas quero me esforçar mais nesse ponto.

  1. Quantos livros avaliados você tem na sua lista?

São 133 os avaliados. Gosto de avaliar os livros que leio, os filmes que assisto, os discos que escuto. Na época de escola cheguei a fazer uma lista com os livros e filmes que li e assisti, todos devidamente avaliados com notas entre 0 e 10. Pena que perdi essas listinhas.

  1. Na aba FAVORITOS, quantos livros você tem registrados? Cite alguns.

Tenho 24 livros marcados como favoritos, e mais 25 quadrinhos. Ao contrário da música e do cinema onde tenho a minha cantora preferida e meu filme preferido, eu não tenho um único livro como sendo o preferido. Mas tenho um carinho muito especial pelo “Os Barcos de Papel” do meu conterrâneo José Maviael Monteiro e “Éramos Seis” de Maria José Dupré. Outro que adoro é “Doze Contos Peregrinos” de Gabriel Garcia Marques.

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Qualquer dia conto como encantei com esse livro

  1. Quantos livros você tem na aba TENHO?

Tenho 18 livros, marcados, mas essa numeração é incorreta, pois recentemente adquiri um Kindle que veio com um caminhão lotado de livros arquivados. E eu contabilizo os livros digitais também. Mas livro físico mesmo eu tenho poucos. Uns dez acredito.

  1. Quantos livros você tem nos DESEJADOS?

No momento não tenho nenhum livro desejado justamente por ter conseguido esses com o Kindle.

  1. Quantos livros emprestados no momento? Quais?

Tenho apenas um como emprestado e fiz questão de marca-lo assim porque o emprestei há mais de 15 anos e nunca mais vi nem sombra de sua capa! É tipo um lembrete para nunca mais emprestar livros. “Convite Para um Homicídio” de Agatha Christie é o sumido, um dos primeiros livros que comprei com meu dinheiro.

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Procura-se :D

  1. Você quer trocar algum livro? Quais são?

Por enquanto não tenho interesse em trocar livros.

  1. Na aba META, quantos livros você tem marcados? Cumpriu essa meta?

São 26 os livros e um quadrinho que coloquei até agora como meta de leitura para o ano. Marquei esse número justamente por ser o desafio que me impus lá na TAG: Livros. Até agora consegui ler 12 livros, um total de 4.353 páginas lidas num ritmo de 20 páginas por dia.

  1. Qual é o número no teu paginômetro? (contador de páginas já lidas)

Contabiliza 30.133 páginas lidas.

  1. Qual o link do teu perfil do Skoob?

Humberto Junior. Fiquem a vontade para adicionar e/ou seguir.

E vocês? Também tem contas no Skoob? Contem aí!